18 maio 2009

Liberte-se do preconceito!

Dia Internacional do Combate à Homofobia

Foi em 17 de maio de 1990, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doença (CID). De lá pra cá, ações comemorativas e de protestos vêm acontecendo para celebrar a data que se tornou marco mundial para a causa gay.

Na manhã deste domingo em Recife não foi diferente. A prefeitura, por meio da Gerência da Livre Orientação Sexual (Glos), juntamente com a Ong Leões do Norte, promoveu uma panfletagem na Praia de Boa Viagem, zona Sul da cidade, para marcar as atividades do Dia Internacional de Combate à Homofobia. Representantes de várias entidades ligadas aos direitos dos homossexuais (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) participaram da atividade.

Durante toda a manhã, banhistas, turistas e moradores do bairro de Boa Viagem receberam um material educativo, com fitinhas, preservativos, panfleto educativo explicando as várias formas de manifestação da homofobia, além de um informativo da Glos explicando as ações do Recife a partir da criação das leis municipais. Também, em sinal de protesto, estavam fincadas, na areia da praia, 29 cruzes, alusivas ao número de homicídios de homossexuais ocorridos no ano de 2008 – este ano, já foram contabilizados seis assassinatos de gays na Região Metropolitana do Recife.

A Prefeitura do Recife promoverá o primeiro Fórum Temático LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) no dia 11 de agosto.
É importante construirmos uma sociedade mais justa e igualitária, promovendo uma inclusão ainda maior dessa parcela da sociedade. Assim estaremos também contribuindo para que muitos não se sintam como se fossem ou estivessem fazendo algo errado.

17 maio 2009

Inundação

Pés na água
Buscando saídas
A água leva o sono
Leva o sossego
Traz o frio, a incerteza
E o corpo treme
E treme

Mais água,
Nas pernas, na barriga
E leva com ela
Os planos, os sonhos
Dignidade, sensatez
Traz a raiva, desconfiança
E o corpo treme
Treme de frio

Pescoço imerso,
Queixo inclinado em busca do ar
Mãos a procura de sustentação
De socorro, de clareza
Mas a água continua a subir, arrasta
A água descolore as telas
Desfaz os castelos
A água aos poucos afoga,
Sufoca, mata
Onde antes, o fogo ardia.

liliana
2009

14 maio 2009

Miedo
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá

08 maio 2009

Humaniversidade Holística


À 1h da manhã deste sábado, 09 de maio, teremos o Festival de Vesak, um dos três festivais de Lua Cheia mais importantes do ano. O Festival de Vesak celebra a iluminação do Buda, ocorrida no século VI a.C., e acontece sempre numa Lua Cheia de abril ou maio, quando o Sol está no signo de Touro e a Lua está em Escorpião.
Para aqueles cujo objectivo nesta existência é o reencontro com a sua origem Divina e vivência assim objectivada da paz neste momento em que todo O universo Divino, "os Mestres", projeta sobre nós disponibilizando ainda mais a sua essência com os seus raios benfeitores oriundos Dele e só Dele, profícuos para a irmanação de todo o ser.
O festival Wesak, "festa de Maio", também é " Vesak, Vesakha, Visakha", a tradição Vagrayana celebra a iluminação e passagem do final da vida no corpo "Paranibbana" de Buda, a tradição Theravada acrescenta também à memória o seu nascimento que foi a 11 de Maio. É a celebração da lunação da lua cheia e do sol em touro e é celebrada há séculos num vale do Himalaia e também desde algum tempo em várias partes do mundo; o festival Wesak é a festa mais importante para os budistas, reconhecido como uma celebração em homenagem à iluminação e passagem do final da vida física de Sidharta Shakyamuni "Buda" e mais recentemente envolvida em Shamballa, ou seja, "o Cristo", sentido e esperança de Unificação da mensagem de Buda e de Cristo. É na realidade um evento Celestial na Terra.
É um momento intenso e significativo de energia, oferecendo-nos a oportunidade de mudança, libertação, amor, profunda paz e sintonia com o Plano Divino através da Hierarquia dos Mestres.
Conclamamos a todos os de boa vontade acercantes e distantes de se unirem nesta corrente de paz "Wesak", para que no silêncio profundo do nosso ser o trabalho benfazejo das Hierarquias dos Servidores se realize na Terra. Sintonizemos coletivamente as diversas mentalizações, meditações, orações, mantras, canalizações e palestras que estarão ocorrendo ao redor do mundo, em prol de um trabalho espiritual que acelere e aprofunde o processo de evolução planetária.

fonte: http://www.wesak.pt

06 maio 2009

Libertadores da América


.. vai ver foi esse o motivo do jogo tímido do sport contra o palmeiras.
Calma leão, antes da gente pegar a gripe, a porca morre !!!

