Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte...
será arte? (Ferreira Gullar)

31 Dezembro 2004

FELIZ ANO NOVO!

postado por lualil às 10:34 lualil@hotmail.com

27 Dezembro 2004

� 2004 - Lu�s Brites

Quando

Quando fecho os olhos,
E te vejo...
� quando nao vejo a mim
Estando distante do que me faz real,
Perdida em sonhos que se erguem e se destroem ao vento
Quando, entregue aos sons que me fazem dan�ar
E aos desejos, que fazem meu corpo arder
Quando de olhos fechados j� nao sei quem sou
Nao vejo a mim senao o que sinto
� que encontro a ti, sentindo-te em mim...
Que j� nao sei se ainda sou
lualil 2004
Fundo Musical: Even after all - Finley Quaye

postado por lualil às 19:51 lualil@hotmail.com

26 Dezembro 2004

Sabores da minha terra....


Caju


Caj�, manga, banana

postado por lualil às 19:39 lualil@hotmail.com

19 Dezembro 2004

Feliz ano inteiro de Natal em todos n�s!

Sao Francisco, em adora�ao ao Menino Jesus, no pres�pio

Tenho tentando encontrar uma maneira para desejar a todos um Feliz Natal... e tenho encontrado uma certa dificuldade. Nao para desejar algo bom como paz, sa�de, prosperidade, uniao, amizade, amor, fraternidade, sensibilidade, o que Cristo, motivo maior pela comemora�ao do Natal, nos ensinou a fazer mas, dificuldade em relacionar esta �poca do ano como "o momento" de desejar tudo isso. Penso que ao longo destes meses que tenho partilhado com voces minhas emo�oes, meus pensamentos, meus gostos, que tenho traduzido-me... � um desejar de coisas boas. � um desejar de paz ao mundo, quando aqui j� critiquei a guerra e quem as faz; um desejar do fim da fome, quando falei em crian�as abandonadas nas ruas; um desejar de amizade quando interajo com cada um que tem estado aqui comigo; um desejar de amor, quando falo das coisas que amo e que admiro... por�m isso se torna em n�s mais forte s� a esta �poca do ano. Nao quero desejar a voces agora nada do que eu j� nao tenha desejado em todos os outros momentos que partilhei a mim... Percebo que ao longo destes dias, tenho estado atenta ao nossos comportamento: sorridentes, simp�ticos, compreensivos... nao que isso me cause constrangimento, muito pelo contr�rio, mas, confesso que a mim me causa reflexoes: e tiro a meio das nossas atitudes solid�rias de Natal, uma pergunta:
_ O que custa a todos n�s, sermos assim o ano todo?!
Nao... nao quero que sintam esse meu desabafo como pessimista ou algo assim... quero que saibam que um sorriso, uma aten�ao, um carinho, sao sempre bons a qualquer �poca do ano e eu os tenho retribu�do, por�m sei que n�s podemos fazer isso a todo o tempo... � f�cil! Entao, o que agora de imediato gostaria de desejar a todos n�s, � que o "Esp�rito de Natal" permane�a em nossos cora�oes durante todo o ano e que fa�a nascer em n�s uma nova e melhor pessoa do que j� somos!
Feliz Natal e um ano novo cheio de grandes realiza�oes.

Fundo musical: Ora�ao de Sao Francisco

postado por lualil às 22:03 lualil@hotmail.com

simplesmente admirar Van Gogh...
De slaapkamer, 1888
Olieverf op doek, 72 X 90 cm
Van Gogh Museum, Amsterdam

postado por lualil às 20:23 lualil@hotmail.com

18 Dezembro 2004

O C�digo Da Vinci

Instigador e polemico...

Quase dois anos depois de sua publica�ao, em mar�o de 2003, este romance esot�rico-religioso ocupa o lugar de destaque nas prateleiras da livrarias de todo o mundo. Com mais de 17 milhoes de exemplares vendidos, "O C�digo Da Vinci" � um best-seller �nico porque ao contr�rio de tantos outros livros que a gente le e esquece rapidamente, esta obra motiva o leitor a se informar mais sobre as referencias religiosas e art�sticas do texto.
Recomendo vivamente!
Bom final de semana a todos!

postado por lualil às 13:13 lualil@hotmail.com

17 Dezembro 2004

� 2004 - Ricardo Faria

Espera-me

Tudo neste momento � correria e d�vidas...
Preciso parar... Olhar-te nos olhos e dizer:
Espera-me, pois j� agora nao posso...
Espera-me.

lualil 2004

postado por lualil às 19:52 lualil@hotmail.com

14 Dezembro 2004

Escutem na voz da Ana Carolina.
Agora, apenas escuto m�sica e deixo-me levar...

