14 junho 2004

FELIZ ANIVERS�RIO MEU QUERIDO AMIGO VICTOR!!!
Desejo-te toda a felicidade do mundo!!!
beijos especiais e um looongo abra�o !


O OLEIRO E O POETA

H� muito tempo, na cidade de Zahl�, ocorreu uma rixa entre um jovem poeta, de nome Fauzi, e um oleiro, chamado Nagib.

Para evitar que o tumulto se agravasse, eles foram levados a presen�a do juiz do lugarejo.

O juiz, homem �ntegro e bondoso, interrogou primeiramente o oleiro, que parecia muito exaltado.

"Disseram-me que voce foi agredido? Isso � verdade?"

"Sim, senhor juiz." - confirmou o oleiro - "fui agredido em minha pr�pria casa por este poeta. Eu estava, como de costume, trabalhando em minha oficina, quando ouvi um ru�do e a seguir um baque.

Quando fui a janela pude constatar que o poeta Fauzi havia atirado com violencia uma pedra, que partiu um dos vasos que estava a secar perto da porta.

Exijo uma indeniza�?o!" - gritava o oleiro.

O juiz voltou-se para o poeta e perguntou-lhe serenamente: "Como justifica o seu estranho proceder?"

"Senhor juiz, o caso � simples." - disse o poeta.

"H� tres dias eu passava pela frente da casa do oleiro Nagib, quando percebi que ele declamava um dos meus poemas. Notei com tristeza que os versos estavam errados. Meus poemas eram mutilados pelo oleiro.

Aproximei-me dele e ensinei-lhe a declam�-los da forma certa, o que ele fez sem grande dificuldade.

No dia seguinte, passei pelo mesmo lugar e ouvi novamente o oleiro a repetir os mesmos versos de forma errada.

Cheio de paciencia tornei a ensinar-lhe a maneira correta e pedi-lhe que nao tornasse a deturp�-los.

Hoje, finalmente, eu regressava do trabalho quando, ao passar diante da casa do oleiro, percebi que ele declamava minha poesia estropiando as rimas e mutilando vergonhosamente os versos.

Nao me contive. Apanhei uma pedra e parti com ela um de seus vasos.

Como ve, meu comportamento nada mais � do que uma repres�lia pela conduta do oleiro."

Ao ouvir as alega�oes do poeta, o juiz dirigiu-se ao oleiro e declarou: "que esse caso, Nagib, sirva de li�ao para o futuro. Procure respeitar as obras alheias a fim de que os outros artistas respeitem as suas.

Se voce equivocadamente julgava-se no direito de quebrar o verso do poeta, achou-se tamb�m o poeta egoisticamente no direito de quebrar o seu vaso."

E a senten�a foi a seguinte: "determino que o oleiro Nagib fabrique um novo vaso de linhas perfeitas e cores harmoniosas, no qual o poeta Fauzi escrever� um de seus lindos versos. Esse vaso ser� vendido em leilao e a importancia obtida pela venda dever� ser dividida em partes iguais entre ambos."

A not�cia sobre a forma inesperada como o s�bio juiz resolveu a disputa espalhou-se rapidamente.

Foram vendidos muitos vasos feitos por Nagib adornados com os versos do poeta. Em pouco tempo Nagib e Fauzi prosperaram muito. Tornaram-se amigos e cada qual passou a respeitar e a admirar o trabalho do outro.

O oleiro mostrava-se arrebatado ao ouvir os versos do poeta, enquanto o poeta encantava-se com os vasos admir�veis do oleiro.

Dedicado a um excelente e sens�vel fot�grafo que sabe a importancia e o valor de todas as obras de arte, que sabe o valor da vida e da solidariedade! Sinto-me presenteada com esta po�tica amizade!
muitos beijos

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