Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte...
será arte? (Ferreira Gullar)

31 Março 2005

Ah! A verdade!
Que palavra tao revolucion�ria...


�Pravda�!

Final de mar�o. Quarta-feira. 22:00h. Daqui vejo a lua j� minguando e lembro que semana passada ela nasceu cheia e linda! J� deitada a espera que o sono me fizesse adormecer algumas lembran�as que o dia insistia em me recordar, senti faltar-me alguma coisa. H� dias assim, que sabemos que algo nos falta e secretamente nos chama. Deixei-me ir... e encontrei-te! Eras tu, meu amigo, que chegavas... e nao vieste s�, junto a ti a poesia do Ary dos Santos, fabulosa, e a melodia, hipn�tica, do Carlos do Carmo. Pude at� ouvir-te cantar tamb�m!
Lembrei, certamente, das poucas horas que olhamo-nos e partilhamos momentos al�m de um caf� e torradas deliciosas neste para�so chamado Algarve. Isso faz tempo... mas, mantivemos sempre um contato recheado de emo�oes, de sonhos e de desejos por uma vida melhor e mais justa.
E em muitos desses momentos de partilha a distancia fui compreendendo porque sempre senti a falta de olhar os teus olhos outra vez e de sentir mais perto a for�a e beleza que carregas contigo na alma. Dizer-te isso � pouco. Gosto de ti e pronto! E... nao posso deixar de dividir essa nossa nova partilha com todos. Permita-me!
Este � o meu amigo Carlos Mesquita, Jornalista, Fot�grafo, Ex militante do PCP, militante do Bloco de Esquerda e alma enorrrrme!

Obrigada!
Beijo-te... com saudades!

Estrela da tarde

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia.
Eu esperava por ti, tu nao vinhas, tardavas, e eu entardecia.
Era tarde, tao tarde, que a boca tardando no beijo mordia
Quando a boca da noite, surgiste na tarde tal rosa tardia.
Quando n�s nos olh�mos tard�mos no beijo que a boca pedia
E na tarde fic�mos unidos ardendo na luz que morria,
Em n�s dois nessa tarde em que tanto tardaste o Sol amanhecia
Era tarde demais para haver outra noite, para haver outro dia.

Meu amor, meu amor, minha Estrela da Tarde
Que o luar te amanhe�a e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor, eu nao tenho a certeza se tu �s a alegria ou se �s a tristeza
Meu amor, meu amor, eu nao tenho a certeza...

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram.
Dos nocturnos silencios que a noite de aromas e beijos se encheram.
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados nao adormeceram,
Na estrada mais linda da noite, uma festa de fogo fizeram.
Foram noites e noites que numa s� noite nos aconteceram.
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam.
Era a noite mais clara daqueles que a noite amando se deram
Entre os bra�os da noite, de tanto se amarem, vivendo morreram.

Meu amor, meu amor, minha Estrela da Tarde
Que o luar te amanhe�a e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor, eu nao tenho a certeza se tu �s a alegria ou se �s a tristeza
Meu amor, meu amor, eu nao tenho a certeza...

Eu nao sei meu amor se o que digo � ternura, se � riso, se � pranto.
� por ti que adorme�o e acordo e acordado recordo no canto,
Essa tarde em que tarde surgiste num triste e profundo recanto
Nessa noite em cedo nasceste despida de m�goa e de espanto.
Meu amor, nunca � tarde nem cedo, para quem se quer tanto.

Jos� Carlos Ary dos Santos

postado por lualil às 19:40 lualil@hotmail.com

30 Março 2005

Vem...
leva-me contigo em teus passos



Vem meu amor
Dan�a comigo esta m�sica
Desliza teus bra�os em minhas costas
E sussurra-me palavras de amor

Vem meu amor
Leva-me contigo em teus passos
E com teu abra�o
Pinta-me com a tua cor

Agora, deixa que a tua boca
Sedenta, encontre a minha
E misturem nosso doce sabor

Aperta-me contra ti
Encaixa-te em mim
Agora que somos s� amor

postado por lualil às 15:34 lualil@hotmail.com

29 Março 2005

Ser Poeta

Poeta: 1. Aquele que escreve e se consagra a poesia. 2.Fam. Pessoa sens�vel, de imagina�ao inspirada ou sonhadora.

Poesia: Arte de criar imagens, de sugerir emo�oes por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados. 2. Composi�ao po�tica de pouca extensao. 3. Genero po�tico. 4. Fig. Car�ter do que emociona, toca a sensibilidade.

Poema: 1. Obra em verso ou nao, em que h� poesia. 2. Composi�ao po�tica de certa extensao, com enredo.