05 maio 2009

Ecologicamente corretos

Tijolos de esterco

Um grupo de estudantes da Indonésia criou tijolos a partir do esterco de bovinos. A invenção é de qualidade, baixo-custo e facilmente fabricado. Os tijolos são mais claros que os convencionais de argila e 20% mais resistentes.
Pode parecer estranha ou nojenta a idéia mas ela proporciona a reutilização dos resíduos animais ao passo que contem o desgaste ambiental com novas extrações de argila.
Estes tijolos são 70% de excrementos bovinos e são fabricados por um equipamento a base de biogás que reduz a emissão de CO2 durante a sua fabricação.
Os estudantes indonésios, com este invento, ganharam o prêmio 2009 Global Social Ventura Competition que visa estimular ações sociais com potencialidades comerciais e ecologicamente corretas.


Casca de ovo vira lápis e borracha


Um artigo de papelaria diferente foi criado pelo designer Nicolas Cheng. Cheng utiliza cascas de ovos em seus trabalhos foram apresentados ao público durante o Salão do Móvel de Milão, na Itália, que aconteceu até 27 de abril.
A coleção, Memórias da infância, é feita com as sobras de cascas de ovos que são submetidas à alta pressão para se transformarem em novo material utilizando as proteínas e minerais existentes no produto. Em cada conjunto de mesa, que inclui lápis, porta-lápis, borracha e papel A4 são utilizados cerca de 100 ovos já usados.
“Minha inspiração foi a de transformar memórias em produtos que façam as pessoas se lembrarem da infância, do convívio com as mães”, diz Cheng. Segundo ele, seu escritório de arquitetura se interessa “em investigar como conceitos poéticos podem ser mesclados com as tecnologias e materiais mais avançados”.

Convites plantáveis


Fazer anúncios de nascimento, casamento e aniversários entre outros já pode ser atitudes ecologicamente corretas. A Botanical Paperwork oferece cartões/convites “plantáveis”. O produto é totalmente feito à mão com matérial reciclado contendo sementes de flores selvagens, incrustadas no papel. Os cartões devem ser cobertos com uma camada de terra, receber sol e serem regados para que as sementes germinem. A planta começa a crescer dentro de 6 a 8 semanas.
Os preços dos cartões variam entre US$ 4,50 e US$ 5,50 a unidade (o que equivale, respectivamente, a R$ 10,50 e R$ 13,00).

04 maio 2009

República Islâmica do Irã executa a jovem Delara Darabi

Mãe, eles vão me executar, por favor, me salve", disse Delara Darabi, de 23 anos, antes de um carcereiro tomar o telefone e afirmar: "vamos executar sua filha e não há nada que vocês possam fazer sobre isso".
Delara Darabi aos 17 anos confessou ter matado a prima de 58 anos de idade para defender o namorado. Depois jurou inocência.
Segundo o advogado e as organizações internacionais de defesa de direitos humanos ficou provado nos autos, por laudo pericial oficial e único, que Delara Darabi é inocente. Para os peritos, o golpe de punhal foi desferido por uma pessoa destra. Darabi é canhota
Darabi cumpriu 3 anos de cadeia e recebeu 50 chicotadas em público pela acusação de furto e 20 por manter relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain de 19 anos na época, hoje com 25.
Está morta. Ninguém esperava, pois a pena capital, segundo noticiaram as autoridades iranianas, estava suspensa por dois meses:
O presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que considera o holocausto um mito, chega nesta quarta feira, dia 6 de maio, no Brasil em meio a uma série de protestos em vários pontos do país pela sua “visita”.

29 abril 2009

Fim de férias...

O Amor é filme e muuuito mais!!!!

(Brigadu Betinha!)

17 março 2009

Você, meu amor
Fernando Paz*

Coleccionador privado Revista 'ARTISTS', Valérie Londot.
ESPADA - Barco à Vela, Aguarela, 54 x 74 2007

Você é o meu mar
e a bússola do meu caminho
Você é o velame, que impulsiona minha vida
e a roda de leme, que me diz o caminho certo
Você é vigia, por onde posso caminhar
Você é âncora, que me mantém firme, sem descair
e a amarra, que segura minhas fraquezas
Você é o astrolábio, onde posso me encontrar
e a carta náutica, que indica os caminhos à navegar
Você é a profundidade, onde posso chegar
e a calmaria, da mulher serena
Você é o mar revolto, quando pensa está perdida
e a brisa, que acaricia o meu ser
Você é tempestade, quando se determina a fazer
e o tesouro, vivo, que encontrei no seu mar
você é amiga, namorada, esposa, amante fiel
a sabedoria, a inteligência e o saber
Você é a mulher que escolhi pra viver
a amante carinhosa, que rega meu convés
Você é tudo isso
e o que mais poderia eu definir?
Você, meu amor


*Fernando Paz é diretor de planejamento da Autarquia de Saneamento do Recife- SANEAR. Homem sensível e dedicado.

