10 abril 2005

Brasil do meu contentamento

por Vicktor no OFICINA das IDEIAS

Os analistas pol�ticos e econ�micos continuam a procurar, sabe-se l� com que des�gnios, denegrir as decisoes tomadas pelo governo brasileiro de Lula da Silva. Contudo, quando se procura concretizar as opinioes que esses analistas formulam, surgem as incoerencias de discurso mal preparado.
Recentemente, o governo de Lula da Silva, atrav�s da interven�ao do Ministro da Fazenda, Ant�nio Palocci, nao renovou o acordo com o Fundo Monet�rio Internacional (FMI), mantendo at� 2007 relacionamento institucional, visto ser nesta data que se concretiza o pagamento total da d�vida do Brasil.
Mantendo-se o aperto fiscal e as metas da infla�ao, os analistas econ�micos questionaram maliciosamente _Entao o que mudou pelo facto de se livrar do FMI?. Contudo, neste momento a d�vida sobrante do Brasil ao FMI j� est� totalmente coberta pelas reservas do Banco Central em d�lares, ap�s a opera�ao de compra em leilao por parte deste de cerca de 13 bilhoes de d�lares.
O que � ineg�vel e todos os analistas o reconhecem � que nos �ltimos dois anos a economia brasileira tornou-se muito menos vulner�vel a conjuntura externa. Todos os indicadores apontam para um gigantesco superavit nas contas p�blicas brasileiras.
Como sabemos o Fundo Monet�rio Internacional, mais do que um instrumento de apoio aos pa�ses em dificuldade de desenvolvimento � uma importante ferramenta de estrat�gia do controlo pol�tico e econ�mico por parte dos Estados Unidos ao seu modelo estrutural, sendo pesada para esses objectivos a sa�da do Brasil, hoje considerado um pa�s incontorn�vel relativamente ao desenvolvimento da Am�rica do Sul e do Mundo.
Numa altura em que no seio das Na�oes Unidas se coloca a hip�tese de o Brasil passar a fazer parte do Conselho de Seguran�a como membro permanente, o Brasil �, como escreve Ant�nio Mega Ferreira, "...um dos poucos pa�ses que pode falar de igual para igual com a administra�ao norte americana... e essa � uma boa not�cia para o Mundo. "

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