31 julho 2005

A DONA DA HIST�RIA

Infelizmente este � mesmo o �ltimo dia de f�rias. Ainda me restava uma semana, mas fui chamada de volta ao trabalho e � isso.. l� vou eu! Fico aliviada em saber que quando minha cabecinha andar a sair fuma�a outra vez tenho uma carta de �uma semana� na cartola!
Acabei de ver um filme, brasileiro, muito interessante e muito bem produzido. Fala da hist�ria de uma mulher que ap�s 30 e poucos anos de casamento questiona se tivesse escrito sua hist�ria de forma diferente. H� em todo o filme o recurso do di�logo da personagem com ela mesma em diferentes �pocas passadas e com as diferentes possibilidades de escolha sobre o seu destino. � mesmo um filme que vale a pena ver. Aconselho a todos, portanto!


Ficha T�cnica
T�tulo Original: A Dona da Hist�ria
GEnero: Com�dia Romantica
Tempo de Dura�ao: 90 minutos
Ano de Lan�amento (Brasil): 2004
Site Oficial
Dire�ao: Daniel Filho
Roteiro: Joao Falcao, Joao Emanuel Carneiro e Daniel Filho, baseado em pe�a teatral de Joao Falcao
Produ�ao: Daniel Filho
M�sica: DJ Meme
Fotografia: Jos� Roberto Eliezer
Dire�ao de Arte: Cl�vis Bueno
Figurino: Bia Salgado
Edi�ao: Felipe Lacerda

Elenco
Marieta Severo (Carolina)
D�bora Falabella (Carolina - jovem)
Antonio Fagundes (Lu�s Cl�udio)
Rodrigo Santoro (Lu�s Cl�udio - jovem)
Fernanda Lima (Maria Helena - jovem)
Marcos Oliveira (Nicolau)
Rodrigo Penna (Nicolau - jovem)
Jos� Carlos Pieri (Teles)
Antonio Fragoso (Marido)
Ana Furtado (Esposa)
Giulia Gam (Mae de Carolina)
Renata Sorrah
Jo Soares
Gabriel Braga Nunes
Daniel de Oliveira
Bianca Byington
Dedina Bernadelli

29 julho 2005

Palavras apenas...


As vezes desejo profundamente que a melodia da tua voz trazida pelo vento chegue outra vez aos meus ouvidos em palavras que o amor sabe dizer muito bem, as mesmas palavras que tantas vezes me dissestes em sorrisos iguais a ti e que me fazias acreditar que um amor esperado, chegava por fim.
Mas, sao palavras apenas...
Teus poemas, tuas cartas, sempre tao repletas de um amor bonito, ainda as leio. Ontem as li, e as letras dan�aram a minha frente por entre a n�voa prateada, que reluzia do papel que aos meus olhos, aqueles que outrora viste fogo em raios de verde esperan�a, e desejei que o nosso amor tivesse crescido, tomado forma, germinado como um grao de poesia.
As vezes imagino que somos reais, que reais tamb�m sao os nossos desejos. As vezes recebo teus sinais, e eu tamb�m sinto a saudade que sentes.
Talvez sejamos um poema, uma poesia. Talvez sejamos prosa.
Mas, o vento me diz: palavras apenas...

28 julho 2005

Can�ao M�nima


No mist�rio do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;

no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta.

Cec�lia Meireles
Xenofobia e Racismo?!

H� certas pessoas que s� conseguem chamar a aten�ao com atitudes grotescas. Creio que deve ser da incapacidade de produzir alguma coisa que realmente valha a pena. Fui avisada por um amigo de um fato desse o que nao me surpreendeu muito pelo fato de ter vindo de quem veio. At� me poderia passar sem dar a este ser ign�bil o destaque que ele procurou... mas, h� coisas que nao se pode calar!
Confiram esta (B)POSTA de t�tulo �H� l�grimas que..."

ACR�SCIMO: aos amigos que lerem a (b)posta, nao estranhem o fato de nao haver l� um coment�rio meu.. � que este senhor, para al�m de tudo o que foi dito tamb�m teve a atitude antidemocr�tica de retirar o meu coment�rio bem como de me bloquear para novos coment�rios! � lament�vel e conden�vel!

