Sim. Houve muito barulho, falações e gritinhos histéricos sobre o tema Obama. A primeira vista é mais um exagero que muitos fazem ao falar dos EUA. Mas uma coisa temos que admitir: De fato é um acontecimento histórico a eleição do primeiro presidente negro dos EUA. Obama tem ar de conciliador, boa gente, familiar, sorridente, apaixonado e ainda por cima simpático.
O mundo está mesmo histérico com a possibilidade de mudanças, com a possibilidade de que depois de oito anos do comando desastroso, catastrófico e sangrento de Bush, uma nova era seja escrita.
Não to lá muito certa disso não.. mas vou ficar de olhos e ouvidos atentos ah isso vou!
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
31 janeiro 2009
Obama, o bamba?!...
30 janeiro 2009
29 janeiro 2009
Nova literatura em Pernambuco
Nós Pós
Português suave
Ex-finge
percorre as veredas do meu corpo
verás que ainda há parte do humano
que fui quando assim fingia ser
tateia com vagar todos os flancos
desse ser tão incomum igual a ti
de quatro talvez me descortines
de quatro animais encontras partes
à minha humanidade amalgamada
cabeça e seios de mulher
corpo de touro (ou de cão se assim preferes)
garras de leão, asas de ave
e essa imensa cauda de dragão
não temas, amado, inda sou eu
a mesma que desconhecendo, amastes
e se duvidas de mim, olha no espelho
verás que, enfim, me decifrastes
Gerusa Leal
Nós Pós
Português suave
Ex-finge
percorre as veredas do meu corpo
verás que ainda há parte do humano
que fui quando assim fingia ser
tateia com vagar todos os flancos
desse ser tão incomum igual a ti
de quatro talvez me descortines
de quatro animais encontras partes
à minha humanidade amalgamada
cabeça e seios de mulher
corpo de touro (ou de cão se assim preferes)
garras de leão, asas de ave
e essa imensa cauda de dragão
não temas, amado, inda sou eu
a mesma que desconhecendo, amastes
e se duvidas de mim, olha no espelho
verás que, enfim, me decifrastes
Gerusa Leal
28 janeiro 2009
Sempre o bastante
Falo bastante. Muito. Muitíssimo.
Falo mais rápido que a minha boca possa pronunciar,
Minhas mãos me socorrem
Meus olhos direcionam as intenções
Quando o silencio me rouba as palavras
Um barulho imenso se instala
Há mais perguntas,
Quase nenhuma resposta
E muito. Muitíssimas dúvidas
Quando não falo o bastante.
Falo bastante. Muito. Muitíssimo.
Falo mais rápido que a minha boca possa pronunciar,
Minhas mãos me socorrem
Meus olhos direcionam as intenções
Quando o silencio me rouba as palavras
Um barulho imenso se instala
Há mais perguntas,
Quase nenhuma resposta
E muito. Muitíssimas dúvidas
Quando não falo o bastante.
27 janeiro 2009
19 janeiro 2009
Uma Historinha...
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados. Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: A presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros noRio de Janeiro ou em São Paulo. Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiriaverdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional. Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da AméricaLatina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul. Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que eraseu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis. Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos EstadosUnidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai. Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de uma vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005. Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo).
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que eraseu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis. Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos EstadosUnidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai. Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de uma vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005. Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo).
A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa". Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes.
Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões.
A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
JOÃO PEREIRA COUTINHO
Nasceu em 1976 na cidade do Porto (Portugal). Formado em História, na variante História da Arte, é pós-graduado em ciência política e Relações Internacionais pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, onde também ensina como professor convidado. Entre 1998 e 2003, foi colunista do jornal “O Independente”. As Colunas desse período foram reunidas no livro “Vida Independente: 1998 – 2003”, editadas em Portugal em 2004. É colunista do jornal português “Expresso” e da FOLHA ONLINE, entre outros.
A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
JOÃO PEREIRA COUTINHO
Nasceu em 1976 na cidade do Porto (Portugal). Formado em História, na variante História da Arte, é pós-graduado em ciência política e Relações Internacionais pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, onde também ensina como professor convidado. Entre 1998 e 2003, foi colunista do jornal “O Independente”. As Colunas desse período foram reunidas no livro “Vida Independente: 1998 – 2003”, editadas em Portugal em 2004. É colunista do jornal português “Expresso” e da FOLHA ONLINE, entre outros.
14 janeiro 2009
Pronto. Já estamos em um novo ano. Ficaram fatos, pessoas, lugares, emoções, abraços, alegrias, sabores. Ficou em mim o que hoje me faz diferente, melhor ou talvez menos ruim. Ficou em mim o que me impulsiona na caminhada do dia a dia. Ficou em mim a esperança para transformar o que ainda é rígido, fortalecer o conquistado e ficou sobretudo em mim o desejo de novos olhares, de novos sorrisos de nova gente que vem por aí.
Não poderia deixar de acreditar que amanhã será mesmo muito melhor e mais feliz que ontem. Pensar, planejar a realização do irrealizável. Eu sou assim. Ainda sou assim sim. Serei sempre. Creio.
Mas o final do ano que passou e o começo deste me pegou preguiçosa, gata mansa, querendo carinhos, abraços e beijos demorados. Estive assim todos estes dias. Mansa, dengosa. Estive me abastecendo do que me move: o AMOR. Me deixei sentir amada, amei. Me deixei sentir desejada, desejei. Dourei minha pele no sol e ouvi musicas. Dancei. Bebi bebidas geladas. Tomei sorvetes. Comi comida japonesa. Falei e ouvi. Vi e toquei. Estive renascendo estes dias. Acho que já consigo dar meus primeiros passos, escrever minhas primeiras palavras.
Não poderia deixar de acreditar que amanhã será mesmo muito melhor e mais feliz que ontem. Pensar, planejar a realização do irrealizável. Eu sou assim. Ainda sou assim sim. Serei sempre. Creio.
Mas o final do ano que passou e o começo deste me pegou preguiçosa, gata mansa, querendo carinhos, abraços e beijos demorados. Estive assim todos estes dias. Mansa, dengosa. Estive me abastecendo do que me move: o AMOR. Me deixei sentir amada, amei. Me deixei sentir desejada, desejei. Dourei minha pele no sol e ouvi musicas. Dancei. Bebi bebidas geladas. Tomei sorvetes. Comi comida japonesa. Falei e ouvi. Vi e toquei. Estive renascendo estes dias. Acho que já consigo dar meus primeiros passos, escrever minhas primeiras palavras.
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