Prosa: O modo natural de falar ou escrever, por oposi�ao a verso. 2. Aquilo que � vulgar, positivo ou material. 3. Ast�cia, l�bia.
(Aur�lio Buarque de Holanda Ferreira � Editora Nova Fronteira)

Nunca relacionei a palavra �poeta� com a forma escrita da poesia. Poesia � para mim uma forma po�tica contida em diversos formatos de textos e �Poeta�, quem dessa forma sente e escreve.
A poesia nasce do poeta, ele nao elabora, est� nele, ele sente e vive. Poetas nao criam personagens, hist�rias. Os personagens e as est�rias sao a sua vida, seu sentir, seu amor, sua ang�stia, sua raiva, seu encanto e desencanto, sua tristeza, alegria e esperan�a.

Eu vi a chuva que caiu, nao a criei. E eu senti o cheiro que ela trouxe e as lembran�as que vieram com ela assim como os desejos que em mim provocou!
�Quando a chuva caiu
Fez-me um convite
Retirei toda a roupa
Que me cobria a pele
E entreguei-me
Corpo e alma!�

Eu nao vi a chuva que caiu, mas lembrei de tantas outras que vi, senti e pensei nas que ainda vou sentir molhar a pele, lavar minha alma. Mas, senti o cheiro que ela trouxe junto com tantas lembran�as, assim como os desejos que em mim provocou!
�Nao me importava se l� fora ca�a uma chuva muito forte. Eu precisava sair. Correr. Esquecer. Chorar. E as minhas l�grimas seriam tamb�m pingos de chuva. Eu seria inteira um chuva vertida em l�grimas.�

Eu amei algu�m... e do meu amor nasceu poeticamente, magicamente todos os nossos encontros, os nossos olhares, os nossos desejos... poeticamente, com ou sem versos, fizemos amor muitas vezes como quem faz poesia, poemas. Fui poeta. Sou poeta, sem versos, sem rimas, sem sonetos... Sou poeta porque sinto a beleza, sinto-a como parte de mim e as vezes desenho sensa�oes em letras.

Ser Poeta

Ser poeta � ser mais alto, � ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
� ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aqu�m e de Al�m Dor!

� ter de mil desejos o esplendor
E nao saber sequer que se deseja!
� ter c� dentro um astro que flameja,
� ter garras e asas de condor!

� ter fome, � ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
� condensar o mundo num s� grito!

E � amar-te, assim perdidamente...
� seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente

Florbela Espanca

postado por lualil às 10:46 lualil@hotmail.com

28 Março 2005

DEDU�AO

Nao acabarao com o amor,
nem as rusgas,
nem a dist�ncia.
Est� provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e fa�o o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

Maiak�visky

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27 Março 2005

Nova esperan�a...
Novo horizonte!


Ahhh.. nada melhor que uns dias de folga!
Um pouco de mar, algumas cervejinhas, boas companhias, bons papos e at� mesmo um pouco de solidao para pensar na vida! H� horas que se tem que fazer mesmo uma parada e colocar de volta o barco no rumo... vamo-nos deixando a deriva na corrida do dia a dia.
Criamos ilusoes, sonhamos sonhos imposs�veis e tudo isso � mesmo culpa dessa vida louca que toda a gente tem tido!
Percebo que nos fragilizamos muitas vezes, e como conseq�encia disso acreditamos em tudo o que nos mostram ou nao acreditamos em nada! Desequil�brio total.
Por isso parei. Sa�. Desopilei. E em meio a isso, algumas constata�oes... algumas que eu daria a minha vida para que nao fosse verdade! Mas a verdade � firme e persistente e mesmo que nos custe ela aparece cedo ou tarde.
E como a vida nao � s� feita de desiluoes e perdas... ganhei tantas outras coisas boas. Nova esperan�a, novo horizonte.
E contemplo o mar que tanto me compreende e fascina e ofere�o-lhe minhas recentes l�grimas e o meu mais novo sorriso!
Um grande mergulho acontece. O equil�brio se inicia!
E vi, maravilhada, o mais lindo nascer da lua... cheia, plena. Lua de outono.
E como estamos no per�odo de ressurrei�ao, aproveitei para renascer tamb�m. Para isso morri um pouco. � a lei da vida!
Mas, sinto-me aliviada e quase feliz!

postado por lualil às 17:48 lualil@hotmail.com

24 Março 2005

Um dia

Nao consigo prender minha alma
Nao consigo conter minhas sensa�oes
Por isso, escrevo!

Nao consigo guardar o grito dos meus dedos
Nao detenho o impulso das minhas maos
Por isso, escrevo!

Nao consigo cegar meus olhos
Nao consigo calar minha boca
Por isso escrevo!