27 julho 2005

Curiosidades
Frases Sibilinas - Parte II

Cair nos bra�os de Morfeu
A expressao significa "adormecer", e nasce de um pequeno equ�voco mitol�gico: Morfeu era, na verdade, o deus dos sonhos em que apareciam as formas humanas; o deus do sono era seu pai, Hypnos, que dormia eternamente no fundo de uma caverna silenciosa, cercado de canteiros de papoula, a flor de onde se extrai o �pio. A confusao, contudo, ficou consagrada h� muitos s�culos. Quando o farmaceutico alemao F.W.Set�rmer isolou, em 1803, o alcal�ide ativo do �pio, chamou-o morphium, numa alusao a Morfeu. Este nome foi em seguida mudado para morfina, recebendo a termina�ao padrao de outros alcal�ides, como a estricnina, a cafe�na, a atropina e a coca�na.

O calcanhar de Aquiles
O nome vem de Aquiles, o grande her�i grego na Guerra de Tr�ia. Ele era considerado invulner�vel porque, ao nascer, tinha sido mergulhado pela mae nas �guas sagradas do Styx, o rio dos deuses; no entanto, como ela o tinha segurado pelo calcanhar, esta parte nao tocou na �gua, ficando desprotegida. � exatamente nesse ponto que P�ris, filho do rei de Tr�ia, acerta uma flecha envenenada, tornando poss�vel a morte do her�i. Usamos a expressao para designar o ponto em que uma pessoa � realmente vulner�vel

Pelo Prof. Cl�udio Moreno

26 julho 2005

Verso e prosa

foto:� 2005 - Ivo Gon�alves

O toque das tuas maos em meu corpo
Desenham palavras e sentidos
Letras caem em minha pele
Entrego-me a ti
Aos teus versos, tuas prosas.
Teus sentidos

Tuas car�cias em meus cabelos
Reinventam o vento morno da tarde
E me beijas os olhos, os l�bios
Aperta-me contra teu corpo

Tuas pernas entre as minhas
Inunda-me com teu amor
Em rimas, em sons
Sussurrados ao ouvido

Entregas-te a mim
Aos meus versos, minhas prosas
Meus sentidos

O toque de nossas maos
Nossos versos, nossos sentidos.

25 julho 2005

O Rel�gio da Morte


Descobri em alguns sites um tanto estranhos, (se eu escapar de ser confundida com algum terrorista), a data prov�vel da minha morte. O primeiro site me deu mais 32 anos de vida, no segundo site a coisa foi ficando pior, s� mais 24 anos e no �ltimo, eu nao devia ter visto isso, vivo apenas mais 23 anos!! Mas numa coisa estes sites concordam: Morrerei num s�bado! Nada mal para quem nasceu numa quarta-feira.
Aviso aos amigos que aproveitem da minha amizade desde logo, aos meus inimigos usem o tempo que me resta para se aproximarem de mim e assim nos entendermos, aos que tem algo a me dizer que comecem pensando como arranjar coragem para fazer isso; aos apaixonados, declarem-se; aos editores, publiquem-me! Ehehehhe
Acha que ainda tenho bastante tempo nao �? At� pode ser.. mas, quanto tempo ainda te resta?!
Calcule aqui, aqui ou aqui!
"Sou brasileiro, nao atire em mim"






Jean Charles de Menezes, 27 anos, brasileiro, foi morto por engano pela pol�cia londrina com cinco tiros na cabe�a na sexta-feira, quando foi confundido com um terrorista.

23 julho 2005

De olhos no futuro
foto: Manuel Francisco

Nao h� peda�os do passado
Nada em mim lembra a ti
A tua voz se dissipou no tempo, no vento
Que agora sopra sempre em dire�ao a frente
Sigo o caminho do rio
Sento em sua margem
As �guas correm, molham meus p�s
E � o seu som minha melodia
Refresco-me, me alegro
E me encanta o sorriso que nele vejo refletido
Atr�s de mim o sol se p�s e logo a seguir
A minha frente outro sol nascer�
Como eu,
De olhos no futuro.

22 julho 2005

S� me apetece ouvir m�sica... esta em especial.
... envolta em pura poesia ...


