15 Novembro 2011


Coisa mais irritante.




Existe algo mais irritante do que quando acabamos de acender um cigarro e alguém começa a preleção sobre os males do cigarro?! Será que as pessoas não desconfiam que nós, fumantes, temos plena consciência dos malefícios deste vicio? Será que eles não desconfiam que nós, apesar disso, não queremos, não podemos ou não estamos preparados a parar de fumar? A maioria destas pessoas chegam até a serem mal educadas, inconvenientes. Já Repararam na manobra que o fumante tem que fazer pra conseguir fumar, em paz, até mesmo ao ar livre, mais ou menos longe de todos ou nestes lugares críticos que disponibilizam para os fumantes? Algum tratamento um bocadinho pior que isso seria quase que desumano. E nem sequer temos uma sociedade protetora dos fumantes pra nos defender, lutar pelos nossos direitos e nos garantir lugares dignos.
Um dia, talvez, o desejo de parar apareça. Seja por medo, covardia, economia ou o que quer que seja! Mas é um ato que começa dentro de cada um.
Comigo foi por medo, confesso. Dei por mim, nos cigarros da ultima carteira, com a sensação de que alguma coisa ruim estava acontecendo comigo a cada tragada. Foi estranho e forte.

14 Novembro 2011

Esta é para Salomão Litvin. 
Não havia como não pensar imediatamente em ti ao ver estas fotos!




13 Novembro 2011

Poeminha implícito




Pensa que dói e chora,
Pensa que desespera e cala,
Pensa que se importa e …
Nada.
Se distrai. Esquece e sai.




liliana miranda
13.11.2011

11 Novembro 2011

Sinto-me como uma mãe relapsa que não cuida bem de um filho.... perdoem-me, 
perdoo-me?!

03 Agosto 2011

Mudança




Mudança

Não ficaram na mudança nem o pé de sabugueiro e o cheiro dos cajás,
os passos da mãe no corredor, a noite,
o medo do papa-figo, as sombras na parede.
A casa inverte a missão domiciliar, sai da rua.
A casa agora mora no antigo habitante.

Mauro Mota

26 Julho 2011

O que há


O que há em mim é sobretudo cansaço –
Não disto nem daquilo,
Nem se quer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo.
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém.
Essas coisas todas –
Essas e o que falta nelas eternamente – :
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvidas quem ame o infinito,
Há sem dúvidas quem deseje o impossível,
Há sem dúvidas quem não queira nada –
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos
(09-10-1934)

19 Abril 2011


Recife debaixo de água


Fico só imaginando quando o inverno chegar...



09 Abril 2011

Cálculo cruel


Sessenta e seis tantas vezes nada, vazio, ninguém.
Sessenta e seis vezes planejados
Calculados, Cruel execução.
Uma mente muitas vezes doente,
Outras tantas alucinação,
Sessenta e seis disparos, uma estúpida explicação.
Sessenta e seis vezes menos doze.


Doze sorrisos calados,
Doze sonhos arrancados
Dez bailarinas, talvez
Poetas, talvez dois.


Doze mães de mãos vazias
Doze dores, doze prantos
Doze vezes doze, vezes doze
Dores, lágrimas, Solidão.


Liliana Miranda
09.04.2011

08 Abril 2011

O Brasil está de luto por...

Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos
Bianca Rocha Tavares, 13 anos
Géssica Guedes Pereira, 15 anos
Igor Moraes da Silva, 13 anos
Karine Chagas de Oliveira, 14 anos
Larissa dos Santos Atanázio, 13 anos
Laryssa Silva Martins, 13 anos
Luiza Paula da Silveira Machado, 14 anos
Mariana Rocha de Souza, 12 anos
Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
Rafael Pereira da Silva, 14 anos
Samira Pires Ribeiro, 13 anos

25 Março 2011

17 Março 2011

Soneto das Metamorfoses
Carlos Pena Filho

A Edmundo Morais

Carolina, a cansada, fez-se espera
e nunca se entregou ao mar antigo.
Não por temor ao mar, mas ao perigo
de com ela incendiar-se a primavera.
Carolina, a cansada que então era,
despiu, humildemente, as vestes pretas
e incendiou navios e corvetas
já cansada, por fim, de tanta espera.

E cinza fez-se. E teve o corpo implume
escandalosamente penetrado
de imprevistos azuis e claro lume.

Foi quando se lembrou de ser esquife:
abandonou seu corpo incendiado
e adormeceu nas brumas do Recife.

04 Março 2011

Esta chegando a hora.. venham!!!

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