31 outubro 2004

� 2004 - Nelio Freitas

Ultimo trago.

Um trago. Outro, e outro.
Lembran�as...
Nao imaginei que voltaria aquele lugar. Mas, l� estava outra vez.
Subi os degraus que me traziam lembran�as... distantes.
O mesmo caf�, o mesmo vento frio de outono.
Um novo por do sol. Uma nova mulher.
Restava-me entao l� deixar o que ficou em mim.
Ultimo trago. J� frio.
Desci os degraus, um ou dois, triste. Os seguintes, leve.
Corri. Senti-me voar...

E como se imposs�vel fosse acreditar
Ouvi tua voz chamar meu nome
Era talvez o que a mim faltava sair... imaginei.
Meu nome... meu nome outra vez. Virei.
Eras mesmo tu. Com os mesmo olhos.

Quis fugir. Nao pude.
E nos aproximamos. Tocaste-me o rosto.
Nao... nao � o mesmo rosto. Nem os mesmos olhos...
Beijei tua boca. Sabia a amargo. Ao amargo do meu ultimo trago.
Seguraste forte minha mao,
Nao me deixavas partir...
Mas eu era leve, era asas...
voei!


lualil 2004

29 outubro 2004

� 2004 - R�ben de Almeida[ Pretender ]
Imagina�ao

Imagino algu�m perfeito,
E a ele dou olhos e olhar ternos
Dou-lhe boca e palavras francas, doces
Maos fortes e carinhosas,
Corpo seguro e p�s firmes

E nele reconhe�o tra�os...

Imagino algu�m perfeito
Nele, decisoes precisas
Coragem, determina�ao,
Sorrisos e l�grimas
Como em uma can�ao

E nele reconhe�o tra�os...

Imagino algu�m perfeito
Dou-lhe meus olhos,
Minhas palavras, maos
Boca,
Meu corpo, minha alma

Sopro-lhe vida
E sua vida � plena
E nele reconhe�o tra�os... nele reconhe�o a mim.
lualil 2004

Fundo Musical: vivir sin aire - Man�

27 outubro 2004

SALVE-SE QUEM PUDER!!


25 outubro 2004

AMO, AMAS

Amar, amar, amar, amar siempre, con todo
el ser y con la tierra y con el cielo,
con lo claro del sol y lo obscuro del lodo.
Amar por toda ciencia y amar por todo anhelo.

Y cuando la montana de la vida
nos sea dura y larga y alta y llena de abismos,
amar la inmensidad que es de amor encendida
?y arder en la fusi�n de nuestros pechos mismos!

Ruben Dario

24 outubro 2004

Hoje sinto meu cora�ao em ora�ao... dedico esta prece a duas pessoas em especial: Meu muito querido amigo Vicktor Reis e a mae do Paulinho, um conterr�neo especial.
Que a cada leitura, nossa energia seja multiplicada e enviada a eles!

� 2004 - Luis Pontes

Ora�ao

Tu, for�a infind�vel dentro de mim,
Nao permita que em nenhum momento eu deixe de ver o mar,
De sentir a sua beleza.
Nao permita que meus olhos ceguem e nao vejam o c�u,
Deixa-me ver e contemplar o seu mist�rio.
Coloca minhas maos nas �rvores, meu corpo ao vento,
Meus olhos na esperan�a, minha boca e voz na minha alma.
Faz com que eu diga a mim mesma todas as palavras que eu precise ouvir,
Faz com que eu nunca duvide que amar vale a pena,
Mesmo que eu sofra por isso.
Nao deixe que eu tire de dentro de mim a coragem,
Nao me deixe ter medo,
Nao deixe que me sinta s�.
Faz eu acreditar que amanha n?o terei mais dor,
Que meu sorriso ser� puro como sempre,
E meus sonhos verdadeiros como ontem.
lualil

