13 dezembro 2004

As palavras

Secretas vem, cheias de mem�ria.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as �guas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas sao de luze sao a noite.
E mesmo p�lidas
verdes para�sos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cru�is, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugenio de Andrade

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