31 outubro 2004

� 2004 - Nelio Freitas

Ultimo trago.

Um trago. Outro, e outro.
Lembran�as...
Nao imaginei que voltaria aquele lugar. Mas, l� estava outra vez.
Subi os degraus que me traziam lembran�as... distantes.
O mesmo caf�, o mesmo vento frio de outono.
Um novo por do sol. Uma nova mulher.
Restava-me entao l� deixar o que ficou em mim.
Ultimo trago. J� frio.
Desci os degraus, um ou dois, triste. Os seguintes, leve.
Corri. Senti-me voar...

E como se imposs�vel fosse acreditar
Ouvi tua voz chamar meu nome
Era talvez o que a mim faltava sair... imaginei.
Meu nome... meu nome outra vez. Virei.
Eras mesmo tu. Com os mesmo olhos.

Quis fugir. Nao pude.
E nos aproximamos. Tocaste-me o rosto.
Nao... nao � o mesmo rosto. Nem os mesmos olhos...
Beijei tua boca. Sabia a amargo. Ao amargo do meu ultimo trago.
Seguraste forte minha mao,
Nao me deixavas partir...
Mas eu era leve, era asas...
voei!


lualil 2004

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