23 outubro 2004


J� estava de sa�da. Mas parei um instante e foi quando percebi aquela imagem que aos poucos me foi levando a um estado de imensa ternura, saudade, admira�ao... S� podia ver, de onde estava, suas costas e cabe�a. Ela, pouco passava do final da cadeira que lhe acomodava, e sua cabe�a, parada, quieta, pensativa talvez, mostrava-me todos os fios de seus cabelos brancos em uma aparente fragilidade e sabedoria... E uma lembran�a de anos atr�s me tomou naquele momento.
Depois de um dia inteiro a andar pela cidade em compras, de volta a casa, entramos no t�xi, minha mae e eu. O motorista tinha os cabelos absolutamente brancos e em um gesto inesperado, minha mae pediu para tocar em seus cabelos. Fez-lhe carinho e disse-lhe palavras bonitas de se ouvir. Esta cena me marcou. Naquele dia, ela disse ao motorista do t�xi palavras tao doces... de admira�ao pela sua idade, pela sua luta ainda depois de tantos anos... ela o admirou e talvez, tenha sentido sem saber, que ela, nao teria um dia a cabe�a assim. Minha mae nao viveu o suficiente para ter ela mesma uma cabe�a branca. Partiu, justamente sem nenhum fio de cabelo.
Pensei em tudo isso neste pequeno espa�o de tempo, mas, nao demoraria muito e eu teria que seguir meu caminho e passar por aqueles ombros fr�geis sob uma cabe�a branca. Em passos lentos aproximei-me. Passei dela e num impulso incontrol�vel, virei meu corpo e olhei agora para o seu rosto. Sorri-lhe. Ela olhou-me. Creio que meus olhos lhe disseram: _Admiro sua vida j� vivida... admiro o que representa estes cabelos brancos, admiro-te e vejo em ti os cabelos brancos da minha mae. Ela olhou-me. Olhos expressivos. Sorri mais uma vez e segui meu caminho.

lualil 2004

21 outubro 2004




fotos: Espera.Encontro I.Encontro II.Solidao: Yves Refalo Pierre

Noite

Vivi todos os segundos desta noite.
Eu sei que estavas comigo... eu sei que me falavas e eu nao conseguia entender-te.
Chorei... as minhas l�grimas do�am em n�s. Eu sabia.
Minhas maos buscavam as tuas e meu corpo sentia o calor que deixaste preso ao meu. Sempre me buscavas.
E mesmo assim sentia-me s�. E tu estavas comigo.
Tu sempre estavas comigo...
A noite l� fora me trazia desejos. Desejei nao entender mais nada. Desejei nao resistir. Desejei ter repouso em tua pele, na tua boca.
Desejei ter-te por momentos. Por mais alguns momentos. Ainda �ramos um. E sentir-me metade me era entao do�do.
Tocaste-me. Abra�amo-nos. O teu calor e o meu era nosso. Nosso sonho. E nos amamos como sempre nos am�vamos e como haveremos sempre de nos amar.
A noite a mim e a ti se revelou. A dor cessou em n�s neste instante. E sentimos a nossa paz...
Eu e tu juntos. Noite. Nossa. Outra vez.
Madrugada... nossa.
A luz do sol aos poucos tocou em minha pele, em raios suaves e mornos. O sono abra�ou-me e sem que eu percebesse me fez adormecer.
E tu... tu sa�ste de mim. Outra vez.

lualil 2004

19 outubro 2004

Quero saber


Quero saber se voce vem comigo
a nao andar e nao falar,
quero saber se ao fim alcan�aremos
a incomunica�ao; por fim
ir com algu�m a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objeto terrestre
e nao ter nada que trocar
por fim, nao introduzir mercadorias
como o faziam os colonizadores
trocando baralhinhos por silencio.
Pago eu aqui por teu silencio.
De acordo, eu te dou o meu
com uma condi�ao: nao nos compreender

Pablo Neruda (�ltimos Sonetos)

17 outubro 2004

Um "ZOOM" sobre o Recife
Post com inspira�ao nO ZOOM COTIDIANO do Paulinho Patriota.

Lailson de Holanda Cavalcanti, nasceu em 26 de dezembro de 1952 na cidade do Recife, Pernambuco, Brasil.
Aos 17 anos come�ou a publicar suas charges no jornal The Pine Cone (Arkansas, EUA), recebendo o Award for Best Original Artwork, atribu�do pela Arkansas High School Press Association.
Membro fundador da ACB- Associa�ao dos Cartunistas do Brasil, da qual � o representante regional Nordeste, � um dos fundadores e primeiro presidente da ACAPE - Associa�ao dos Cartunistas de Pernambuco, organiza�ao nao governamental que dedica-se ao desenvolvimento do Humor Gr�fico e dos Quadrinhos como forma de arte, expressao e educa�ao. Seus trabalhos podem ser vistos diariamente na Internet nos sites do Diario de Pernambuco , Charge On Line e seus trabalhos sao distribu�dos para outros pa�ses atrav�s do New York Times Syndicate/CartoonArts International.

Algumas charges recentes...


Deixa

O nosso silencio
Nossas palavras nao ditas
Sentidas e nao reveladas
Pedidas, imploradas talvez...
Ouvidos atentos

Tuas palavras fogem de mim
Um eco de desejo me acompanha
Minhas palavras buscam a ti
Foges...
Um eco te acompanha

Teus olhos desviam dos meus
Mas teu olhar mesmo assim me olha
Meu olhar te persegue
Busca-te
Ao vento, no tempo.

Onde te perdi?... Buscando-me?
Onde nao te achei?... Perdendo-me?

