16 fevereiro 2009

Reforma Ortográfia II

clique na imagem para ver melhor

15 fevereiro 2009

Reforma Ortográfica I



clique na imagem para ver melhor

14 fevereiro 2009


Princesa
Sempre princesa
para minha filha Isabel


Amor sem fim, sem fim, sem fim, sem fim
Quando não estou ao teu lado,
Ai de mim, de mim, de mim de mim...

13 fevereiro 2009

Ler um poema é como tentar se olhar no espelho
Algumas vezes vemos uma imagem, a nossa
e a alma fica exposta como carne viva!



POEMA AO TEMPO
.....
O tempo são estas asas sem memória,
um pássaro morto. Folhas ao vento
que discorrem sobre um discurso raso,
uma reminiscência de sulcos na praia,
numa praia vazia, cheia de ecos do mar.

Vieira Calado
Trote Estudantil:
De brincadeiras a crimes violentos



O trote estudantil não é uma exclusividade brasileira, muito menos foi inventado no Brasil. Seu histórico pode ser traçado a partir do começo das primeiras universidades, na Europa da Idade Média (Vasconcelos, 1993, p.13). Nestas instituições, surgiu o hábito de separar veteranos e calouros, aos quais não era permitido assistirem as aulas no interior das respectivas salas, mas apenas em seus vestíbulos (de onde veio o termo "vestibulando" para designar estes novatos). Por razões profiláticas, os calouros tinham as cabeças raspadas e suas roupas muitas vezes eram queimadas.
No Brasil o trote já é uma tradição muito antiga que começou a ser usadas apenas com tintas, água e corte dos cabelos e o que poderia ser apenas uma brincadeira divertida e inofensiva passou a ser a prática de violência e humilhação de toda espécie.
È inacreditável que tudo isso aconteça anos após anos sem que nada seja feito para coibir esses crimes.

Este ano, dez anos depois da morte do estudante de medicina, Edison Tsung Chi Hsueh, calouro da USP(Universidade de São Paulo), que teve o processo arquivado e seus algozes vivem livres como se nada tivesse acontecido, novos crimes aconteceram.

Priscilla Vieira Rezende Muniz, 18 anos, que está grávida, foi queimada durante um trote com uma mistura de gasolina e creolina quando fazia sua matricula na ultima segunda-feira (9) na Fundação Municipal de Educação e Cultura (Funec), em Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo. O mesmo aconteceu com a caloura de Letras, a estudante Jéssica da Silva Rezende, 17 anos na mesma instituição. Quando foi atingida, Jéssica ainda estava dentro da faculdade. “Foi antes da Catraca” disse ela.

Depois do trote, Bruno César Ferreira foi internado em coma alcoólico, além de ter várias escoriações pelo corpo, resultado de chutes, pontapés e chicotadas por veteranos da Faculdade Anhanguera, uma universidade particular de Leme (SP).

Todos os anos temos visto esse tipo de crime acontecer sem que os agressores, criminosos, insanos, bandidos sejam punidos. As Universidades e a policia têm que garantir a segurança dos calouros e a justiça punir os criminosos.

Outras mortes:
Carlos Alberto de Sousa (20 anos -Jornalismo/Universidade de Mogi das Cruzes-SP - 1980), em decorrência de traumatismo crânio-encefálico resultante de agressões de veterano

George Mattos (23 anos - Direito/ Fundação de Ensino Superior de Rio Verde-GO - 1990), em decorrência de parada cardíaca ao tentar fugir de veteranos.

Quantas mortes ainda teremos que assistir? Sinto uma indignação repleta de vergonha!

12 fevereiro 2009

Neonazistas torturam brasileira grávida na Suíça

Paula Oliveira - grávida de gemeos

GENEBRA - A advogada brasileira Paula Oliveira, grávida de três meses de gêmeas, foi atacada e torturada por três neonazistas na noite de segunda-feira na cidade suíça de Dubendorf, na periferia de Zurique. Os agressores inscreveram, com um estilete, a sigla SVP - iniciais em alemão do Partido do Povo Suíço, de extrema direita - na barriga e nas pernas da brasileira. O ataque fez com que Paula, casada com um suíço, abortasse.

O caso ganhou contornos políticos depois que a cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitória Clever, constatou que a polícia suíça sequer abriu investigação para identificar os agressores. Trata-se claramente de um ataque xenófobo, afirmou Vitória, que hoje vai até o escritório central da polícia exigir esclarecimentos. Se for necessário, levaremos o caso às mais altas instâncias, acrescentou, indicando que o Itamaraty pode pedir também explicações à Embaixada da Suíça em Brasília.

Nos últimos meses, ataques xenófobos têm ganhado força na Europa diante de um discurso cada vez mais racista dos partidos de extrema direita. Na Suíça, a crise financeira internacional e o aumento do desemprego deram popularidade aos partidos políticos que defendem medidas contra a imigração. Casos de ataques contra estrangeiros aumentaram, mas, até agora, os brasileiros não eram os alvos preferidos - as principais vítimas são imigrantes turcos, ex-iugoslavos e africanos.