Alma Nua
Vander Lee

� Pai
Nao deixes que fa�am de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razao
Nao cale o azul da aura que me vestes
D�-me leveza nas maos
Faze de mim um nobre domador
La�ando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
D�-me o silencio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
D�-me direito ao a�oite
Ao �cio, ao cio
A vadiagem pela rua


Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
� meu Pai, d�-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De nao ter que ser perfeito
Pret�rito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
De ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de nao ter meta
Me reinventar, ser meu pr�prio Deus
Viver menino, morrer poeta
Grandes Poetas da Humanidade
Joao Cabral de Melo Neto

Descendente de tradicionais fam�lias de Pernambuco e da Para�ba, Joao Cabral de Melo Neto foi o segundo dos seis filhos de Luiz Antonio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro Leao Cabral de Melo.
Nasceu no Recife, capital do Estado de Pernambuco, no dia 9 de janeiro de 1920, mas como seu pai era senhor de engenho, passou parte da inf�ncia e adolescencia em engenhos de a��car. Primeiro no Po�o do Aleixo, em Sao Louren�o da Mata, e depois nos engenhos Pacoval e Dois Irmaos, no munic�pio de Moreno. A vida no campo marcou profundamente o poeta.
O contato com os trabalhadores da usina seria uma experiencia fundamental para o poeta pois, mais tarde, na vida adulta, viajando pelo mundo como diplomata, Cabral teria o necess�rio distanciamento para ver melhor, com preocupa�ao e pungencia, a verdadeira realidade do nordeste e retrat�-la em sua obra.

"...E nao h� melhor respostaque o espet�culo da vida:ve-la desfiar seu fio,

que tamb�m se chama vida,

ver a f�brica que ela mesma,

teimosamente, se fabrica,

ve-la brotar como h� poucoem nova vida explodida;

mesmo quando � assim pequenaa explosao, como a ocorrida;

mesmo quando � uma explosao

como a de h� pouco, franzina;

mesmo quando � a explosao

de uma vida severina."

(Morte e Vida Severina)

21 julho 2005

A carta



Outra vez nao conseguiu reunir palavras que traduzissem tudo que sentia. Mais uma vez manteve fria e branca a folha de papel. Desta vez se impacientou, sentiu alguma ang�stia, talvez fosse dor. Levantou-se. Precisava de ar. Precisava pensar e reorganizar as id�ias. Precisava sentir o vento tocar-lhe o rosto, ouvir o barulho da arrebenta�ao das ondas nas rochas e olhar o infinito por sobre o mar. Ficou assim por um longo tempo ate ser despertada pelos gritos do carteiro, um antigo conhecido, que chamava pelo seu nome e acenava-lhe em frente a sua casa. Era uma casa ampla, arejada, com um alpendre convidativo, ficava no alto de uma pequena montanha e a vista era fant�stica. Naquela manha, mesmo j� tendo feito seu passeio di�rio na praia, sentia-se impaciente e outra vez sentiu vontade de descer e molhar seus p�s. Virou-se, acenou para ele e foi ao seu encontro.
L� estava uma carta. Nao tinha sequer visto de quem era muito menos de onde vinha. Mas alguma coisa a fez tremer. Alguma coisa poderia mudar depois que ela lesse a carta. Ela sentia isso. Talvez o mar a tivesse segredado ao ouvido. Entrou. Colocou a carta em cima da mesa de trabalho e nao ousou confirmar de quem era. Talvez tivesse algum receio ou talvez apenas precisasse tomar um ch� bem quente, pois o vento l� fora estava frio. Era um ch� de canela, seu preferido e como ainda faltavam algumas horas antes do almo�o resolveu tamb�m comer algumas torradas.
Pegou a carta, sentia-se mais tranq�ila, mais segura e aquecida. Era dele. Talvez ela at� j� soubesse disso, o mar lhe trouxe uma saudade distante. Nao se viam h� algum tempo e desde l� s� uma ou duas cartas havia chegado, mesmo assim, apenas com noticias breves, como, ali�s, tamb�m foram as suas respostas.
Sentia agora, diferente da �poca da despedida, que o tempo era necess�rio para compreender muitas coisas, inclusive a distancia entre eles. A carta havia sido escrita h� duas semanas atr�s e logo de in�cio ela associou a data a sua recente dificuldade em escrever. Desde l�, havia escrito muito pouco e seu editor come�ava a pressionar. Seu �ltimo romance resultou em um sucesso muito grande e os leitores aguardavam certamente o pr�ximo com mais ansiedade. Era assim que seu editor pensava.

