O G8 é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
07 julho 2008
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01 julho 2008
Na bíblia, poema erótico judaicoCântico dos Cânticos celebra paixão entre namorados com imagens fortes e sensuais. Texto mal menciona Deus, mas passou a ser interpretado como símbolo do amor divino
"O mundo inteiro só foi criado, por assim dizer, por causa do dia em que o Cântico dos Cânticos seria dado a ele. Pois todas as Escrituras são santas, mas o Cântico dos Cânticos é o Santo dos Santos." A frase teria sido dita pelo sábio judeu Rabi Akivá, por volta do ano 100 d.C., e explicaria porque a Bíblia aceita por cristãos e judeus de hoje abriga esse livrinho misterioso. Os oito capítulos do Cântico dos Cânticos estão cheios de sensualidade e erotismo, descrições apaixonadas do corpo de dois jovens amantes, insinuações do ato sexual e uma única menção, que soa quase como nota de rodapé, ao nome de Deus. Como explicar, então, seu status nas Sagradas Escrituras judaico-cristãs?
26 junho 2008
A empresa espanhola Empreendedores está lançando rolos de papel especial onde aparecem impressos clássicos da literatura mundial para que o usuário vá lendo enquanto permanecer no banheiro. A idéia surgiu a partir de um espetáculo teatral.
Camarero, que dirige uma companhia de teatro, escreveu uma peça intitulada Empreendedores, onde uma empresa imprimia clássicos literários em papel higiênico.A peça ganhou um prêmio no Festival de Teatro de Sevilha e a companhia decidiu então transformar ficção em realidade.Os trechos escolhidos para a impressão são clássicos de domínio público, pelos quais não é preciso pagar direitos autorais.
Mas a empresa avisa que está aberta a propostas de novos escritores.Os rolos custam 3,70 euros (cerca de R$ 9,80) cada, e o "leitor" tem a opção de escolher os textos e a cor do papel higiênico. Eles estão disponíveis nas cores branco, laranja e rosa, feitos de uma celulose mais resistente. A maioria dos pedidos tem sido de trechos de livros de Federico García Lorca.
Fonte: G1 globo
25 junho 2008
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
18 junho 2008
Tomografia por emissão de pósitrons revela que fluxo de sangue na área do cérebro que controla emoções de homossexuais é parecido com o do sexo oposto. (Foto: Divulgação)
Em um estudo cientifico realizado na Suécia, a equipe de Ivanka Savic, do Instituto Karolinska, mostrou, com a ajuda da ressonância magnética, que o tamanho e a forma do cérebro variam de acordo com a orientação sexual.
O cérebro de um homem gay parece com o de uma mulher hétero – com os dois hemisférios mais ou menos do mesmo tamanho. O de uma lésbica, no entanto, parece com o de um homem hétero – pois os dois têm o lado direito um pouco maior que o esquerdo.
Estas são provas científicas que a sexualidade não é uma opção, mas uma característica biológica.
17 junho 2008
A propósito dos meus recém feitos 45 anos
É difícil admitir que já não enxergo bem, quer dizer, quase nada, sem óculos. Tenho angústia quando minha filha me mostra algo pra ler e posiciona o papel naquela distancia terrível onde tudo é embaçado. Que desespero. Admito, ta bom eu admito, não enxergo mais nada de perto. De longe já não enxergava antes e assim sendo, concluo que já não enxergo nada. Estou cega. O tempo ta passando e eu percebo isso em mim mesma. Mas se a minha visão ocular encurtou sinto que a minha visão geral aumentou sobremaneira. Na verdade ter 45 anos é ter uma boa visão das coisas, das pessoas, da vida, dos acontecimentos... o que me encurta a vista cresce dentro de mim. Já não leio bem letras perto de mim mas percebo muito bem o significado delas ditas, espalhadas pelo mundo. Nestas palavras que vejo para além dos meus olhos percebo alegrias que saltam, realizações que se firmam, frustrações entre soluços, tranqüilidade branca da paz, percebo também em tons de vermelho, as guerras.. os avanços tecnológicos, a medicina entre tantas outras percepções. Eu vejo todos estes movimentos com uma visão diferenciada. Eu vejo os homens, eu vejo a mim com uma visão de quem já não grita, mas luta; de quem já não se desespera, mas chora; visão de quem já não mais corre, mas anda; visão de quem já não mais só sonha, realiza.
