19 julho 2007

Pra não deixar de ir...


Pacote Completo
19, 20, 21 e 22 de julho
Teatro Café Pequeno
Av. Ataufo de Paiva, 269
Leblon
Rio de Janeiro - RJ

13 julho 2007

“Estou socialmente estragado”





Raimundo Arruda Sobrinho, 68 anos vive há 11 anos no canteiro central da avenida Pedroso de Morais, em Pinheiros. Escreve livros artesanalmente, costurados com fiapos de sacos plásticos. Tosse e cospe. Em São Paulo os termômetros marcam 13º C.
Não gosta do verbo morar e não quer ser chamado “morador de rua” . Troca algumas palavras com o repórter Felipe Gil.

"Eu não sou morador de rua, sou vítima de um crime contra os direitos humanos!", diz, sobre sua condição. Quem cometeu o crime? "Responsabilizo o Estado, não sei quem é". O senhor denunciou? "Toda a máquina do Estado sabe". Quando o crime começou a ser cometido? "Não vou entrar nisso porque não tenho tempo e nem o senhor tem tempo. E nem capacidade".
Era vendedor de livro antes de ser internado em 1976 no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, onde passou dois meses. Ele não gosta de falar do passado costuma repetir “Faz muitos anos” embora tenha citado com carinho a casa onde viveu até abril de 1968. “Lá eu tinha papéis, escrivaninha, colchão de mola, lençóis, cobertor, travesseiro, sanitário".

Diz que os Albergues não têm espaço para guardar seus escritos e pertences, que ele sempre os mantêm escondidos debaixo de lonas. Está vestido com jeans, camisa suja, meias rasgadas nos calcanhares e se cobre com os restos de uma manta infantil. Diz calçar entre 39 e 41 mas não quer sapatos, nem manta nova. "Não posso ter muita coisa, ou eles vêm e rasgam, assaltam", explica. Quem? "Não sei, eu não sei de nada. Sei que aparece rasgado". Mas o senhor não está aqui o tempo todo? "Estou, mas eles hipnotizam!". O senhor já foi agredido? "Muitas vezes, já".

Escreve enquanto há luz natural. Apesar do cuidado com que produz, Arruda despreza os escritos. "Isso é para matar a curiosidade de quem vem aqui, porque não vale nada. Eu sei que não vale nada". Não pensa em publicá-los. "Quando eu procurei ninguém quis. Hoje não quero nem ouvir falar do assunto". Assina como "O Condicionado", um pseudônimo que usa "há muitos anos". Cada exemplar doado é numerado e datado. De 2000 a 2007, marca os anos como 1999+1 a 1999+8. Ele explica: "quando disseram que era o ano 2000, sabia que já tinha passado. Estou sabendo que é tudo falsidade. Quando dizem que é uma coisa, é outra".

O ex-livreiro, escritor e vitima do crime contra os direitos humanos, nasceu em Piacá, no norte de Goiás - hoje Goiatins, cidade de 11 mil habitantes no norte do Tocantins, se vê permanentemente mal-humorado, e sabe que isso afasta as pessoas.
Diz: "Estou socialmente estragado".


Noticia: Terra

11 julho 2007


Destino

Ela acreditava em destino,
Mesmo que às vezes isso parecesse estranho, impossível
Acreditava e por isso costumava andar em busca dele,
E o acomodava por entre seus cabelos dourados,
Suas tranças, sua pele clara
Seus olhos de estrelas e brilho de esperança
Franzia por vezes a testa, resmungava e chorava baixinho
Quando o destino lhe mudava o caminho
Fazendo com que andasse um pouco mais que o programado,
Mas seguia adiante.. sempre seguiu
E assim, adiante sempre encontrou motivos para novos sorrisos

Ela continua a acreditar no destino
E mais uma vez
A ele se entrega

01 julho 2007

A Oficina das idéias me passou a seguinte missão.

