29 junho 2007

Agora com som e imagem.. curtam!

gracias vendetta!

27 junho 2007

Transparência


mi alma - Clotilde Palacios Juarez

Quero tocar tua alma
Mas não há como fazer
Sem que te rasgue a carne
E te sangre em minhas mãos

Quero tua alma limpa
Límpida, clara
Transparente.

22 junho 2007

DE ONDE VIRÁ O GRITO?
Luciano Pires
(Luciano Pires é profissional de comunicação, jornalista, escritor, conferencista e cartunista)

Num texto anterior introduzi o conceito de "Ressentimentos Passivos". Para relembrar, lá vai um trecho:

"Você também é mais um (ou uma) dos que preenchem seu tempo com ressentimentos passivos? Conhece gente assim? Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam " que horror". Sabem do roubo do político e falam "que vergonha". Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam "que absurdo ". Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem "que baixaria". Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram " que medo". E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição "neste país". Do ressentimento passivo à participação ativa.".

Pois recentemente estive em Recife e em Porto Alegre , onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Em Recife, naquele centro antigo, história por todos os lados. A cultura pernambucana explícita nos out-doors, nos eventos, vestimentas, lojas de artesanato, livrarias. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém.

No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!

"Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade"

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.

Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é "comunidade" . Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os "ressentimentos passivos" se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de "basta" contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem "liga". Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.

Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa "liga". A mesma que eu vi em Recife e em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Ou talvez os Pernambucanos. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.

Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
Obrigada Litvin!

18 junho 2007

Outra vez





Em meus braços acomodas-te
E abres espaço no teu universo
Amplias minha visão
Minha audição
Meus sentidos

Em meus olhos te entregas
Devolve-me paisagens
Em todas as estações

Entre as minhas pernas repousas,
E te aquieta
Suga-me
E me bebes todas as palavras
As que calam,
E que ouves

Em mim te refazes
Em ti sou outra vez.

14 junho 2007

Ao meu amigo Vicktor
Feliz aniversário!
.. comemorado aqui nas calçadas do Recife... como sempre!
beijos
MIEDO
Pedro Guerra/lenine/robney Assis

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo en una sombra que el temor no esquiva
El miedo as una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de ecnontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de colisão
O Medo é do deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá

06 junho 2007

Madura

Fruta da estação,
madura
Colhida com a mão
No quintal de alguém
Que semeia

Fruta aberta,
Suco espesso
Carne macia

Madura,
Na última estação

04 junho 2007

100 anos
... parabéns!



As irmãs gêmeas Marta Luiza e Maria Olga Krupp Fuhrmann comemoraram 100 anos de idade em Ijuí, Rio Grande do Sul, neste domingo, dia 3. As famílias das duas, juntas, têm sete filhos, 19 netos, 48 bisnetos e 15 tataranetos.
O segredo da longevidade, segundo elas, é beber uma taça de vinho por dia
(Foto: Renoir Sampaio/ Agência RBS)

23 maio 2007

Litvin
nesta data significativa pra nós dois, te canto sussurrando...
todos os beijos, todos os sabores e sentidos

Lugares Proibidos
Helena Elis

Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já

Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já


O grito - Edward Munch

E o sonho se fez real

Poema criado a partir da inspiração de partilhar com parceiros e amigos uma realização que tem a força da união, o desejo de mudança.


Gritei: estou sozinho?!
Estou sozinho?
E ouvi um eco: sozinho, sozinho, sozinho...
Caminhei adiante
Busquei sons, palavras
Busquei gestos

Andei caminhos distantes,
Mas que se pareciam comigo
Vi em toda parte
Gente que se parecia comigo
Lutando por seus direitos
Por sua saúde, por sua família
Lutando pela união do seu povo

E um coro de vozes se uniu a minha
E um punhado de mãos, braços, pernas
Um punhado de sonho, de esperança e força
Se uniu ao meu trabalho
Ao meu desejo de mudança

E a luta se fez mudança,
O desejo se fez força,
O direito se fez justiça
E o sonho se fez real

Mais adiante, vi uma pessoa sozinha
Então gritei:
Estás sozinho?! Sozinho, sozinho, sozinho...
E ouvi junto a mim um coro dizer:
Junte-se a nós!

21 maio 2007

Era assim



Era uma terra vermelha,
Ardia em mim
Era um tempo sem tempo
De colheitas perdidas
De esvaziar-se de tudo

Era uma terra sem cor
Sem vozes
Sem letras
Sem caminhos
Era uma terra assim...

Uma terra vermelha e sem cor
(mai/2007)

18 maio 2007

NAVALHA


Lâmina afiada

Corta

Mãos em obscenos

Gestos

Cabeças, conspirações

Metal, prata em fio

Ceifa

O ouro usurpado.