Minha querida...

Eram estas as primeiras palavras. Ela parecia ouvir o tom da sua voz, o brilho dos seus olhos, talvez at� sentisse o toque das suas maos. Sentiu uma saudade tao grande que teve o impulso de parar de ler. Nao podia se deixar levar por tamanha emo�ao j� que vinha h� dias tentando buscar algum equil�brio e assim escrever com mais facilidade. Voltou a colocar a carta sobre a mesa. Acendeu um cigarro, fechou um pouco os olhos e nao resistiu em segurar nas maos a carta outra vez.

H� alguns dias tenho sonhado contigo, e nos sonhos sempre te vejo presa, sem conseguir se libertar por mais que se esforce. Ao final destes sonhos, a ultima coisa que vejo sao os teus olhos. Eles me pedem algo, me dizem alguma coisa que eu nao consigo compreender. Sinto-me impotente. Uma saudade enorme tomou conta de mim e sinto vontade de deixar tudo e seguir ao teu encontro.

_ Nao. Eu nao tenho que continuar a ler isto.
Pensou ela. Tinha l�grimas nos olhos e sentia seu cora�ao bater num ritmo diferente. Com um leve tremor nas maos deixou que a carta ca�sse no chao. Levantou-se e foi at� a sua mesa de trabalho, sentou em frente a mesma folha de papel em branco. E num impulso inexplic�vel se iam soltando todos os sentimentos presos e as palavras come�avam a brotar facilmente. Nascia ali seu novo livro e ela nao parou de escrever durante um razo�vel tempo at� que o livro estava quase no seu final.
Todas as manhas fazia o seu habitual passeio na praia, olhava o mar com a mesma misteriosa curiosidade e admira�ao. Tomava um ch� ou um caf� forte e se deixava entregar pela escrita, pelas emo�oes como se estivesse em transe.
Ana, uma mulher de seus 65 anos e pele muito clara, era sua companhia de todos os dias. Preparava-lhe as refei�oes, atendia os telefonemas, lhe ouvia atenta e com a sabedoria de quem j� viveu alguns anos a mais lhe dava alguns conselhos. Ultimamente estava se sentindo mais feliz vendo que o ritmo de trabalho naquela casa voltava ao normal.
_ A senhora nao quer um pouco de caf� forte? Acabei de fazer creme e sei que � assim o seu preferido. Entao, que me diz?
_ Quero sim Ana, obrigada. Preciso mesmo parar um pouco. H� algo que precisa ser feito e h� um tempo deixei pela metade, farei agora. Espero pelo caf� na varanda est� bem?
Havia guardado a carta sem terminar de ler dentro de uma caixinha que permanecia sempre na mesa ao lado da sua cama. Pegou a carta e seguiu para a varanda. Olhou o mar, sentiu o vento e abriu a carta outra vez.

Mas eu sei que nao pode ser assim. Sei, sobretudo, que me pediste para que eu me mantivesse distante, que precisavas pensar, precisavas compreender os meus, os teus e os nossos sentimentos. Respeito. E tenho mesmo que respeitar afinal fui eu que decidi ir embora.
N�s dois, temos, sempre tivemos, uma rela�ao muito forte e muitas vezes conseguimos sentir alegrias e dores um do outro. Senti estes dias uma angustia que me apertava o peito, sentia que alguma coisa estava a te acontecer e te via paralisada. Sentia-te presa.
Nao sei por que, mas eu nao conseguia terminar esta carta, algo me impedia.
Ontem, outra vez, sonhei contigo. Podia tocar as tuas maos, sentia outra vez o perfume dos teus cabelos, a maciez da tua pele, o gosto da tua boca e tinhas olhos brilhantes que olhavam serenamente nos meus. Acomodei-te em meus bra�os, sentia-me em paz e entao falei ao teu ouvido aquilo que irei repetir ao longo de toda a minha vida: Amo-te! Eternamente. Amo-te com toda a for�a que o meu cora�ao � capaz de suportar.
Depois de ontem nao tive duvida tudo parecia claro pra mim e nao eras tu que estavas presa. Era a mim que via como se fosses tu. E percebi que mantinha minhas emo�oes presas em mim. Prendi a mim pr�prio tentando ocultar de mim a importancia que tens na minha vida, achava que estava me protegendo. Estava enganado. Sei que me mostraste isso em nossos sonhos. Nossos encontros. Obrigado.
Ate breve, muito breve!

