10 novembro 2009

20 Anos da queda do muro de Berlim


Simbolizando a resistência contra o regime comunista pelo sindicado Solidariedade, que deu início ao processo que terminou com a queda do muro de Berlim, o ex líder do sindicato Lech Walesa empurrrou a primeira das mil peças de um dominó gigante que se estendeu por 1,5 quilometro pelo centro da capital alemã, para comemorar os 20 anos da queda do muro, em seguida Merkel, Walesa e o ex-presidente da URSS Mikhail Gorbachev cruzaram o "checkpoint" simbólico do Muro de Berlim em Bornholmer Strasse, aberto pela primeira vez há 20 anos.
A festa foi bonita, emocionante e contou com a presença de inúmeras personalidades. Nos resta agora continuar acompanhando esse processo de unificação que após 20 anos não foi realmente concretizada.
O muro de Berlim foi construído em 13 de agosto de 1961 e derrubado em 09 de novembro de 1989.



08 novembro 2009

ando apaixonada por este som... pela imagem, movimento e cores


Elephant gun - Beirut

07 novembro 2009

pelo prazer da partilha....


Beirut - A sunday smile

06 novembro 2009

Meu amigo Victor do Oficina das Idéias me ofereceu o selo “VIP Just Perfect” e eu agradeço por mais este carinho aqui com o Traduzir-se!



beijos pra ti amigo!!!

05 novembro 2009

Salvador

Dali


Um desejo de sentir
Uma vontade de sair,
De fugir
Aqui, ali, para qualquer lugar

Um desejo de buscar
Uma vontade de tocar
A terra
Aqui, ali, em qualquer lugar

Um desejo de sorrir
Uma vontade de beijar
A boca, se entregar
Aqui, ali, vindo de qualquer lugar

Desejos, sentidos,
Buscas,
Dali e em todo lugar.

liliana miranda
2009

03 novembro 2009

V Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas FLIPORTO

Vencedores do 2º premio literatura no celular

“Juntos, eu e Deus. À beira-mar. Submersos numa realidade onde palavras assim como as águas-vivas, servem apenas para atiçar a curiosidade sobre o inimaginável”
César Jácome Philippini – 1º lugar – premio de R$ 3 mil

“Tinha a incontrolável mania de contar um a um cada passo. Tanto contava que nada lhe restava. Até o dia que resolveu contar um conto, e de repente, o encontro.”
Eduardo Sales de Souza – 2º lugar – premio de R$ 2 mil

“Sonhou que era feliz. Acordou pleno. Sonhou que era triste, acordou lúgubre. Sonhou que era perfeito, não acordou.”
Edna Rubia Mendes Facundo – 3º lugar – premio de R$ 1 mil

02 novembro 2009

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.


Alberto Caeiro

31 outubro 2009

Não se vê muito bem quando se tem o sol dentro dos olhos...
Claude Lévi-Strauss

*Bruxelas, 28 de novembro de 1908 +Paris, 30 de outubro de 2009

Filósofo que mudou nossa forma de compreender o mundo e pai da antropologia moderna.
Nascido em Bruxelas, na Bélgica, Lévi-Strauss foi um dos grandes pensadores do século 20. Ele, que completaria 101 anos no próximo dia 28, tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.

14 outubro 2009

Difícil é saber onde começa o rio
A João Cabral de Melo Neto numa tarde de outubro no Poço da Panela.


Últimos raios de sol refletidos sobre o chão de pedra antiga,
Nas janelas entreabertas dos casarões,
Ouviam-se em tons laranja violeta
Uma poesia melodiosa, melancólica e bela

Palavras na nascente do rio
Seu curso feito de vidas, de sonhos
Feitos e desfeitos
Luta e sobrevivência

E ainda que nos víssemos refletidos nele
Repetíamos: “difícil é saber.. onde começa o rio”
E um eco se ouvia,
Capiri ba ba
Capiri bi ba pa
Capiri bi pa pa


