16 setembro 2007

15 setembro 2007

Paralelo 30...
Porto Alegre - Rio Grande do Sul





.. saudades!

28 agosto 2007

Vou pra PORTO ALEGRE... tchau!!


Paixao
Kleiton e Kledir

Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém

Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Do que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou

20 agosto 2007

A+
(POSITIVO)


Nunca tinha parado pra pensar na dimensão do ato de doar sangue até o dia em que precisei de uma transfusão. Era noite quando aquelas sacolinhas cor de amor chegaram ao meu silencioso leito do hospital.

Como me chamo A lessandra e vi impresso nos saquinhos minha inicial, e ainda de quebra um positivo bem à mostra: A+, pensei: é sinal de que tudo dará certo. Lágrimas escorriam dos meus olhos ao mesmo tempo em que pingavam gotas vermelhas em minhas esperançosas veias.
Contrapondo à penumbra do quarto, senti clarear minha vida na medida em que as gotas iam caindo dentro de mim. Uma sensação indescritível aquela, pois era mesmo de vida que me alimentava naquele momento. E de onde viria aquele sangue salvador? Quem seria aquele ser de luz que me enviara um presente tão raro, sem ao menos saber quem sou? Tá certo que meu aniversário se aproxima, mas seria muita coincidência acreditar em presente antecipado só pra me deixar mais cheia de vida. Só mesmo uma pessoa muito desprendida doa sangue e a alegria de receber nos faz ter a certeza de que podemos repartir algo de nós com quem quer que seja, até mesmo com um desconhecido. Isso é acreditar que dias melhores virão. É olhar adiante sem medo, sem preconceito, apenas cheio de boas intenções para com o próximo. E não me canso de pensar: um pouco de quem faz parte de mim agora? Um homem solitário à procura de um grande amor? Uma desempregada mãe de família? Um triste ator, uma dançarina, um caçador de sonhos, um enfermeiro, um negro, um índio, um presidiário de bom coração, um caboclo sonhador...que espécie humana tão linda vive em mim agora?

Quero dizer que o teu sangue me salvou e que amo você, doador. Outra coisa: me aguarde, pois assim que eu puder retribuirei da mesma forma e ainda te deixarei minha identificação: A+

Alessandra Cecília Loyo Cavalcanti

16 agosto 2007

Dia do POETA RECIFENSE


A data de nascimento de Mauro Mota marca o Dia do Poeta Recifense, comemorado nesta terça-feira, 16 de agosto. Recife, como se sabe, é terra de muitos poetas. Aqui nasceram João Cabral de Melo Neto, Manoel Bandeira, Carlos Pena Filho e Mauro Mota, entre outros.

Mauro Mota nasceu no dia 16 de agosto de 1912. A data inspirou a escolha oficial da comemoração do Dia do Poeta Recifense. Mota publicou quinze livros, sendo sete de poesias. Ele pertenceu à Academia Brasileira de Letras e morreu em 1984.

Este soneto ele faz uma homenagem à arte de escrever poemas:

Humildade

Que a voz do poeta nunca se levante
para ter ressonâncias nas alturas.
Que o canto, das contidas amarguras,
somente seja a gota transbordante.

Que ele, através das solidões escuras
do ser, deslize no preciso instante.
Saia da avena do pastor errante,
sem aplausos buscar de outras criaturas.

Que o canto simples, natural, rebente,
água da fonte límpida, do fundo
da alma, de amor e de humildade cheio.

Que o canto glorificará somente
a origem, quando mais ninguém no mundo
saiba ele de quem foi ou de onde veio.

Mauro Mota



O Festival Recifense de Literatura, que este ano chega a sua quinta edição, apresenta uma extensa programação que abrange escolas, livrarias, centros sociais e as ruas da cidade, promovendo mini-cursos, oficinas, mostras de cinema, recitais poéticos e palestras até o próximo dia 26.

05 agosto 2007

(A) (A) (A)

Antes
Alguém aproxima-se
Abraça, acomoda-se
Anseia

Agora
Acena-me, alcança-me
Acende-me, ama-me e
Ama-me

Assim aquece-me
Aqui, azul
Além

Antes
Agora, assim
Amanhã

20 julho 2007

Aos meus amigos...



"Sede assim - qualquer coisa
serena, isenta, fiel.
Flor que se cumpre sem pergunta. "

Cecília Meireles

19 julho 2007

Pra não deixar de ir...