Pegar no livro mais próximo (Não precisa de ser o que andam a ler)
Abri-lo na página 161
Procurar a 5ª frase completa
Colocar a frase no vosso blogue ou como comentário no meu
Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
Passar o desafio a cinco pessoas

Livro:
O homem que matou Getulio Vargas de Jô Soares
Editora – Companhia das letras – 1998
Este foi o terceiro livro mais próximo que eu tinha, os outros dois anteriores não tinham 161 páginas.

Frase: _ Sozinho o senhor não vai. Aonde o senhor for, eu vou também.

Comentário: O meu amigo Vicktor passou esta missão a cinco blogs brasileiros porque diz que se vê no Brasil.. Curiosamente a quinta frase da página 161, de um livro de autor brasileiro, que tem como pano de fundo a história do Brasil, fala em companhia..
Eu, te digo portanto meu amigo que aqui no Brasil, nas calçadas do Recife, ou mesmo em qualquer outro lugar, tu não vais sozinho... estarei contigo!

Repasso portanto a missão a outros cinco blogs:

29 junho 2007

Agora com som e imagem.. curtam!

gracias vendetta!

27 junho 2007

Transparência


mi alma - Clotilde Palacios Juarez

Quero tocar tua alma
Mas não há como fazer
Sem que te rasgue a carne
E te sangre em minhas mãos

Quero tua alma limpa
Límpida, clara
Transparente.

22 junho 2007

DE ONDE VIRÁ O GRITO?
Luciano Pires
(Luciano Pires é profissional de comunicação, jornalista, escritor, conferencista e cartunista)

Num texto anterior introduzi o conceito de "Ressentimentos Passivos". Para relembrar, lá vai um trecho:

"Você também é mais um (ou uma) dos que preenchem seu tempo com ressentimentos passivos? Conhece gente assim? Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam " que horror". Sabem do roubo do político e falam "que vergonha". Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam "que absurdo ". Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem "que baixaria". Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram " que medo". E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição "neste país". Do ressentimento passivo à participação ativa.".

Pois recentemente estive em Recife e em Porto Alegre , onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Em Recife, naquele centro antigo, história por todos os lados. A cultura pernambucana explícita nos out-doors, nos eventos, vestimentas, lojas de artesanato, livrarias. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém.

No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!

"Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade"

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.

Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é "comunidade" . Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os "ressentimentos passivos" se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de "basta" contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem "liga". Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.

Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa "liga". A mesma que eu vi em Recife e em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Ou talvez os Pernambucanos. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.

Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
Obrigada Litvin!

18 junho 2007

Outra vez





Em meus braços acomodas-te
E abres espaço no teu universo
Amplias minha visão
Minha audição
Meus sentidos

Em meus olhos te entregas
Devolve-me paisagens
Em todas as estações

Entre as minhas pernas repousas,
E te aquieta
Suga-me
E me bebes todas as palavras
As que calam,
E que ouves

Em mim te refazes
Em ti sou outra vez.

14 junho 2007

Ao meu amigo Vicktor
Feliz aniversário!
.. comemorado aqui nas calçadas do Recife... como sempre!
beijos
MIEDO
Pedro Guerra/lenine/robney Assis

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo en una sombra que el temor no esquiva
El miedo as una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de ecnontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de colisão
O Medo é do deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá

06 junho 2007

Madura

Fruta da estação,
madura
Colhida com a mão
No quintal de alguém
Que semeia

Fruta aberta,
Suco espesso
Carne macia

Madura,
Na última estação

04 junho 2007

100 anos
... parabéns!



As irmãs gêmeas Marta Luiza e Maria Olga Krupp Fuhrmann comemoraram 100 anos de idade em Ijuí, Rio Grande do Sul, neste domingo, dia 3. As famílias das duas, juntas, têm sete filhos, 19 netos, 48 bisnetos e 15 tataranetos.
O segredo da longevidade, segundo elas, é beber uma taça de vinho por dia
(Foto: Renoir Sampaio/ Agência RBS)