16 junho 2008
Um Sonho Intenso, Um Raio Vívido.

É preciso estar atento e forte!...
Não temos tempo de temer a morte!...
Para Liliana Miranda, minha querida Lili, que cutuca o Cão com vara curta.
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
"Liberdade não se ganha... Se conquista. Até porque, se lhe é dada de presente, quem a deu, pode, um dia, sentir-se com o direito de tomá-la."
Aprendi isso muito cedo, na minha puberdade ainda, e adotei como uma das “máximas” que me ajudariam a ser o homem que sou: de vida simples, incondicionalmente livre e irreverentemente feliz.
Quando em 1964 - num tempo página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas novas gerações, dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações – acordamos com as ruas das nossas principais cidades tomadas por tanques de guerra apontando seus canhões para o Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Universidades, tinha início aí o que depois seria chamado de “anos de chumbo”, quando no Brasil “seus filhos erravam cegos pelo continente, levando pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais”
Não foi apenas Caetano Veloso, Geraldo Vandré e, principalmente, Chico Buarque de Holanda que cerraram fileiras iniciando um movimento no meio artístico pela liberdade, pela democracia e contra a famigerada Lei de Censura. Os artistas e muitos jornalistas deste país, enquanto não foram condenados ao exílio, tidos como desaparecidos ou enforcados a contragosto em celas do DOI-Codi, cada um a sua maneira e a seu tempo, produzia nas entrelinhas das suas criações chamamentos à resistência e à luta, deixando enlouquecidos os analfabetos que tinham em suas mãos o poder de lhes censurar. Os órgãos públicos eram obrigados a estampar em suas paredes cartazes com fotos desses gloriosos brasileiros como se perigosos bandidos fossem. Nas Universidades e escolas do ensino médio o movimento estudantil borbulhava e soltava fogo em gritos com palavras de ordem contra os Gorilas e suas tropas. Dessa classe estudantil surgiu o movimento mais aguerrido, mais destemido, mais atirado ao sabor da “liberdade a qualquer preço”. Os agentes da ditadura faziam uso de todos os meios de comunicação para jogar a opinião pública contra esses quase ainda meninos idealistas, taxando-os de traidores da pátria, subversivos, assassinos frios. Dos encontros clandestinos da UNE surgiram os primeiros movimentos armados da resistência, pois não havia outro meio de combater as medidas de exceção promulgadas através de Atos Institucionais que fechavam Congresso, acabavam com eleições diretas para Presidente, Governadores, Prefeitos de Capitais e, de cada dois senadores estaduais, um teria que ser indicado pela ditadura, surgindo aí o termo Senador Biônico. Legalmente era impossível conter o avanço e a gula dos Generais e Coronéis que passaram a ocupar a direção de todos os órgãos públicos e estatais, levando nosso Brasil, através de empréstimos monstruosos no exterior, a ser um dos maiores devedores do FMI. Esses recursos, além de produzirem obras impactantes como a ponte Rio-Niterói, estufou de dólares os cofres dos muitos militares e políticos que lhes davam apoio.
Parecia que estávamos na Idade Média e em plena Inquisição. Os dedos-duros estacionavam em cada esquina produzindo calúnias que enchiam as prisões.
Enquanto a grande maioria calava e consentia, e uma outra parte agia amadoristicamente com pichações e panfletagem, apenas uma minoria conseguiu se organizar e partir para o confronto armado em defesa da nossa liberdade. Milhares destes foram mortos em seções de tortura ou, por não resistirem à dor, ganharam a liberdade após haver entregue seus pares. Pouco conhecemos desses jovens que saíram do conforto dos seus lares e dos bancos das suas escolas para se entregarem a uma luta desigual e sobre-humana pela democracia do seu país.