Quando lhe trouxe o caf� com creme e alguma torradas, a Ana pode perceber l�grimas em seus olhos, mas nao havia em seu rosto nenhum sinal de tristeza. Talvez fosse apenas saudade. Talvez uma not�cia esperada.
Tomou a x�cara nas maos, tomou o delicioso caf� com creme que a Ana sempre lhe fazia com esmero, comeu torradas e ainda trocaram algumas palavras sobre o tempo e sobre providencias de rotina a serem tomadas na casa.
Depois do caf� ela ainda permaneceu na varanda por um longo tempo olhando para o mar. A carta em suas maos. Em seu rosto, al�m de felicidade, havia uma forte expressao de surpresa. Parecia tentar compreender algo.
Entao leu suas ultimas palavras escritas:

Ele insistia em perguntar se ela o amava. Ele sabia que sim. Amavam-se profundamente e como todo sentimento profundo e forte, dif�cil de ser compreendido. Sentia-se confuso e inseguro, por isso partiu. Ela sabia que apesar de amarem-se precisavam compreender algumas coisas. Precisavam estar distantes, ainda precisavam continuar distantes.

A ela pareceu nao haver mais nada a ser dito. Talvez apenas um ponto final. Mas, de repente acrescentou:

Quando ela terminou de ler a carta que havia chegado, sentiu uma enorme vontade de tamb�m correr ao encontro dele. Ela o amava tanto. Podia naquele momento ouvir a voz dele. Apesar da saudade estava feliz como se ele estivesse ao seu lado. Tinha um sorriso nos l�bios.
Vestiu um casaco, l� fora o vento estava ainda mais forte e as ondas batiam nas rochas fazendo um grande barulho. Ela sentiu vontade de correr. Seus cabelos voavam com o vento e o perfume deles ficava no ar. Diminuiu os passos e percebeu que havia algu�m mais adiante, o que nao era comum naquela hora mas, devia ser algu�m conhecido, sentiu-se tranq�ila e continuou e viu que acenava-lhe. Seu cora�ao parecia acelerar de repente e ela sem compreender o porque repetia sem parar:
_ At� breve, muito breve!... At� breve, muito breve!...
At� se sentir completamente entregue emseus bra�os e seus l�bios silenciados nos dele.

20 julho 2005

Curiosidades
Frases Sibilinas - Parte I

At� o final do s�c. XIX, a tradi�ao greco-romana, de um lado, e a tradi�ao judaico-crista, do outro, eram os dois pilares em que se apoiava a forma�ao de qualquer pessoa que passasse pela escola. Estudava-se o Latim e o Grego, e liam-se os autores cl�ssicos - Homero, Ov�dio, C�cero e Virg�lio. Al�m disso, todo mundo, fosse ou nao religioso, conhecia as principais passagens do Velho e do Novo Testamento. Os personagens da mitologia e as figuras b�blicas podiam entao ser mencionadas, porque pertenciam a um fundo comum de conhecimento que era reconhecido em todas as na�oes do Ocidente.

Essas expressoes continuam a ser usadas, mas perderam, para a maioria dos leitores, aquele valor de referencia imediata e instantanea que antes possu�am, pois hoje sao poucos os que conhecem a literatura cl�ssica ou tem o h�bito de ler a B�blia. Ainda sao bem conhecidos o epis�dio da Arca de No�, ou da luta de Davi contra Golias, mas certamente nem todos sabem que uma frase sibilina � aquela que pode ser interpretada de v�rias maneiras, assim chamada por causa da linguagem amb�gua e cifrada que as sibilas, sacerdotisas de Apolo, usavam nas suas previsoes do futuro. Sem querer substituir a leitura dos bons autores do passado.
Vejamos algumas destas frases:

A espada de D�mocles
Dizer que algu�m "est� sob a espada de D�mocles" significa que, a qualquer momento, algo de muito ruim pode acontecer com o pobre coitado. O nome vem de um certo D�mocles, que vivia na corte de Siracusa, no s�culo IV A.C. Como freq�entava o pal�cio e era amigo do rei, expressava constantemente sua inveja pelas del�cias proporcionadas pelo trono. O rei, para mostrar-lhe o pre�o que se paga pelo poder, ofereceu-lhe um requintado banquete, deixando suspensa sobre a cabe�a de D�mocles uma espada que pendia amea�adoramente do teto, presa apenas por um �nico fio delgado. Com isso, o invejoso cortesao entendeu a precariedade do poder real, e a expressao passou a simbolizar "um perigo iminente que paira sobre a vida de algu�m". Para quem � soropositivo de HIV, a amea�a de que a AIDS venha a se manifestar � uma verdadeira espada de D�mocles.