12 março 2009


CORDEL DA EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
Zé Piaba

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.


II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.


III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.


IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.


V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.


VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.


VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.


VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.


IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.


X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

05 março 2009

Manchetes
05 de março de 2009


O campeão da América... caiu na Ilha
Campeões da Taça Libertadores de 2008, os equatorianos da LDU sentiram ontem a força do campeão da Copa do Brasil. Com gols de Daniel Paulista e Paulo Baier, o Leão venceu e isolou-se na liderança do Grupo 1, com seis pontos
Diário de Pernambuco


Sport arrasa a LDU
O rubro-negro sufocou a atual campeã da Libertadores desde o início, na Ilha, e fez 2x0, gols de Daniel Paulista e Paulo Bayer, de pênalti. Uma vitória incontestável que isola o Sport na liderança de seu grupo.
Jornal do Commercio


Sport é Líder e dá olé na LDU
Leão vence equatorianos, assumi a ponta do grupo na libertadores e enloquece a Ilha
Folha de Pernambuco

04 março 2009

À minha amiga Anna(linda e loira) que tive o prazer de abraçar depois de 10 anos de amizade na web(sempre foi mais que isso) e que curtiu o carnaval de Recife e Olinda

Guerra é guerra!
Ronaldo Correia de Brito

Folia pernambucana. "Multicultural e sem dono, anônimo e com títulos", diz Brito

No tempo do saudoso jornal carioca O Pasquim, quando era questão de honra para o cara ser válido, lúcido e inserido no contexto andar com o jornalzinho (me perdoe, turma, pelo diminutivo) debaixo do braço, se o jornaleco (outra com que se autodenominavam) estava em baixa, vendendo pouco, tacavam uma briguinha entre paulistas e cariocas, disputas que nunca deram em tapas, mas ajudavam a incrementar as tiragens.
Pensei por esses dias de quarta-feira de cinzas, sem nenhuma ressaca, que já está no tempo de Pernambuco e Bahia, ou se preferirem Recife e Salvador, oficializarem sua disputa pelo título de melhor carnaval brasileiro. Eu, claro, torço pelo Recife. E lá vai a primeira de Antonio Maria:

Sou do Recife com orgulho e com saudade
Sou do Recife com vontade de chorar
O rio passa levando barcaças pro auto do mar
Em mim não passa essa vontade de chorar...

Seria uma guerrinha dionisíaca, de confetes e serpentinas, sem mortos nem feridos, nada semelhante à Revolução de 1817, feita pelos pernambucanos na companhia da gente da Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, em que os baianos entraram de traidores e meteram chumbo nos revolucionários. Seria guerra mais para marcha junino/carnavalesca de Morais Moreira:

... bombas
na guerra magia
ninguém matava, ninguém morria
nas trincheiras da alegria o que explodia era o amor...

A Praça Castro Alves pode até ser do povo, como afirmou Caetano Veloso, mas do povo mesmo é o carnaval do Recife, onde ninguém paga ingresso para brincar. E como se brinca desde a virada do ano! Da zona da Mata Norte, chegam os insurgentes caboclos de lança dos maracatus rurais. As lanças cobertas de fitas se elevam no meio dos canaviais como o pendão das canas, brincantes ressuscitados que as moendas dos engenhos e usinas não conseguiram triturar. E os mestres puxam as loas e os chocalhos badalam, badalam, badalam...

É da estrela da tarde
Meu maracatu guerreiro
É da noite é do dia
É do povo brasileiro.

E mais adiante, bem mais adiante, o batuque virado das nações dos maracatus negros, e um pouquinho depois deles Chico Science e a Nação Zumbi da lama ao caos. Multicultural e sem dono, anônimo e com títulos, coletivo e pessoal, caboclinhos, tribos, clubes, blocos, troças, la ursa, bois, burrinhas, escolas de samba, afoxés, o diabo a quatro e os bêbados que nunca conseguem fazer um quatro aí que eu quero ver, é o carnaval do Recife, de Pernambuco nação cultural, terra onde dois rios, o Capibaribe e Beberibe se juntaram para formar o Oceano Atlântico. Acham pouco? Eu acho é pouco! O nome de mais um de mil blocos.

Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon
Cadê teus blocos famosos?
Bloco das Flores, Andaluzas, Pirilampos
Apôs-fun
Dos carnavais saudosos...


E nas altas madrugadas da quarta-feira de cinzas, quando alguns brincantes entoam as marchas de Nelson Ferreira, Edgar Morais e Getúlio Cavalcanti, em pontos diversos da cidade ainda se brinca de ser diverso. E enquanto não sai O Bacalhau do Batata, lá no Alto da Sé de Olinda, na Praça do Marco Zero as orquestras e os coros teimam em afirmar que:

É lindo ver o dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo vem que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil

Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor. Escreveu Faca e Livro dos Homens.