Após a anistia, os políticos e artistas exilados voltaram sob os holofotes dos ainda tímidos meios de comunicação, mas, a grande maioria desses bravos compatriotas, permaneceria ainda no anonimato, satisfeita apenas com prazer inigualável do dever cumprido.
Vez por outra, quando alguma indenização ganha as páginas dos jornais, ficamos conhecendo alguns desses personagens que entregaram os melhores anos da sua juventude na heróica tarefa de cuidar para que, frutos sagrados como liberdade e dignidade, vingassem.
Foi assim que em 2006 o nome de Dilma Rousseff ganhou outra dimensão na imprensa nacional, extrapolando as das suas funções como ministra chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, quando a Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio aprovou a concessão de reparação moral a Dilma Rousseff, por haver sido presa e torturada pelos órgãos de repressão da ditadura militar nos anos 70.
O brilho próprio da ministra Dilma começara a incomodar uma parte da imprensa comprometida com os restos fétidos daquela época negra da história nacional. Seu nome agora surgia como possível candidata à sucessão do presidente Lula, dando início à temporada de caça à sua cabeça. E o primeiro ataque veio da revista Veja em conluio com os partidos que fazem oposição ao governo no Congresso Nacional. Depois esses próprios partidos, aterrorizados com a possibilidade de ver na cadeira presidencial alguém do quilate de Dilma Rousseff, criaram a CPI dos cartões corporativos e conseguiram, num ato regimental escuso, convocar a ministra para depor nessa CPI. Melhor palanque não poderiam lhe ter conseguido. Em resposta a uma desastrada investida do senador Agripino Maia, Dilma falou com orgulho dos anos em que esqueceu de si para viver perigosa e clandestinamente a luta armada pela volta da democracia ao Brasil, na flor dos seus 19 anos, ao contrário de muitos dos que estavam ali a interroga-la, que morreriam de vergonha se seus passados viessem à tona. Confirmou que mentiu sim sob tortura, para que seus companheiros de luta não fossem entregues aos criminosos que estavam no poder, e que sentia muito orgulho por haver mentido, pois, só os fortes e corajosos mentem sob tortura.
O próximo passo é a venda da Varig, e outros virão, não tenham dúvidas. A oposição acredita na miragem de que Dilma Rousseff alçou vôo agora, e que assim, ainda em decolagem, poderá ser facilmente abatida com o requentamento de matérias, invenção de outras e criação de detalhes dando origem às mais estapafúrdias interpretações.
Por falta de opção e pela certeza de que não conseguirão abate-la nas urnas, a parte mais nojenta do senado e da câmara dos deputados tenta encobrir a interessante e pouco explorada biografia de Dilma.
Quando ainda garotinha nos seus dez anos assistia ao maior espetáculo da terra em um circo na então pequena Uberaba, encantara-se com a bailarina de roupa brilhosa verde que executava malabarismos no dorso de um elefante. A década de 60 ainda não havia chegado e aquele espetáculo caía no colo da extasiada garotinha fazendo-a sonhar em um dia ser uma bailarina e trabalhar em um daqueles circos: “Ela era linda, fazendo piruetas lá em cima. Eu adorava circo e queria ser bailarina”, lembra hoje, com os olhos iluminados pela recordação. Aos 59 anos, passando um rápido olhar sobre o circo da vida brasileira, que acompanhou, aos saltos e sobressaltos, nas últimas quatro décadas, atravessando crises, golpes, renúncias, cassações, prisões, torturas, ditadura, cassações, democracia e cassações, Dilma chega em 2008 ao topo de sua longa e atribulada carreira como economista, executiva, militante política, ministra e mais forte candidata à sucessão presidencial.
Aos 15 anos, quando trocou o conservador colégio Sion, onde as moças só falavam francês com as professoras, pelo inquieto Colégio Estadual, escola pública mista onde se geravam contestações, Dilma já desabrochara: “Aí fiquei bem subversiva. Percebi que o mundo não era para debutante”.