O bode expiat�rio
Na tradi�ao b�blica, esse bode fazia parte do ritual pelo qual os hebreus expiavam suas culpas diante do Senhor. Todos os anos, no Iom Quipur (o Dia do Perdao), o sacerdote simbolicamente lan�ava sobre um bode todos os pecados do povo de Israel e o soltava no deserto, a fim de que os castigos e as maldi�oes ca�ssem longe dos fi�is. Exatamente por isso a expressao hoje designa aquele inocente que � escolhido para levar a culpa do que os outros fizeram. Sempre que h� um esc�ndalo financeiro, logo aparece um pobre bode expiat�rio...

Pelo Prof. Cl�udio Moreno

18 julho 2005

Al�m do equador


Adoro a tua presen�a, seja ela como for
O teu cora�ao de menino, homem e sonhador
Que deixas comigo quando tens que ir
Para al�m do equador

Das musicas que juntos ouvimos
E dos nossos sorrisos e l�grimas
Da nossa amizade que sabe a fruta madura
E que seja assim ou do jeito que for

Que se espalhe nos mares
Nos vales e pelas montanhas
E que nos pinte de qualquer cor
Em v�rias nuances e tons

Que o eco desta nossa can�ao
Espalhe o vento em notas musicais
Que seja paixao ou que seja l� o que for
O que deixas comigo quando tens que ir
Para al�m do equador

17 julho 2005

P� de que?!...

_N�s temos alguma semente aqui em casa mae? A minha professora quer que eu leve uma semente para a escola amanha.
Claro que temos filha, temos feijao, arroz, milho... eu te mostro depois t�?

Apressada demais nao se conteve e foi correndo at� a dispensa e verificou tudo o que podia fazer brotar. Melhor dizendo, tudo o que ela imaginava fazer brotar.
L� vem a garotinha cheia de graos em busca de um copinho ou uma latinha onde pudesse plantar sua sementinha. Envolveu todas com algodao, estava tudo muito bem cuidado, bem organizadinho. Cada semente em seu lugar.

Eu estava muito ocupada naquele momento, confesso que nao dei muita importancia ao que ela estava fazendo. Mas, vez por outra podia perceber o seu interesse naquela atividade. Numa fra�ao de segundos me lembrei de quando eu era crian�a, de como era bom ter tantas fantasias. Fez-me lembrar que acreditar, ter esperan�a � uma das coisas mais gostosas do mundo.

Mas logo logo estava de volta as minhas atividades, ao meu tempo real, tinha pouco tempo e nao podia viajar nos meus pensamentos naquele momento. Voltei. Quando estava mais uma vez mecanicamente organizando certas coisas, l� vem ela outra vez.

_ Vem mae!!! Vem ver as minhas sementinhas.. Eu j� plantei!
Eu tinha que ir! As vezes sinto que podia ir mais vezes. Fui.
_ Olha s�!!! Aqui temos uma grande planta�ao! Qual sementinha � esta filhinha? Mostrei interesse.
_ Aqui eu coloquei o milho, ali est� meu p� de feijao, nesta outra latinha o de arroz e nesta o meu p� de macarrao!
_ P� de que?!...
_ De macarrao ora! Disse ela, com um jeintinho de quem nao havia entendido a minha surpresa. Estaria eu falando alguma bobagem? Senti vontade de rir.
_ P� de que?! Insisti.
_ De macarrao!
_ Filha, deixa a mamae te explicar uma coisa. Nem todos os alimentos que temos sao retirados diretamente das �rvores, o macarrao, por exemplo, nao nasce em �rvores.
_ Claro que nasce!!! Ela estava certa disso.

