21 julho 2006



Que importa ?

Se amanhã pegarei o primeiro trem e estarei distante de ti...
Que importa meu amor?
Se hoje sou tua, e tu meu
E que para sempre será esse o nosso momento
Que importa?
Se é noite ou dia
Se há sol ou lua
e se há gente na rua...
Que importa meu amor,
Além do que sentimos agora?

20 julho 2006


rio parnaíba

Reencontro

Vou em busca de minhas lembranças, em busca de parte da minha história. Reviver. Resgatar palavras, gestos, paisagens. Relembrar sorrisos, reviver felicidade pura e ingênua da infância. Ver mais uma vez o rio correr, o mesmo rio e dizer baixinho para que ele onde estiver outra vez me escute: vai rião.. vai rião! Ele me sorria e por toda a sua vida, ao me ver, tornava tudo vivo outra vez. Lembro do seu sorriso puro, dos seus olhos sábios, da sua fala mansa, seu jeito carinhoso.
Tocar nos objetos repletos de energia, de memória e sentir nos olhos dela a saudade, a certeza do dever cumprido, de vida já muito vivida e ver menininha de tranças loiras sorrir com o meu sorriso. Sentir no toque das suas mãos as mãos de quem me moldou a alma, sentir e renovar tudo o que sei de amor, de verdade, justiça e buscas.
Mais tarde, entrar na casa de árvores de flores brancas que me enfeitava o cabelo e buscar os traços das que parte a parte me deram o nome.
Sentir os cheiros, os sabores. Ouvir nossas e novas vozes.
Correr mais uma vez com os meninos da minha história e abraçar a todos com braços maiores daqueles de antes.
Ouvir as novas histórias, dos que já agora muito mais tem pra contar.
Vou ao encontro de parte de mim. Vou ao encontro do início de tudo. Vou ao encontro das rochas, das pedras que suportam fortemente tudo o que já construí por sobre eles.
Lágrimas serão incontroláveis. E os antigos sorrisos ganharam dimensão nos novos.

19 julho 2006


Te amo 1998 - VRIJ WERK

Por que você é assim?


Mágico
Indecifrável
Com olhos de notas musicais
Canções
Sossego no toque das mãos
Ritmadas no compasso da paixão
Sabor da boca que umedece
Sensação
Pele lisa que desliza
Tua história, tua geografia
Coração que grande
Pulsa.
Emoção
Explosão
És assim...
Então não te amaria como amo.

18 julho 2006


Zhen Dedos
Limited Edition Print - 18" x 12"

Meus dedos

(releitura)

Meus dedos rabiscam sonhos e desejos.
Meus dedos às vezes são tímidos, às vezes falam demais.
Às vezes gritam, riem e choram... Lamentam-se, contentam-se
Meus dedos são lâminas finas, afiadas
Que retiram de mim letras na alma
Meus dedos se movimentam
Se movem, inventam
Meus dedos sou eu.

13 julho 2006

Sonhar basta...



12 julho 2006


Sangria



Arde à tarde
E a arte
Nos pés, pelos dedos
Nos parte ao meio
Abre a pele
Expõe a alma
Que sangra
Em vermelho verde, azul


11 julho 2006


Cartas I

Fernando meu amigo,

Hoje, precisava de ti... precisava da tua palavra, precisava da tua companhia, de te ouvir, de te ver. A falta que sinto de ti é tão forte que tenho aqui uma dor que rasga meu peito e deixa atravessada na garganta a minha voz. Andei tentando esquecer nossos momentos, nossas partilhas na louca e inexplicável tentativa de não me deixar doer. Mas eu estou aqui te ouvindo, te sentindo e já não me importa que doa, já não me importa que a tua voz esteja em meus ouvidos, que a tua lembrança esteja em mim porque eu estou vendo outra vez o teu sorriso, estou sentindo outra vez a tua força e a tua delicadeza, tua crença e a tua esperança e mais uma vez tu me preenches contigo. Esta musica que me deixaste, ela me leva até você e eu sinto o teu abraço, aquele que senti tantas vezes. Sinto outra vez agora. Sim, já sei que estás aqui ao meu lado. Não tinhas mesmo ido embora, eu sabia. Não, não tinhas me deixado. Sinto-te. Até posso sorrir, até posso sentir o vento tocar suavemente a minha pele, deslizar na melodia desta canção, pois contigo aqui, sou forte e já não há dor alguma.

10 julho 2006

O fotógrafo como quem, mais uma vez dentre muitas, advinha a escritora, escreve...




sentir o povo que vive
O fotógrafo e a escritora reencontram-se na calçada que percorrem tranquilamente. Ele escreve sentires com cada clique de sua câmera fotográfica. Ela, cria as mais belas imagens com um singelo movimento dos cílios


Um brilho no olhar

O brilho no olhar do Fotógrafo deixava transparecer um grande contentamento interior que não passou despercebido à Escritora:
_Hoje sinto-o com uma satisfação interior grande, querido Fotógrafo... passa-se algo de agradável?
_ Querida Amiga... algo muito simples...
_As coisas simples são por vezes as mais importantes, não?
_É verdade sim... mas eu conto-lhe...

Na verdade, o Fotógrafo conversara há pouco com um amigo que em Portugal tem uma restaurante de gastronomia mineira que emprega cerca de 70 pessoas às quais esta a proporcionar agora formação profissional. É algo que faz regularmente, estando neste momento em formação um terço dos seus trabalhadores. Os outros o farão em breve.

No mundo actual de tamanho egoísmo e em que tem lugar uma exploração desenfreada de quem trabalha, estas excepções são, na realidade, chamas de uma esperança que nos continuam a animar. Razões de sobra para o Fotógrafo se sentir satisfeito por esta iniciativa de alguém por quem tem muita amizade.

A caminhada calçada acima lá continuou, agora que a Escritora se apercebera dos sentires do Fotógrafo:
_Tens razão no teu contentamento, tu que tantas vezes me fizeste “inveja” quando me contavas as belas comezainas no restaurante desse teu amigo... bom... e das caipirinhas nem se fala.
_Na verdade, além da grande amizade que tenho pelo Joaquim, sempre o elogio pelo cuidado que ele tem em manter a qualidade... e pela forma como cuida dos seus empregados...
_E aqui está um exemplo... boas razões tens para teres esse brilho no olhar...

A Escritora olha o mar que bordeja a costa recifense e olha a linha do horizonte. Sabe que do lado de lá as doiradas areias da Caparica desejam recebê-la com afecto. Conhecer terras do Fotógrafo, mergulhar nos portugueses petiscos de que o Fotógrafo sempre lhe fala...

A nostalgia do tempo que passa tolda-lhe um pouco o semblante, que logo se volta a animar na certeza de que em breve percorrerá terras da portugalidade...

Victor (Oficina das Idéias)

09 julho 2006


(imagem daqui)

Cores

As pernas já não alcançam o chão
O coração fala a linguagem dos pincéis
Cores fortes, pastéis
Vocabulário de tons
O risco já esboça uma figura
A tua.
Algumas tardes são brancas
As noites, laranja
E eu te sinto neste azul sem fim

08 julho 2006

amor à primeira vista

assim que meu olhar
pôs as mãos em você
eu soube que o amor
não é escolha de quem vê

Fred Girauta

07 julho 2006

Sem palavras... ainda!

















06 julho 2006

TRISSER

em suma: ou somos ou sumimos
Fred Girauta