E guardo todas as palavras que sao minhas
Para quando um dia as quiseres ler...

mar�o 2005

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23 Março 2005

Um conto

Digitei minhas �ltimas corre�oes. Anexei as fotos, reconhe�o sem mod�stia, ficaram �timas, amanha ter�amos uma boa mat�ria no jornal. Ainda me faltava escrever um conto que pensava em mandar para um concurso liter�rio. Daria uma pausa agora. Levantei, tomei um caf�, acendi um cigarro e fui at� a janela... esta tarde ainda nao havia chegado l� pra ver a paisagem e mesmo que contra a vontade de todos, aberto um pouco a janela pra sentir o vento. Sentia-me aliviado e em bom estado. Nenhum �protestador� de plantao nao me conseguiria chatear. O sol estava quase se pondo... fant�stica visao e o ar ainda estava morno... Quando vi Clara. Clara � linda, nunca vi um olhar tao m�gico, gostava de ouvi-la falar, contar suas hist�rias, adorava o sorriso de clara. Quis gritar! Gritei:
_ Clara! Clara!
Ela andava mais r�pido que o costume... nao olhava para os lados e para o alto como sempre, estava com pressa, estava diferente. Ela nao me ouvia... entao corri, o elevador estava dois andares acima, nao esperei, desci a escada... e quando j� estava embaixo, vi uma pontinha de clara desaparecendo... nao podia mais correr, nao ag�entava. Sa� andando, fui tentar chegar at� ela. Certamente eu nao ia conseguir, pouco me importava, mesmo assim eu tentaria.
Alguns minutos depois cheguei no ponto onde vi Clara sumir... olhei para os lados em busca dela, e nada! Pensei: Eu sabia... entao resolvi continuar andando, iria olhar o mar, ouvir suas ondas... Valia a pena mesmo sem Clara. Quando cheguei perto do p�er... havia algu�m sentado, tinha os cabelos ao vento mas, estava tao quieta, nao se movia.. Mas era ela. Continuei. Ao lado dela pude perceber que ela olhava fixamente o horizonte, estava triste... eu sentia. Sentei-me a seu lado. Ficamos assim alguns instantes at� que peguei sua mao e Clara parecia enfim sair do transe e me olhou. Tinha l�grimas nos olhos. Abra�ou-me, senti que tremia. Fiquei colado nela sem dizer uma palavra, sem ouvir nada al�m de um pequeno solu�o, que aos poucos foi ficando menor. Ela me olhou outra vez, mais uma l�grima caiu e por fim ela me disse:
_Vamos nadar?
Sorri.
_Voce sempre me surpreende, nao imaginava ouvir isso agora.
_ Mas imaginava ouvir que tenho minha alma doendo... quero faze-la parar de sofrer...
Vi agora um leve sorriso nos olhos de clara. Ela se levantou.
_ Entao... Nao vem?! Vou pular...
Pulou.
Ainda nao sabia se queria nadar... mas algo decidiu por mim. Pulei.
Cheguei perto e perguntei.
_ Que dor sente sua alma?
_Sente a dor de ter um corpo menor que ela... dor de querer voar e nao poder me levar sempre junto.
_Clara...
Ela nao me deixou continuar e disse:
_Cola teu corpo ao meu...
Abracei Clara sem falar mais nada, nem queria... nao precisava ouvir mais nada, nem queria... J� tinha uma bela can�ao que tocava dentro de mim e que ecoava sobre n�s. Havia encanto. Havia um conto.

postado por lualil às 15:56 lualil@hotmail.com

20 Março 2005

Quando o vento tocou minha pele


Senti o vento em meu rosto e senti vida em mim
Senti vontade de usar minhas asas
Na verdade eu as usei
E voei, voei...
Em lugares m�gicos
Paisagens �nicas
E brinquei com o vento
Fiz c�cegas, dei meia volta ao ar...
E ri, como quem ama
Como quem sonha
Como quem voa...
E pulei sobre nuvens de algodao
E me deixei repousar
E me deixei envolver em mim
Em meus olhares, desejos
E sonhos...
Quando o vento tocou minha pele
E dan�ou com minha alma.

postado por lualil às 14:57 lualil@hotmail.com

18 Março 2005

A quem dedicaria este poema senao a ti?!


"Tu eras tamb�m uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida p�s-te ali.
A princ�pio nao te vi: nao soube
que ias comigo,
at� que as tuas ra�zes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo."

Pablo Neruda

postado por lualil às 20:50 lualil@hotmail.com

17 Março 2005

Poema que nos toca a alma...

Este poema encontrei no TheOldMan e publico aqui com a devida autoriza�ao.
Old.. fiquei magicamente envolvida por estas palavras...


obrigada!!


Sabes que ou�o
o rio que corre dentro de ti?

Sabes que o sinto correr?