Uma Louca Tempestade
Composi�?o: Totonho Villeroy e Bebeto Alves

� 2004 - Jorge Rosa

Eu quero uma lua plena
Eu quero sentir a noite
Eu quero olhar as luzes,
que teus olhos nao me tem deixado ver
Agora eu vou viver
Eu quero sair de manha
Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento
pela pele um pensamento me far�
Uma louca tempestade

Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As �guas que me querem levar tao longe
Tao longe que me fa�am esquecer de ti
Eu quero partir de manha
Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento
pela pele um pensamento me far�
Uma louca tempestade

postado por lualil às 21:40 lualil@hotmail.com

13 Dezembro 2004

As palavras

Secretas vem, cheias de mem�ria.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as �guas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas sao de luze sao a noite.
E mesmo p�lidas
verdes para�sos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cru�is, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugenio de Andrade

postado por lualil às 22:42 lualil@hotmail.com

11 Dezembro 2004

Trilobite - � 2003 - Gon�alo Lobo Pinheiro

O sol a esta �poca j� nasce forte. Este sol invade agora o local onde escrevo, onde decidi tentar jogar de mim algumas palavras e sentimentos que por serem pesados sobre minha alma, busco al�vio. E percebo que o sol, forte ou fraco, nasce todos os dias e � o mesmo, o mesmo astro brilhante e �nico. Hoje, depois de uma noite longa, sei que junto ao mesmo sol, nasceu uma mulher diferente. Infelizmente mais desiludida e mais triste com as pessoas e com a vida. Uma mulher que por ter esperan�as, ainda luta pela sua vida e pelos seus sonhos. Mas descubro, que tamb�m outras pessoas, como eu, buscam sonhos e realiza�oes, e o que diferentemente poderia ser algo bonito, fica feio. Fica feio, porque percebo que para conseguir o que se quer, muitos nao veem outras pessoas em sua frente e atropelam a todos sem a menor considera�ao. Importante � o que lhes � importante. Nada mais! Constato tamb�m que as pessoas nao se solidarizam e nao se preocupam com as dificuldades alheias... At� mesmo dos que lhes sao mais pr�ximos. Fingem cegueira f�sica, pois sao cegos de verdade!
E tudo isso, sinto fortemente hoje, uma manha de dezembro , sol brilhante, e as v�speras do Natal, onde supostamente as pessoas ficam mais solid�rias e amorosas. Enfim, devo acreditar que nada disso � verdade e que esp�rito do Natal s� � real para quem o vive todos os dias do ano.
Curiosamente tenho acumulado nestes �ltimos anos momentos bem dif�ceis e tristes ao final do ano e tenho experimentado uma esquisita solidao ao meio de muita gente... necessito mudar isso, antes que eu seja muito diferente do que conhe�o e gosto em mim.

postado por lualil às 08:31 lualil@hotmail.com

08 Dezembro 2004

O TOM perfeito... (saudades)


WAVE

Vou te contar,
Os olhos j� nao podem ver
Coisas que s� o cora�ao pode entender
Fundamental � mesmo o amor,
� impossivel ser feliz sozinho

O resto � mar,
� tudo que nao sei contar
Sao coisas lindas,
Que eu tenho pra te dar
Fundamental � mesmo o amor,
� impossivel ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade,
Da segunda o cais e a eternidade
Agora eu j� sei,
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender,
Enquanto a noite vem nos envolver

Ant�nio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (TOM) nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25 de janeiro de 1927. Faleceu em New York, EUA, em 08 de dezembro de 1994.

postado por lualil às 21:23 lualil@hotmail.com

06 Dezembro 2004

DO VAZIO

As vezes somos possu�dos por uma sensa�ao de tristeza que nao conseguimos controlar. Nao importa o lugar onde estamos - no trabalho, junto da pessoa a quem amamos, numa festa - mas, sem qualquer explica�ao, o mundo perde seu colorido, e a vida esconde sua magia.
Nestes momentos - nos fala Karen Casey - nada melhor que olhar para dentro de n�s mesmos. Ali est� uma crian�a com medo, que nao sabe bem o que est� fazendo aqui, porque quase nao � ouvida e consultada. Vamos ser tolerantes com esta crian�a. Vamos deixar que ela tome as r�deas por quanto tempo for necess�rio, at� que sentir-se de novo amada.
Em breve, nossos olhos voltam a brilhar. E, a partir da�, se nao perdemos mais o contacto com esta crian�a, nao perderemos mais o sentido da vida.

Paulo Coelho - em Maktub

postado por lualil às 20:37 lualil@hotmail.com

02 Dezembro 2004

Espelho � 2004 - Jos� M. Oliveira Silva

Espelho
Diante do espelho,
dif�cil ver a m�scara que nos oculta.
Diante do espelho,
temos nossos rostos em carne viva,
expondo nossa alma...
lualil 2004

postado por lualil às 23:29 lualil@hotmail.com

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