Foto: Divulgação Nasa/AP
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
13 novembro 2008
05 novembro 2008
04 novembro 2008
02 novembro 2008
25 outubro 2008
Na pele
Certa vez postei aqui sobre o filme inspirado no livro ”O Livro de Cabeceira de Sei Shonagon”. Não li o livro, vi o filme. Fiquei encantada com a relação profunda da literatura com a essência humana, escrita na própria pele.
Huang Xiangji, chinesa, de 50 anos tem um problema na pele que faz com que ela faça do corpo uma agenda, pois o simples uso da ponta das unhas imprime em seu corpo palavras que surgem em alto-relevo. Após algumas horas as palavras desaparecem.
Diz Huang: "Uso a minha pele como agenda há anos. Nunca precisei de papel e caneta"
Pensei: Na minha pele, faria poemas. Ou, talvez, escrevesse na pele todas as minhas cartas de amor.
Certa vez postei aqui sobre o filme inspirado no livro ”O Livro de Cabeceira de Sei Shonagon”. Não li o livro, vi o filme. Fiquei encantada com a relação profunda da literatura com a essência humana, escrita na própria pele.
Huang Xiangji, chinesa, de 50 anos tem um problema na pele que faz com que ela faça do corpo uma agenda, pois o simples uso da ponta das unhas imprime em seu corpo palavras que surgem em alto-relevo. Após algumas horas as palavras desaparecem.
Diz Huang: "Uso a minha pele como agenda há anos. Nunca precisei de papel e caneta"
Pensei: Na minha pele, faria poemas. Ou, talvez, escrevesse na pele todas as minhas cartas de amor.
20 outubro 2008
19 outubro 2008
17 outubro 2008
16 outubro 2008
Machado de Assis somos nós
Machado de Assis sempre nos leva a interromper (prazerosamente) o texto para digerir as inúmeras máximas que ele espalha pelo caminho. É como se estivéssemos diante de um sistema filosófico travestido de ficção, que, no entanto, não esquece que o importante é a força da narrativa – e não a “lição” que o autor quer transmitir a partir dela. Esse é outro grande trunfo machadiano: dispor seus ensinamentos sobre a vida, ainda que tortos, sem comprometer o fluxo da narrativa. A seguir, uma reunião de suas frases luminares, publicadas em Machado de Assis - memórias de um frasista, de Angela Canuto, e os principais fatos da sua biografia.
Machado de Assis sempre nos leva a interromper (prazerosamente) o texto para digerir as inúmeras máximas que ele espalha pelo caminho. É como se estivéssemos diante de um sistema filosófico travestido de ficção, que, no entanto, não esquece que o importante é a força da narrativa – e não a “lição” que o autor quer transmitir a partir dela. Esse é outro grande trunfo machadiano: dispor seus ensinamentos sobre a vida, ainda que tortos, sem comprometer o fluxo da narrativa. A seguir, uma reunião de suas frases luminares, publicadas em Machado de Assis - memórias de um frasista, de Angela Canuto, e os principais fatos da sua biografia.
Cronologia
1839 – Filho do pintor Francisco José de Assis e da lavadeira açoriana Maria Leopoldina Machado da Câmara, nasce, no dia 21 de junho, no Morro do Livramento, Joaquim Maria Machado de Assis.
1845 – Morre, em julho, em decorrência do sarampo, a única irmã de Machado, Maria
1849 – No dia 18 de janeiro, a tuberculose mata Maria Leopoldina
1854 – Francisco José de Assis passa a viver com a doceira Maria Inês da Silva. No mesmo ano, deixam a freguesia do Livramento
1855 – Estabelece contato com o tipógrafo e livreiro Francisco de Paula Brito, dono da Marmota Fluminense. Tem apenas 15 anos quando publica suas poesias no jornal. A primeira é Ela.
1856 – Torna-se funcionário da Tipografia Nacional. Trabalha no local até 1858. Conta-se que Manuel Antônio de Almeida (Memórias de um sargento de milícias), que trabalhou como diretor da casa, flagrou várias vezes Machado lendo poesias em vez de trabalhar
1858 – É neste ano que Machado começa sua carreira literária, como contista no Marmota Fluminense.
1861 – Fascinado pelo teatro, Machado inicia uma fase na qual investe na dramaturgia, publicando o texto Desencantos, uma comédia.
1864 – Escreve seu primeiro livro de poesias, Crisálidas
1866 – Traduz o livro Trabalhadores do mar, de Victor Hugo. Publica crítica elogiosa de Iracema, de José de Alencar
1867 – Ingressa na carreira pública, trabalhando como co-diretor do Diário Oficial
1869 – Casa-se, no dia 12 de novembro, com Carolina Xavier de Novais, irmã do poeta e amigo de Machado Faustino Xavier de Novais.
1871 – Publica Contos fluminenses
1872 – Lança, pela editora de Baptiste-Louis Garnier, o romance Ressurreição
1874 – No ano em que lança A mão e a luva, morre Maria Inês, sua madrasta
1876 – Publica Helena
1878 – Publica Iaiá Garcia
1880 – Sua peça Tu, só tu, puro amor... é encenada no teatro Dom Pedro II
1881 – Publica Memórias póstumas de Brás Cubas
1888 – Lança o livro de contos Papéis avulsos e passa temporada de três meses em Nova Friburgo
1889 – É promovido e passa a dirigir a Diretoria de Comércio da Secretaria de Agricultura
1891 – Publica Quincas Borba
1897 – Funda a Academia Brasileira de Letras
1900 – Lança Dom Casmurro, obra fundamental em sua literatura
1904 – Aos 69 anos, Morre Carolina, em decorrência de um câncer de fígado. Neste mesmo ano, lança Esaú e Jacó
1906 – Lança Relíquias da casa velha
1908 – Um câncer de língua mata Machado de Assis no dia 29 de setembro. Assim como Carolina, ele tinha 69 anos.
Publicado em JC - 28.09.2008
13 outubro 2008
Chuva
Às vezes gosto de imaginar a chuva caindo forte, molhando tudo, lavando coisas e pessoas.
Gosto da música da chuva, da música na chuva. Gosto da dança da chuva, de dançar na chuva. Gosto de fazer amor na chuva, rir, chorar. Gosto da leveza da chuva, do cheiro que ela me traz, do sabor que ele me lembra. Gosto da chuva.
Às vezes gosto de imaginar a chuva caindo forte, molhando tudo, lavando coisas e pessoas.
Gosto da música da chuva, da música na chuva. Gosto da dança da chuva, de dançar na chuva. Gosto de fazer amor na chuva, rir, chorar. Gosto da leveza da chuva, do cheiro que ela me traz, do sabor que ele me lembra. Gosto da chuva.
Talvez quisesse ser chuva. Talvez te quisesse ter depois da chuva, sol.
liliana
liliana
13.10.2008
04 outubro 2008
29 setembro 2008
Assinar:
Postagens (Atom)