Paula, uma pernambucana de 26 anos, trabalha na multinacional Maersk e, segundo o Itamaraty, vive legalmente na Suíça. Ela foi atacada quando voltava do trabalho, após desembarcar na estação de trem perto de sua casa. Paula falava ao telefone celular com a mãe, que estava no Recife, quando foi cercada pelos três skinheads. Levada para um parque, foi espancada por 15 minutos e teve sua roupa parcialmente arrancada. Um deles usou um estilete para cortar barriga, braços, rosto, tórax e pernas. Ela ficou marcada em várias partes do corpo, disse a cônsul.

A diplomacia brasileira criticou o comportamento da polícia após a agressão. Isso porque, ao prestar queixa, Paula foi interrogada pelo detetive Andreas Hug - ele duvidou de sua versão, querendo saber se ela não teria se autoflagelado. Paula disse que um dos agressores tinha uma suástica tatuada no corpo. A cônsul também passou por uma situação constrangedora ao telefonar para a polícia. A delegacia local apenas a informou que, se quisesse saber detalhes da agressão, que perguntasse à vítima. Por enquanto, familiares disseram que ela permanecerá no hospital local. Em breve, ela deve voltar para o Recife.
fonte: Estadão

09 fevereiro 2009



Eu Dei
Carmen Miranda

Composição: Ary Barroso

Eu dei,
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei,
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar,
Eu dei,
Diga logo, diga logo, é demais,
Não digo,
E adivinhe se é capaz,
Você deu seu coração,
Não dei, não dei,
Sem nenhuma condição,
Não dei, não dei,
O meu coração não tem dono,
Vive sozinho, coitadinho, no abandono.

Eu dei,
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei,
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar,
Eu dei,
Diga logo, diga logo, é demais,
Não digo,
E adivinhe se é capaz,
Foi um terno e longo beijo,
Se foi, se foi,
Desses beijos que eu desejo,
Pois foi, pois foi,
Guarde para mim unzinho,
Que mais tarde pagarei com jurinhos.

Eu dei,
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei,
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar,
Eu dei,
Diga logo, diga logo, é demais.

Não digo,
E adivinhe se é capaz.

08 fevereiro 2009

Mudança de estações

A todos os que amaram e foram(ou não) amados, a todos que sofreram mas sobretudo àqueles que se tornaram mais fortes.

Por muito tempo depois que tu partiste ainda te vi em muitos lugares, em tantas pessoas. Ainda ouvia teus sorrisos, tuas palavras, tua maneira diferente de me chamar. Ainda relembrei por tantas vezes quando por muito tempo me olhavas sem dizer nada e eu sabia tudo. Sentia tudo.
Como eu te quis, como sofri a tua ausência. Como ficou ferida a minha alma sem a tua, como ficou fraco o meu corpo sem o teu pra me abrigar.
Nesse tempo de amor vivido, eu me senti quase irreal.
Mas te foste. Assim como um sol que se põe a cada dia, cotidianamente, naturalmente, como se não fosse um espetáculo inexplicável. E ele se põe, exatamente assim, todos os dias.
E o dia se renova, a vida continua, e as pessoas se movimentam hipnoticamente. Estive parada observando os ritmos, sons e tons ao meu redor. Estive imóvel.
Depois do vazio senti raiva, quase ódio eu diria, senti desejo de vingança, senti decepção, irritação. Daí para a indiferença foi um passo. Meu primeiro movimento de libertação.
E o sol passou a nascer todos os dias e mudaram as estações. Já nem sei se era inverno ou seria verão? Em algum outono, mudei a direção.
Hoje, o vento aqui no cais bate forte, trouxe noticias tuas. Sorri com a paz de quem já sem indiferença, torce pela felicidade de alguém.

06 fevereiro 2009

Efeito Dominó

Jornal lista os 10 maiores "responsáveis" pela crise global

A crise financeira que se agravou no segundo semestre de 2008 teve muitos motivos, mas todos eles têm por trás pessoas que tomaram decisões importantes nos últimos anos, sem prever o que poderia acontecer. Em busca de "culpados", o jornal britânico Times sugeriu dez personalidades do mercado financeiro e chefes de governo que teriam maior "responsabilidade" sobre a atual situação econômica.

1. Dick Fuld, 62 anos, ex-CEO do Lehman Brothers. O executivo liderava o banco de investimento em setembro (quando anunciou a bancarrota) e é apontado como um dos culpados por deixar o Lehman altamente exposto às hipotecas de baixa qualidade do mercado. Segundo o Times, Fuld também perdeu oportunidades de vender o banco antes da quebra, o que teria evitado a forte restrição de crédito.

2. Henry Paulson, ex-secretário do Tesouro americano. Permitiu a falência do Lehman Brothers e arquitetou um plano de resgate ao mercado financeiro no valor de US$ 700 bilhões - sem o efeito desejado.

3. Alan Greenspan, o ex-presidente do Federal Reserve (FED, o banco central americano). O economista foi responsável por cortar o juro dos Estados Unidos para próximo do zero, após a tragédia de 11 de setembro de 2001, e inundar o mercado com crédito barato e fácil. Em outubro, Greenspan admitiu que errou por ter acreditado que as instituições financeiras eram capazes de se proteger dos riscos sozinhas.

