31 março 2013

... é preciso morrer pra renascer!

30 março 2013

Reencontro




Fechar os olhos para ver
E voar sempre ao pisar firme no chão
Fechar portas, janelas, caminhos
Sair para permanecer em si.





liliana miranda
2013
... deixa estar que o que for pra ser vigora!

25 março 2013




... estou de volta!

12 maio 2012

Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas.

15 novembro 2011


Coisa mais irritante.




Existe algo mais irritante do que quando acabamos de acender um cigarro e alguém começa a preleção sobre os males do cigarro?! Será que as pessoas não desconfiam que nós, fumantes, temos plena consciência dos malefícios deste vicio? Será que eles não desconfiam que nós, apesar disso, não queremos, não podemos ou não estamos preparados a parar de fumar? A maioria destas pessoas chegam até a serem mal educadas, inconvenientes. Já Repararam na manobra que o fumante tem que fazer pra conseguir fumar, em paz, até mesmo ao ar livre, mais ou menos longe de todos ou nestes lugares críticos que disponibilizam para os fumantes? Algum tratamento um bocadinho pior que isso seria quase que desumano. E nem sequer temos uma sociedade protetora dos fumantes pra nos defender, lutar pelos nossos direitos e nos garantir lugares dignos.
Um dia, talvez, o desejo de parar apareça. Seja por medo, covardia, economia ou o que quer que seja! Mas é um ato que começa dentro de cada um.
Comigo foi por medo, confesso. Dei por mim, nos cigarros da ultima carteira, com a sensação de que alguma coisa ruim estava acontecendo comigo a cada tragada. Foi estranho e forte.

14 novembro 2011

Esta é para Salomão Litvin. 
Não havia como não pensar imediatamente em ti ao ver estas fotos!




13 novembro 2011

Poeminha implícito




Pensa que dói e chora,
Pensa que desespera e cala,
Pensa que se importa e …
Nada.
Se distrai. Esquece e sai.




liliana miranda
13.11.2011

11 novembro 2011

Sinto-me como uma mãe relapsa que não cuida bem de um filho.... perdoem-me, 
perdoo-me?!

03 agosto 2011

Mudança




Mudança

Não ficaram na mudança nem o pé de sabugueiro e o cheiro dos cajás,
os passos da mãe no corredor, a noite,
o medo do papa-figo, as sombras na parede.
A casa inverte a missão domiciliar, sai da rua.
A casa agora mora no antigo habitante.

Mauro Mota

26 julho 2011

O que há


O que há em mim é sobretudo cansaço –
Não disto nem daquilo,
Nem se quer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo.
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém.
Essas coisas todas –
Essas e o que falta nelas eternamente – :
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvidas quem ame o infinito,
Há sem dúvidas quem deseje o impossível,
Há sem dúvidas quem não queira nada –
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos
(09-10-1934)