Ainda nos seus 19 anos, juntamente com seu marido à época, planejou, monitorou e coordenou o assalto à casa da amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Do cofre da residência, foram roubados US$ 2 milhões e 400 mil dólares - algo em torno de 25 milhões de reais hoje. Dilma alega que ajudou sim no planejamento. "Se tivesse tido participação na ação, não teria nenhum problema em admitir", diz a ministra, com orgulho de seu passado de combatente. Donde teriam vindo todos aqueles dólares senão de ações fraudulentas contra os cofres públicos, fato comum entre os que apoiavam a ditadura.
Segundo depoimento de ex companheiros, "a Dilma era tão importante que não podia ir para a linha de frente. Ela tinha tanta informação que sua prisão colocaria em risco toda a organização.”
Mas, no início de janeiro de 1970, após escapar do cerco policial em Porto Alegre, foge com o marido para o Rio de Janeiro, e é presa, seguindo a sina de outros companheiros: “Entrei num ponto, às 4 h da tarde, em São Paulo, e o companheiro estava cercado. Tentei fugir, entrando numa loja de móveis, mas fui pega na rua de trás”. Dilma Rousseff, aos 22 anos, foi levada pelo antecessor do DOI-Codi, a Oban (Operação Bandeirante), para a rua Tutóia, o mesmo destino de Wladimir Herzog cinco anos depois. Vlado agüentou um dia de tortura, e morreu. Dilma suportou 22 – e sobreviveu. “Levei muita palmatória, me botaram no pau-de-arara, me deram choque, muito choque. Comecei a ter hemorragia, mas eu agüentei. Não disse nem onde morava. Um dia, tive uma hemorragia muito grande, hemorragia mesmo, como menstruação. Tiveram que me levar para o Hospital Central do Exército. Encontrei uma menina da ALN: ‘Pula um pouco no quarto para a hemorragia não parar e você não ter que voltar’, me aconselhou ela,” segundo o dramático relato que Dilma fez, dois anos atrás, ao repórter Luiz Maklouf Carvalho.
“Tortura é uma das coisas mais vis que existem”, reflete Dilma hoje, com o distanciamento possível. “O sentido mais profundo da democracia significa necessariamente acabar com a tortura”, diz a ex-torturada, hoje aflita com a sorte dos presos comuns nas delegacias de polícia. A tortura ainda aflige Dilma, aqui e lá fora: “Aquelas cenas de homens presos em Guantánamo (Cuba) e em Abu Ghraib (Iraque) não têm justificativa. Aquilo é a barbárie”, condena.
Condenada pela Justiça Militar a seis anos de prisão, cumpriu três e, com recurso, acabou punida com dois anos e um mês de cadeia. “Ou seja, sobraram 11 meses, que eles não devolveram. Sou credora do País”, contabiliza Dilma.
Libertada em 1973, o jogo político tradicional parecia o caminho para as mudanças que sonhava para seu país quando ela voltou a Porto Alegre, ainda sozinha - o marido, Carlos Araújo, também preso pela Oban, cumpria pena na Ilha das Flores, prisão da Marinha no rio Guaíba, na capital gaúcha. Dilma
integrou-se então à juventude do MDB e militou na luta pela anistia. Punida pelo Decreto 477, que bania subversivos da universidade, foi obrigada a prestar novo vestibular. Formou-se em economia pela Universidade Federal do RS e foi, mais uma vez, atropelada pelo arbítrio: em 1977, o ministro linha-dura do Exército, Sylvio Frota, reagiu à demissão do cargo pelo general Ernesto Geisel divulgando uma lista de 99 comunistas infiltrados no governo – um dos três economistas delatados na Fundação de Economia e Estatística (FEE) era Dilma, que acabou demitida. “Completei minha cota – fui presa, cassada, condenada, punida pelo 477 e incluída na lista do Frota”, brinca Dilma, hoje, rindo da própria sorte.