4. John Tiner e Hector Sants, os diretores da autoridade financeira do Reino Unido. Os dois eram encarregados de fiscalizar os bancos do país e não conseguiram ver que instituições como o Northern Rok estavam muito dependentes de fundos interbancários.

5. Fred Goodwin, o presidente do Royal Bank of Scotland (RBS). Anunciou na última semana prejuízo de 28 bilhões de libras e pode ser nacionalizado em breve. O executivo assumiu o banco em 2000 e concretizou 26 aquisições em sete anos, no total de 35 bilhões de libras.

6. Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico. Segundo o Times, o chefe de governo teria previsto a crise há dez anos durante uma palestra em Harvard, mas fez pouco para evitá-la. Brown ainda teria encorajado o aumento dos preços dos imóveis e do spread bancário.

7. George Bush, o governante dos EUA. Durante o período de crescimento do crédito e da crise do sub-prime, mas não assumiu responsabilidade pela crise. De acordo com o Times, o ex-presidente americano acusou os banqueiros de Nova York pelos problemas econômicos do país.

8. Kathleen Corbet, diretora da Standard & Poor's até 2007. Segundo o jornal, ela liderava uma das agências de risco que não conseguiram prever os efeitos das hipotecas tóxicas no mercado americano. Além disso, é acusada de acreditar nas palavras dos investidores para conceder os ratings de crédito, sem analisar profundamente os riscos.

9. Hank Greenberg, ex-presidente da seguradora AIG. Permitiu o declínio da companhia, que precisou de um resgate de cerca de US$ 150 bilhões do governo americano para manter as operações. Greenberg foi o responsável pela empresa de 1967 a 2005, período em que inseriu a AIG no mundo dos derivativos de crédito.

10. Angelo Mozilo, ex-diretor da Countrywide (maior financiadora imobiliária dos EUA), encerra a lista de "culpados" do Times. De acordo com a publicação, Mozilo é acusado de empurrar crédito para quem não poderia pagar, enquanto isso recebia um salário anual de US$ 470 milhões.

Fonte: terra.com

05 fevereiro 2009

04 fevereiro 2009

4 de fevereiro de 1934
O tango de Ernesto Nazaré

Ernesto Nazaré começou a estudar piano com sua mãe, Carolina da Cunha Nazaré, e sua primeira composição foi a polca-lundu Você Bem Sabe, dedicada ao seu pai, Vasco Loureiro da Silva Nazaré, a qual foi editada e colocada à venda. Ernesto formou-se, passou a dar aulas e continuou a compor. Vendia milhares de partituras, mas devido à falta de regulamentação do direito autoral não conseguia receber o suficiente para sobreviver. Por causa de problemas financeiros o autor vendeu os direitos de Brejeiro, uma de suas composições mais famosas e considerada o marco do tango brasileiro, para a Editora Fontes e Cia. por 50 mil réis. A música foi gravada pela banda da Guarda Republicana de Paris. O sucesso Apanhei-te Cavaquinho foi uma das suas únicas composições que ele denominou como choro. A valsa Dora foi dedicada a Teodora Amália de Meireles com quem Nazareth se casou, aos 23 anos. Para sustentar a família, o pianista trabalhou como escriturário no Tesouro Nacional.

Em 1917, começou a tocar na sala de espera do Cine Odeon. As pessoas lotavam o cinema para ouvi-lo tocar mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango brasileiro Odeon inspirado naquele cinema. Em 1919 arrumou emprego na Casa Carlos Gomes, que mais tarde passou a chamar-se Carlos Wehrs. Lá Ernesto executava as partituras que os fregueses interessavam-se em comprar.

Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval por um breve período, em 1920. Participou, como pianista, da inauguração da Rádio MEC, em 1923. Os admiradores do artista arrecadaram dinheiro e deram-lhe um piano de cauda italiano da marca Sanzin, que hoje faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro.

Surdez e loucura
Ernesto Nazaré começou a apresentar sinais de surdez aos 54 anos. Seis anos depois foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha com graves perturbações mentais, sendo transferido para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá de onde desapareceu misteriosamente. O corpo do maestro foi encontrado três dias depois em uma represa.

O escritor Mário de Andrade e o maestro Villa-Lobos estavam entre os admiradores do compositor. Villa-Lobos reconheceu que o maestro foi uma das mais notáveis figuras da música brasileira, e o escritor fez uma conferência sobre a obra de Nazaré na Sociedade de Cultura Artística em São Paulo.

p/Denise de Almeida – Jbonline

02 fevereiro 2009

Por quê?

Porque hoje sonhei com você
Porque essa semana ouvi vinil
Porque agora estou ouvindo Gil
Porque agora senti vontade de escrever
Porque essa hora, 18h, me lembra você
Porque tá perto do carnaval
Porque acabou meu confete
Porque tô sem sua graça
Porque foi delírio de alegria
Porque foi ponto sem nó
Porque ainda tenho saudade
Porque não nos falamos mais em silêncio
Porque não tem justificativa.

Luiza Roberta