Que minhas palavras rompam o teu silencio
Rompe o meu com as tuas...

lualil 2004

15 outubro 2004

Instante

� 2004 - Mario Pereira

Deitada aqui...
esperando ouvir o que eu mesma queria falar
querer esquecer
querer lembrar
desejar
correr, fugir
encontrar
lualil 2001

13 outubro 2004

12 outubro 2004


Obrigada pelo Brasil que voces estao ajudando a construir!
fotos: luciana napchan
Feliz Dia das Crian�as!

Grito

Meus dedos calaram
Minha voz anda presa
Mas minha alma anda correndo disparada ao vento
Em voos altos e rasantes perigosos...

Tenho voado sobre mim mesma
Sobre minha cidade, sobre o meu pa�s
V�o sobre as minhas mem�rias, sobre meus risos,
Do alto vejo meu choro, minha dor...

Aqui em cima sinto o vento,
Ele entra em mim,
Enche-me o peito, a alma,
D�-me a coragem
Sinto paz
A paz esperada
Deslizo ao vento, me entrego a ele
Fecho meus olhos,
Sinto a perfei�ao...

Meus dedos calaram,
Mas minha alma grita dentro de mim
Um grito que nao me sai da boca
Um grito que sai de mim, de bem dentro de mim
Um grito que rompe
Que rompe o silencio
Que rompe o espa�o
Que rompe a minha vida...

Meus dedos calaram
Mas meus versos continuam a brotar de dentro de mim...
Minha voz anda presa mas, minha boca entreaberta silenciosamente fala.


lualil (07-2001)

11 outubro 2004

Fernando Sabino
(1923 - 2004)

"Levei seis anos de minha infancia com um len�o enrolado no pesco�o, flor-de-lis na lapela e pureza no cora�ao, para descobrir que nao passava de um candidato a solidao. Alguma coisa ficou, � verdade: a certeza de que posso a qualquer momento arrumar a minha mochila, encher de �gua o meu cantil e partir. Afinal de contas aprendi mesmo a seguir uma trilha, a estar sempre alerta, a ser sozinho, fui escoteiro � e uma vez escoteiro, sempre escoteiro".

Partes Sabino, Mas nao vais sozinho e nem deixa-nos sozinhos... ser�s nosso eterno escoteiro. Amanha comemoraremos o dia da tua chegada.. Hoje, no entando, foste na frente para preparar-nos a festa.

10 outubro 2004

� 2004 - Ana Loura
No tempo em que vivemos juntos...
Seis anos.
Dois mil cento e noventa s�is
Dois mil cento e noventa luas
Incont�veis chuvas...
Misturamos tudo!
Nossos corpos
Cora�oes
Pelos...
Id�ias
Palavras
C�us
Sonhos...
T�nhamos os dias e o dom de criar.
Nas incont�veis chuvas, voce jogava o guarda-chuva aberto da janela do terceiro andar. E como um navegador em �guas do c�u ele, o guarda-chuva descia flutuante at� a cal�ada molhada. E n�s como se tiv�ssemos asas, vo�vamos sobre os degraus das escadas, entre a velocidade do �morcegao� e nossa alegria.
Ganh�vamos a corrida e riamos...
Riamos muito!
Nosso amor era cercado de infancia e alegria.
Em noites frias... Acarinh�vamos nossos corpos sob as frias cobertas e era feito o verao!
Incendi�vamos olhos
Corpos
Cora�oes
Pelos...
Id�ias
Palavras...
Depois, voce dormia e eu, insana, contava a luz das estrelas e as transformava em minha literatura.
Acordamos...
Abortamos o sonho!
Restou-me a poesia.
Perdemos a rota de nosso pr�prio cio.
Agora faz frio... Muito frio!

Gra�a Carpes

08 outubro 2004

Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de voces qualquer injusti�a cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. � a mais bela qualidade de um Revolucion�rio.
Che Guevara


(14 de junho de 1928 - 8 de outubro de 1967)

Interessante
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etaso, a �ncia csioa iprotmatne � que a piremria e �tmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma b�guana ttaol que vcoe pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso � poqrue n�s nao lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

05 outubro 2004

Ainda e sempre...

Naquela noite... Inesquec�vel como outras tantas.
Guardei-te.
Todos os nossos momentos m�gicos seriam ali encerrados para sempre e ainda.
Guardei-te porque nao te podia ter sempre em momentos m�gicos.