Liliana Miranda
14.10.2009

13 outubro 2009

Cores de Pernambuco

Luiz Otávio Cavalcanti


Mais que unidade política ou expressão econômica, Pernambuco são ideias. Federalismo, constitucionalismo. E cores. Azul, verde. Federalismo, segundo Evaldo Cabral de Mello, abrange o sentido republicano da revolução de 1824. Define dois liberalismos, o libertador e o repressor, de que fala Socorro Ferraz. Azul do céu, pintado pelo lírico Carlos Pena. Ou o verde-azul canavial, descrito pelo mineral João Cabral.
A história política pernambucana consagra palavras-chave. Que caracterizam nosso ânimo. Elas representam conceitos que os pernambucanos não largam. Resistência é outra palavra que significa linha de fazeres pernambucanos. Desde Pedro I. “Pernambuco não tem paz”, disse ele. Pois é, diante de absolutismos, não.
A resistência pernambucana tem três versões: resistência econômica, na convivência com a seca, no Semiárido, em mais de metade do nosso território. Resistência política, no Império, com maçons, religiosos e praieiros. E, na República, com Pelópidas, Arraes e Celso Furtado. Resistência social, de ideias. Na educação e na saúde.
Mas, o que quero dizer mesmo é que Pernambuco viveu três épocas: a era vermelha, encharcada de sangue rebelde que nos tomou por quase meio século, em 1817, 1824 e 1848. A era azul, nas décadas de 1950 e 60, feita do brilho intelectual de Paulo Freire, na educação, que ensinou os europeus a ensinar. E de Josué de Castro, na saúde, que mostrou ao mundo formas para superar a desnutrição endêmica. Ambos, evidenciando que, tanto num caso quanto noutro, a questão nem é social nem econômica. É política.
Finalmente, anos brancos, na ótica da Federação, que vão de 1975 a 2006. Foi tempo de desencontro federativo entre o governo de Pernambuco e a União Federal. Veja: em 1975, Moura Cavalcanti e o presidente Geisel não se entendiam. Geisel queria Marco governador. Deu-lhe a presidência da Câmara dos Deputados. Em 1980, Marco Maciel, então governador, tinha dificuldades políticas com o presidente Figueiredo. Faltavam afinidades. Em 1985, Roberto Magalhães rompeu com o presidente Sarney, desligou-se do PDS, filiou-se ao PFL e votou em Tancredo Neves contra Paulo Maluf.
Em 1987, Pernambuco continuou na oposição com Miguel Arraes e Sarney presidente. Em 1991, Joaquim Francisco rompeu com o presidente Collor, aliou-se a Itamar Franco. Em 1994, Arraes continuava oposição, dessa vez a Fernando Henrique. Em 1998, Jarbas se alinhava ao presidente Fernando Henrique. Mas Fernando Henrique pouco vinha a Pernambuco. Não admira a tropicologia de Gilberto Freyre. E não gosta do espírito autônomo dos pernambucanos. Em 2002, Jarbas era oposição ao presidente Lula. Finalmente, em 2006, Eduardo Campos é aliado de Lula.
Há outro conceito que impregna Pernambuco. E os pernambucanos não o abandonam. Já se encontrava no artigo 25 da Lei Orgânica da República de Pernambuco de 1817. Realçando o velho e ardoroso gosto pernambucano à livre expressão: “A liberdade de imprensa é proclamada, ficando, porém, o autor de qualquer obra sujeito a responder pelos ataques feitos à religião, à Constituição, bons costumes e caráter dos indivíduos na maneira determinada pelas leis em vigor”.

Publicado Jornal do Commercio em 13.10.2009
» Luiz Otávio Cavalcanti é ensaísta

18 setembro 2009

A verdadeira visão não se enxerga com olhos. Justiça.


"O trabalho leva o homem a ser sujeito do próprio destino e não mero beneficiário do assistencialismo caridosamente excludente."

Primeiro juiz cego do Brasil tomou posse ontem em curitiba. Único integrante cego do Ministério Público no País, o procurador Ricardo Tadeu da Fonseca, 50 anos, é agora, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região. Fonseca tornou-se o primeiro magistrado portador de deficiência visual do Brasil.