04 fevereiro 2009

4 de fevereiro de 1934
O tango de Ernesto Nazaré

Ernesto Nazaré começou a estudar piano com sua mãe, Carolina da Cunha Nazaré, e sua primeira composição foi a polca-lundu Você Bem Sabe, dedicada ao seu pai, Vasco Loureiro da Silva Nazaré, a qual foi editada e colocada à venda. Ernesto formou-se, passou a dar aulas e continuou a compor. Vendia milhares de partituras, mas devido à falta de regulamentação do direito autoral não conseguia receber o suficiente para sobreviver. Por causa de problemas financeiros o autor vendeu os direitos de Brejeiro, uma de suas composições mais famosas e considerada o marco do tango brasileiro, para a Editora Fontes e Cia. por 50 mil réis. A música foi gravada pela banda da Guarda Republicana de Paris. O sucesso Apanhei-te Cavaquinho foi uma das suas únicas composições que ele denominou como choro. A valsa Dora foi dedicada a Teodora Amália de Meireles com quem Nazareth se casou, aos 23 anos. Para sustentar a família, o pianista trabalhou como escriturário no Tesouro Nacional.

Em 1917, começou a tocar na sala de espera do Cine Odeon. As pessoas lotavam o cinema para ouvi-lo tocar mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango brasileiro Odeon inspirado naquele cinema. Em 1919 arrumou emprego na Casa Carlos Gomes, que mais tarde passou a chamar-se Carlos Wehrs. Lá Ernesto executava as partituras que os fregueses interessavam-se em comprar.

Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval por um breve período, em 1920. Participou, como pianista, da inauguração da Rádio MEC, em 1923. Os admiradores do artista arrecadaram dinheiro e deram-lhe um piano de cauda italiano da marca Sanzin, que hoje faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro.

Surdez e loucura
Ernesto Nazaré começou a apresentar sinais de surdez aos 54 anos. Seis anos depois foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha com graves perturbações mentais, sendo transferido para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá de onde desapareceu misteriosamente. O corpo do maestro foi encontrado três dias depois em uma represa.

O escritor Mário de Andrade e o maestro Villa-Lobos estavam entre os admiradores do compositor. Villa-Lobos reconheceu que o maestro foi uma das mais notáveis figuras da música brasileira, e o escritor fez uma conferência sobre a obra de Nazaré na Sociedade de Cultura Artística em São Paulo.

p/Denise de Almeida – Jbonline

02 fevereiro 2009

Por quê?

Porque hoje sonhei com você
Porque essa semana ouvi vinil
Porque agora estou ouvindo Gil
Porque agora senti vontade de escrever
Porque essa hora, 18h, me lembra você
Porque tá perto do carnaval
Porque acabou meu confete
Porque tô sem sua graça
Porque foi delírio de alegria
Porque foi ponto sem nó
Porque ainda tenho saudade
Porque não nos falamos mais em silêncio
Porque não tem justificativa.

Luiza Roberta

01 fevereiro 2009

31 janeiro 2009

Obama, o bamba?!...

Sim. Houve muito barulho, falações e gritinhos histéricos sobre o tema Obama. A primeira vista é mais um exagero que muitos fazem ao falar dos EUA. Mas uma coisa temos que admitir: De fato é um acontecimento histórico a eleição do primeiro presidente negro dos EUA. Obama tem ar de conciliador, boa gente, familiar, sorridente, apaixonado e ainda por cima simpático.
O mundo está mesmo histérico com a possibilidade de mudanças, com a possibilidade de que depois de oito anos do comando desastroso, catastrófico e sangrento de Bush, uma nova era seja escrita.
Não to lá muito certa disso não.. mas vou ficar de olhos e ouvidos atentos ah isso vou!

30 janeiro 2009

29 janeiro 2009

Nova literatura em Pernambuco
Nós Pós
Português suave

Ex-finge

percorre as veredas do meu corpo
verás que ainda há parte do humano
que fui quando assim fingia ser
tateia com vagar todos os flancos
desse ser tão incomum igual a ti
de quatro talvez me descortines
de quatro animais encontras partes
à minha humanidade amalgamada
cabeça e seios de mulher
corpo de touro (ou de cão se assim preferes)
garras de leão, asas de ave
e essa imensa cauda de dragão
não temas, amado, inda sou eu
a mesma que desconhecendo, amastes
e se duvidas de mim, olha no espelho
verás que, enfim, me decifrastes

Gerusa Leal

28 janeiro 2009

Sempre o bastante

Falo bastante. Muito. Muitíssimo.
Falo mais rápido que a minha boca possa pronunciar,
Minhas mãos me socorrem
Meus olhos direcionam as intenções

Quando o silencio me rouba as palavras
Um barulho imenso se instala
Há mais perguntas,
Quase nenhuma resposta
E muito. Muitíssimas dúvidas
Quando não falo o bastante.

27 janeiro 2009

Chineses comemoram Ano Novo


2009 - Ano do boi

De acordo com o calendário lunar 2009 começou ontem na china com a chegada da lua nova. As celebrações marcam o fim do ano do rato e o início do domínio do boi, que é visto como forte e poderoso, símbolo de trabalho duro e disciplina.
Eclipse anular do Sol encanta no Oriente


Ocorrido em 26 de janeiro de 2009 foi visível na região do oceano índico.

26 janeiro 2009

Curta


Apliquei sobre minha pela uma camada de plástico
Impermeabilizei-me
Há espaços abertos n´alma.

19 janeiro 2009

Uma Historinha...

Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados. Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: A presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros noRio de Janeiro ou em São Paulo. Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiriaverdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional. Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da AméricaLatina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul. Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que eraseu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis. Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos EstadosUnidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai. Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de uma vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005. Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo).
A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa". Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes.
Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões.

A ignorância tem cura. A estupidez é que não.

JOÃO PEREIRA COUTINHO
Nasceu em 1976 na cidade do Porto (Portugal). Formado em História, na variante História da Arte, é pós-graduado em ciência política e Relações Internacionais pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, onde também ensina como professor convidado. Entre 1998 e 2003, foi colunista do jornal “O Independente”. As Colunas desse período foram reunidas no livro “Vida Independente: 1998 – 2003”, editadas em Portugal em 2004. É colunista do jornal português “Expresso” e da FOLHA ONLINE, entre outros.

14 janeiro 2009

Pronto. Já estamos em um novo ano. Ficaram fatos, pessoas, lugares, emoções, abraços, alegrias, sabores. Ficou em mim o que hoje me faz diferente, melhor ou talvez menos ruim. Ficou em mim o que me impulsiona na caminhada do dia a dia. Ficou em mim a esperança para transformar o que ainda é rígido, fortalecer o conquistado e ficou sobretudo em mim o desejo de novos olhares, de novos sorrisos de nova gente que vem por aí.
Não poderia deixar de acreditar que amanhã será mesmo muito melhor e mais feliz que ontem. Pensar, planejar a realização do irrealizável. Eu sou assim. Ainda sou assim sim. Serei sempre. Creio.
Mas o final do ano que passou e o começo deste me pegou preguiçosa, gata mansa, querendo carinhos, abraços e beijos demorados. Estive assim todos estes dias. Mansa, dengosa. Estive me abastecendo do que me move: o AMOR. Me deixei sentir amada, amei. Me deixei sentir desejada, desejei. Dourei minha pele no sol e ouvi musicas. Dancei. Bebi bebidas geladas. Tomei sorvetes. Comi comida japonesa. Falei e ouvi. Vi e toquei. Estive renascendo estes dias. Acho que já consigo dar meus primeiros passos, escrever minhas primeiras palavras.