Porque aprendi isso. Porque era o que sabias tamb�m.
Embora estiv�ssemos tentando lutar contra o comum. E muitas vezes ousamos romper todas as barreiras, normas e l�gicas.
Nosso amor nao era pequeno como somos, era maior que o infinito que nos d�vamos com o nosso olhar... com o universo que o teu corpo dentro do meu, se fazia revelar.
Do�a acomod�-lo. Ajust�-lo. Torn�-lo comum.
Porque quando fomos um, nos tornamos al�m daquela estrada, al�m do vento... al�m da letra da nossa ultima m�sica. Nos dissipamos de n�s nos acordes da nossa can�ao. Que agora toma caminho ao infinito, como um eco sem fim.
Chorei baixinho e era noite... nao me ouviste, nao me viste.
Tua voz insiste em se fazer repetir quando o silencio se apossa de mim.
Teus olhos revisitam minha alma sem que eu te permita.
Metes-te ao meio de mim, partindo-me. E nao est�s aqui. E est�s por toda a parte. D�i-me.
D�i-me a tua ausencia. D�i-me a minha ausencia em ti.
E ainda, e sempre... se ouvir� o som do que fomos e somos buscar o espa�o sem fim.


Fundo Musical: Your Song � Josh Groban

04 outubro 2004

ELEI�OES MUNICIPAIS NO BRASIL


Em 11 das 26 capitais, a Elei�ao terminou neste domingo. O Partido dos Trabalhadores, do presidente Lula, fez o maior n�mero de prefeitos.
O PT ganhou em seis capitais: Em Aracaju, Marcelo D�da foi reeleito. Em Belo Horizonte, Fernando Pimentel conquistou mais um mandato. Recife teve Joao Paulo reeleito. Joao Henrique venceu em Macap�. Raul Filho, em Palmas. Raimundo Angelim, em Rio Branco.
O PPS fez um prefeito: Teresa Juc�, em Boa Vista. O PMDB tamb�m ganhou em uma capital: Campo Grande, com Nelson Trad.
PSB, uma capital: Joao Pessoa, com Ricardo Coutinho. O PDT, em Sao Lu�s, com Tadeu Pal�cio. E o PFL ganhou no Rio de Janeiro: Cesar Maia foi reeleito.
Vai haver segundo turno nas outras 15 capitais e o PT � o partido que pode eleger mais prefeitos. Est� na disputa em nove. O PSDB, em sete. E o PSB, em quatro. O PFL vai tentar eleger mais tres prefeitos. O PMDB e PDT, dois. PPS, PTB e PP, uma capital cada.

VAO PARA O SEGUNDO TURNO:
Sao Paulo: Jos� Serra, do PSDB, vai enfrentar Marta Suplicy, do PT.
Porto Alegre: Raul Pont, do PT, enfrenta Jos� Foga�a, do PPS.
Fortaleza: Moroni Torgan, do PFL, e Luizianne Lins, do PT.
Curitiba: Beto Richa, do PSDB, e Angelo Vanhoni, do PT.
Bel�m: Duciomar Costa, do PTB, enfrenta Ana J�lia, do PT.
Goiania: �ris Resende, do PMDB, contra Pedro Wilson, do PT.
Cuiab�, a disputa vai ser entre Wilson Santos, do PSDB, e Alexandre C�sar, do PT.
Porto Velho, segundo turno entre Roberto Sobrinho, do PT, e Mauro Nazif, do PSB.
Vit�ria: Joao C�ser, do PT, contra C�sar Colnago, do PSDB.
Florian�polis: Dario Berger, do PSDB, e Chico Assis, do PP.
Macei�: C�cero Almeida, do PDT, contra Alberto Sextafeira, do PSB.
Manaus, Amazonino Mendes, do PFL, e Serafim Corr?a, do PSB.
Natal: Carlos Eduardo, do PSB, contra Luiz Almir, do PSDB.
Salvador: Joao Henrique, do PDT, contra C�sar Borges, do PFL.
Teresina, S�lvio Mendes, do PSDB, enfrenta, no segundo turno, Adalgisa, do PMDB.

O PT � o grande vencedor do primeiro turno das elei�oes municipais. Mas o PSDB se firma como o advers�rio mais forte. Os dois partidos vao se enfrentar em quatro capitais, no segundo turno: al�m de Sao Paulo, Cuiab�, Curitiba e Vit�ria.
Individualmente, o desempenho mais convincente foi o do prefeito Cesar Maia, do Rio. Seu grupo pol�tico chegou a quarta vit�ria seguida, e ele vai ser o prefeito que mais tempo ficou no governo do Rio.
O PT ficou mais forte nos chamados grotoes - os munic�pios de at� dez mil eleitores. A fam�lia Sarney perdeu em Sao Luiz. O ex-governador Anthony Garotinho ficou enfraquecido em v�rias cidades do Rio de Janeiro que antes dominava.

fonte: Bom dia Brasil/Rede Globo

03 outubro 2004

  • jornal de ontem, 02 de outubro de 2004

  • jornal de hoje, 03 de outubro de 2004

Estou eu, aqui, a postos para exercer a minha cidadania! Volto amanha, certamente depois da festa da vit�ria, para comemorarmo juntos!