O PDT levou Dilma para a Secretaria da Fazenda de Porto Alegre, quando Alceu Collares se elegeu em 1985. Numa pirueta digna de bailarina, voltou como presidente à mesma FEE de onde saíra pela delação de Frota, indicada pelo governador Collares, eleito em 1990. Acabou secretária de Minas e Energia do Estado com Collares e repetiu a dose, no governo seguinte, de Olívio Dutra. Dois dias depois, deu um apagão no Estado – e durante 31 dias a luz ia e vinha, com black-outs de até sete horas. Dilma executou uma operação de emergência, concluiu uma linha de distribuição para canalizar a energia que vinha da Argentina – e a luz se fez. Quando bateu o apagão no governo FHC, o Rio Grande do Sul não teve nenhum problema, a região Sul já era superavitária. E ainda “botou o dedo na tomada” para punir denúncias de corrupção na Companhia Estadual de Energia Elétrica, abrindo sindicâncias que levaram a uma CPI na Assembléia gaúcha.
Portanto, não foi apenas como uma doce bailarina ou competente e destemida militante guerrilheira que Dilma Rousseff chegou à ante-sala do gabinete presidencial, no Palácio do Planalto, e com grandes chances de abrí-lo com sua própria chave em 2010.
14 junho 2008
FELIZ ANIVERSÁRIO MEU QUERIDO AMIGO...
saúde, amor, festas, amigos, caipirinhas, comida brasuca, cheiro, abraços, nuvens, sonhos, desejos, alma, cores, movimento, luar, mar, viagens, sorrisos, caminhadas, verdade, skol, refice, noite, sol, suor, sal, sinceridade, vinhos, lealdade, hosnestidade, letras... e TUDO de BOM que HOUVER nessa VIDA
mil beijos hoje e sempre
10 junho 2008

Lúcia Helena - Tenente PM de Pernambuco,
Manchetes dos jornais cariocas na segunda-feira passada, 02.06.08: “BOTAFOGO PERDE JOGO, MAS DÁ DE GOLEADA NA PM DE PERNAMBUCO”; “TENENTE DA PM DE PERNAMBUCO É DESMORALIZADA EM PLENO ESTÁDIO”; “ZAGUEIRO ANDRÉ LUIS, SOZINHO, É MAIS FORTE QUE TODA A PM DE PERNAMBUCO”.
Pois é!... Estas poderiam ter sido as manchetes dos parciais jornais cariocas se a nossa tenente Lúcia Helena não tivesse honrado sua farda e conduzido com sobriedade e coragem sua tropa de choque para deter esse delinqüente travestido de jogador de futebol que é o zagueiro do Batafogo carioca André Luis.
Ver aquela morena com sua boina arriada sobre uma das orelhas, com o fardamento de choque a masculinizar-lhe as formas femininas, dirigindo-se ao perigo com o caminhar determinado como o de um guerreiro a desfilar diante do seu general, me fez imaginar como o treinamento militar pode retirar da mulher toda a sua doçura, feitiço e suavidade. Não, eu não gostaria de ter uma dessas dividindo a vida comigo.
Mas, no dia seguinte, no programa de Ana Maria Braga – da Rede Globo – o que vi me encheu ainda mais de orgulho por haver escolhido ser pernambucano, e me encheu de encanto também. Encantou-me a doçura, a beleza, a suavidade tamanha que quase levou-me a acreditar que não era a mesma pessoa da tarde anterior que não recuou um milímetro diante do gigante enlouquecido. Mas era... Era ela mesma! Segura de si, foi graciosamente convincente ao justificar as decisões que tomara no embate; enobreceu a Polícia Militar de Pernambuco ao mostrar a todos que estava preparada para comandar; mostrou para todo o país como a mulher pernambucana – seja de que cor for, até mesmo da cor de “jambo” como Lúcia Helena – pode ser suave sem perder o destemor.
Duvido que algum torcedor pernambucano, seja do Santa, do Náutico ou do Sporte, não tenha acordado como eu, perdido de amores por Lúcia Helena.
Texto "roubado" do BASTIDORES do meu querido amigo Rodolfo Vasconcelos
27 maio 2008
23 maio 2008
Um recipiente
Ao poucos armazena
Umas sobre as outras, palavras
Amontoam-se sentimentos
Criam-se elos
Emitem sons
Enfatizam-se, somam-se
Completam-se
Outras, enfrentam-se
Debatem-se, opõem-se
Todas circulam livres, soltas
Dia após dia
Até que de repleto,
Escorrem, escapam, fogem
liliana miranda
2008







