data atribu�da em homenagem ao poeta pernambucano Mauro Mota.
Mauro Mota (M. Ramos da M. e Albuquerque), jornalista, professor, poeta, cronista, ensa�sta e memorialista, nasceu em Recife, PE, em 16 de agosto de 1911, e faleceu na mesma cidade em 22 de novembro de 1984. Eleito em 8 de janeiro de 1970 para a Cadeira n. 26, na sucessao de Gilberto Amado, foi recebido em 27 de agosto de 1970, pelo academico Adonias Filho.
Como poeta, destaca-se por suas Elegias, publicadas em 1952. Nessa obra figura tamb�m o "Boletim sentimental da guerra do Recife", um dos seus poemas mais conhecidos. Sua poesia � de fundo simb�lico, sobre temas nordestinos, retratando dramas do cotidiano em linguagem natural e espontanea.
ELEGIA N 2
Eternizo os teus �ltimos instantes:
quero esquivar-te ao derradeiro arquejo;
quero que, aos meus ouvidos, ainda cantes
nossa can�ao de amor, quero; desejo
ter-te ao meu lado como tinha dantes.
Na fronte exausta, do outro mundo um beijo
sinto. Foz de tua alma. Bem distantes,
seus cabelos castanhos soltos vejo.
Tinha a certeza de que voltarias.
Ouviste a minha voz, e de maos frias
chegas ansiosa! (Foi tao longa a viagem!)
Que palidez na face! Inutilmente
busco abra�ar-te: Foges, que �s somente
sombra, perfume, ressonancia, imagem.
M. Mota
Fundo Musical: A dor de uma saudade - Edgard Moraes
Pernambuco falando para o mundo - Voz: Antonio N�brega
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