Achei que havia dois caminhos: um, explicava de uma vez como se fazia o macarrao ou a levaria a entender de outra maneira. Uma maneira mais divertida, ao menos para mim, que a esta altura j� fantasiava mil hist�rias.
_ Querida, quando as plantinhas come�arem a crescer, voce vai cuidar delas?
_ Vou sim, at� elas ficarem grandes.
_ E quando o p� de macarrao crescer, como vai ficar? Voce j� viu um p� de macarrao?
_Acho que nunca vi, mas deve ser parecido com os outros.
_ Eu acho que macarrao nao nasce em �rvores.
_ Ohhhhhhh mae, claro que nasce!!!!! Quer apostar?
"Quer apostar?" Ela queria apostar isso comigo?

Neste momento o que ela pedisse eu poderia dizer que sim, afinal ela ia mesmo perder aquela aposta! Era uma pena mas ela precisava fazer a grande descoberta!
_Claro! podemos apostar e o que voce quer?
_ Seis cachorros e quatro gatos! Respondeu na hora, sem pestanejar.
H� muito tempo que vinha me pedindo um bichinho, e agora queria 10 de uma s� vez?! ela sabia que pedia na hora certa, que desta vez eu nao iria poder dizer nao. Afinal, era uma aposta e ela tinha certeza que estava certa e que ganharia.
_ Combinad�ssimo! Concordei.
_Quando o p� de macarrao nascer, se nascer, iremos atr�s dos seus bichinhos. Mas, olhe bem! � voce quem vai cuidar deles viu?

15 julho 2005


Primeiro anivers�rio do Fraternidade!


O meu amigo Fernando est� organizando um jantar comemorativo de 1 ano de blog.. ele tem se dedicado muito a este encontro, infelizmente nao poderei comparecer por isso, pe�o a todos que vao que aproveitem esse momento de partilha com muita intensidade!

Fernando meu querido, desejo PARAB�NS ao FRATERNIDADE e que o jantar seja o primeiro de uma s�rie.. em um deles eu estarei!!!

Nao percam esta oportunidade.. ainda h� tempo para fazer a inscri�ao l� no Fraternidade!

11 julho 2005

perdoem-me a ausencia...

.. estou de f�rias !!

...ler, escrever, tomar sorvete, estudar, ver filmes, amigos, sorrisos, passear, abra�os, beijos, sonhos, sol, praia, desejos, musicas, vinhos, sushis, olhares, mar, fernando pessoa, ostras, saudades, telefonemas, filhos, parques, almo�o especial, amor, dan�ar, dormir, acordar tarde, livros favoritos, , arte, chocolate, poesias, cantar, msn, toques, rever amigos, com�dia, drama, tapioca, feijoada, olinda, recife antigo, bares,tolstoi, politica, tequila, torpedos, festa, fogueira, luar, massagem, carinho, reencontro, estrada, gente, dry martini, pregui�a, teatro, caipirinha, amor, neruda, baudelaire, livraria cultura, pernambucanidade, rio capibaribe, traduzir-se de luar! ...
hummmm... volto j�!

beijos

05 julho 2005

Revela�ao


Mesmo distra�da o vento traz a mim a tua presen�a
E me beija o rosto, pousa tua mao sobre a minha e me leva...
E, subitamente nao existo senao o que em n�s sobrevive
Tua voz, suavemente, me invade os ouvidos,
Em palavras de amor,
Tua boca, ansiosa, silencia na minha
Doces sabores,
Suaves lembran�as...

H� nos meus l�bios, tuas palavras
E um sentido que se cria

O vento j� agora te leva de mim
As folhas, paradas.
E uma saudade que nao quer existir
Acena-me distante
E vejo-te daqui,
Pousar tuas maos noutras maos.

H� nos meus l�bios, teu silencio
E uma certeza que se revela!

03 julho 2005

NAO QUEREMOS O TEU DINHEIRO ...
... QUEREMOS A TUA VOZ !

Que a minha voz unida a outras acrescente for�a a favor da luta contra a pobreza no Mundo.

Peti�ao Live 8 - Acrescente a sua voz tamb�m!
Po�tica (I)


De manha escure�o
De dia tardo
De tarde anoite�o
De noite ardo.
A oeste a morte
contra quem vivo
Do sul cativo
O este � meu norte.
Outros
Que contem passo por passo
Eu morro ontem
Nas�o amanha
Ando onde h� espa�o
Meu tempo
� quando...

Vinicius de Moraes