Pacote Completo
19, 20, 21 e 22 de julho
Teatro Café Pequeno
Av. Ataufo de Paiva, 269
Leblon
Rio de Janeiro - RJ

13 julho 2007

“Estou socialmente estragado”





Raimundo Arruda Sobrinho, 68 anos vive há 11 anos no canteiro central da avenida Pedroso de Morais, em Pinheiros. Escreve livros artesanalmente, costurados com fiapos de sacos plásticos. Tosse e cospe. Em São Paulo os termômetros marcam 13º C.
Não gosta do verbo morar e não quer ser chamado “morador de rua” . Troca algumas palavras com o repórter Felipe Gil.

"Eu não sou morador de rua, sou vítima de um crime contra os direitos humanos!", diz, sobre sua condição. Quem cometeu o crime? "Responsabilizo o Estado, não sei quem é". O senhor denunciou? "Toda a máquina do Estado sabe". Quando o crime começou a ser cometido? "Não vou entrar nisso porque não tenho tempo e nem o senhor tem tempo. E nem capacidade".
Era vendedor de livro antes de ser internado em 1976 no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, onde passou dois meses. Ele não gosta de falar do passado costuma repetir “Faz muitos anos” embora tenha citado com carinho a casa onde viveu até abril de 1968. “Lá eu tinha papéis, escrivaninha, colchão de mola, lençóis, cobertor, travesseiro, sanitário".

Diz que os Albergues não têm espaço para guardar seus escritos e pertences, que ele sempre os mantêm escondidos debaixo de lonas. Está vestido com jeans, camisa suja, meias rasgadas nos calcanhares e se cobre com os restos de uma manta infantil. Diz calçar entre 39 e 41 mas não quer sapatos, nem manta nova. "Não posso ter muita coisa, ou eles vêm e rasgam, assaltam", explica. Quem? "Não sei, eu não sei de nada. Sei que aparece rasgado". Mas o senhor não está aqui o tempo todo? "Estou, mas eles hipnotizam!". O senhor já foi agredido? "Muitas vezes, já".

Escreve enquanto há luz natural. Apesar do cuidado com que produz, Arruda despreza os escritos. "Isso é para matar a curiosidade de quem vem aqui, porque não vale nada. Eu sei que não vale nada". Não pensa em publicá-los. "Quando eu procurei ninguém quis. Hoje não quero nem ouvir falar do assunto". Assina como "O Condicionado", um pseudônimo que usa "há muitos anos". Cada exemplar doado é numerado e datado. De 2000 a 2007, marca os anos como 1999+1 a 1999+8. Ele explica: "quando disseram que era o ano 2000, sabia que já tinha passado. Estou sabendo que é tudo falsidade. Quando dizem que é uma coisa, é outra".

O ex-livreiro, escritor e vitima do crime contra os direitos humanos, nasceu em Piacá, no norte de Goiás - hoje Goiatins, cidade de 11 mil habitantes no norte do Tocantins, se vê permanentemente mal-humorado, e sabe que isso afasta as pessoas.
Diz: "Estou socialmente estragado".


Noticia: Terra

11 julho 2007


Destino

Ela acreditava em destino,
Mesmo que às vezes isso parecesse estranho, impossível
Acreditava e por isso costumava andar em busca dele,
E o acomodava por entre seus cabelos dourados,
Suas tranças, sua pele clara
Seus olhos de estrelas e brilho de esperança
Franzia por vezes a testa, resmungava e chorava baixinho
Quando o destino lhe mudava o caminho
Fazendo com que andasse um pouco mais que o programado,
Mas seguia adiante.. sempre seguiu
E assim, adiante sempre encontrou motivos para novos sorrisos

Ela continua a acreditar no destino
E mais uma vez
A ele se entrega

01 julho 2007

A Oficina das idéias me passou a seguinte missão.

Pegar no livro mais próximo (Não precisa de ser o que andam a ler)
Abri-lo na página 161
Procurar a 5ª frase completa
Colocar a frase no vosso blogue ou como comentário no meu
Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
Passar o desafio a cinco pessoas

Livro:
O homem que matou Getulio Vargas de Jô Soares
Editora – Companhia das letras – 1998
Este foi o terceiro livro mais próximo que eu tinha, os outros dois anteriores não tinham 161 páginas.

Frase: _ Sozinho o senhor não vai. Aonde o senhor for, eu vou também.

Comentário: O meu amigo Vicktor passou esta missão a cinco blogs brasileiros porque diz que se vê no Brasil.. Curiosamente a quinta frase da página 161, de um livro de autor brasileiro, que tem como pano de fundo a história do Brasil, fala em companhia..
Eu, te digo portanto meu amigo que aqui no Brasil, nas calçadas do Recife, ou mesmo em qualquer outro lugar, tu não vais sozinho... estarei contigo!

Repasso portanto a missão a outros cinco blogs:

29 junho 2007

Agora com som e imagem.. curtam!

gracias vendetta!