E o estremecer da tua pele
ainda de encontro a mim
a provocar-me
um t�rrido arrepio

S� nao sei explicar
porque �s vezes sinto
que sentes tamb�m tudo isto�

Sabes?...

postado por lualil às 19:04 lualil@hotmail.com

16 Março 2005

Abandono


Para compreender o abandono, abandonei-me a mim... e em busca das minhas horas vazias muitas palavras j� soltas ca�am.. outras, ainda presas a pele sangram quando as retiro uma a uma.. e percebo que a ausencia d�i-me, que arrancar-te d�i-me...
D�i o tempo que passa em silencio... E sou eu que me sinto mo�da.
Essa � a minha dor...
Essa dor que nao quero ter.

Reinvento as palavras
reconstruo a minha pele...
e tomo-me de volta
e sou eu.. outra vez,
inteira!
E � assim que para al�m de parecer,
sou mais feliz.

postado por lualil às 13:54 lualil@hotmail.com

13 Março 2005

OUSADIA - Parte I I
Eugenio e eu...


Deixa-me poeta.. mais uma vez te admirar, beber tuas palavras e a elas me entregar, imaginando um sonho onde juntas renascem ao som de um canto �nico.
O canto da alma.
Deixa-me ousar...


Se tu a palavra

1.
Se tu a palavra
Branca rosa brava

2.
S� o desejo � animal

3.
Poupar o cora�ao
� permitir a morte
Coroar-se de alegria

4.
Morre
De ter ousado
Na �gua amar o fogo

5.
Beber-te a sede e partir
- eu sou de tao longe.

6.
Da chama a espada
O caminho � solit�rio.

7.
Que me quereis
Se me nao dais
O que � tao meu?

Eugenio de Andrade
..........................................................................................................
Se tu a a�ao

1.
Se tu a a�ao
Vermelha, forte e pac�fica

2.
S� o desejo � transformador!

3.
Esquecer o cora�ao
Sem batidas
� deixar-se a morte

4.
Vive
De ousar
amar opostos

5.
Beber-te a sede e partir
- �s de tao longe.

6.
De mim a ti
O caminho solid�rio.

7.
Por que nao me pedes
Se me d�s
O que � tao teu?

Eu
..............................................................................................................
Obs. Considerar os acentos circunflexos nos "se", tils e algumas crases pelo meio da leitura..
este template ainda vai um dia me colocar em apuros!

postado por lualil às 19:37 lualil@hotmail.com

T�tulo? T�tulo? T�tulo? T�tulo? T�tulo?


Preferiste assim...
Mas a tua ausencia me machuca
E tento desesperadamente ficar em silencio
Amorda�o-me,
Para nao gritar teu nome.
Amarro-me,
Para nao te tocar o rosto, o corpo,
A alma...
Cego meus olhos para nao ver-te,
Mas eles s� veem a ti.
E � a ti quero, que chamo...
� a ti que amo.
E choro... baixinho
A espera que minhas maos livres
Percorram teu corpo,
A espera que minha voz grite o meu amor
E que outra vez tuas maos aque�am meu corpo
Que agora tem frio,
A espera que o teu amor seja tao grande como o meu.

postado por lualil às 14:31 lualil@hotmail.com

11 Março 2005

OUSADIA - Parte I
Eugenio e eu...


Deixa-me poeta.. mais uma vez te admirar, beber tuas palavras e a elas me entregar, imaginando um sonho onde juntas renascem ao som de um canto �nico.
O canto da alma.
Deixa-me ousar...

A boca,

Onde o fogo
De um verao
Muito antigo

Cintila,

(que pode uma boca
Esperar
Senao outra boca?)

Espera o ardor
Do vento
Para ser ave,

E cantar.

Eugenio de Andrade
..................................................................................

Os olhos,

Curiosos
Que buscam Esta�oes
De todos os mundos

Os olhos esperam,

(que podem meus olhos
Desejarem
Senao os teus olhos no meu olhar?)

Esperam em imenso horizonte
Desvendar os mist�rios
Das tuas palavras,

E me encontrar
Eu
....................................................................................

postado por lualil às 19:24 lualil@hotmail.com

10 Março 2005



A madrugada trouxe-me um vento frio...
... e ainda arde em meu corpo o calor das tuas maos.

postado por lualil às 23:12 lualil@hotmail.com

Certa vez assisti a um filme que me deixou mesmo muito encantada... chamava-se Colcha de Retalhos!
Eram trechos(retalhos) de vidas de algumas mulheres que elas contavam/reviviam enquanto teciam colchas em um encontro tradicional em fam�lia.
Lembro-me da beleza, da poesia e dos dramas de cada uma daquelas est�rias.. tao nossas est�rias.

Aqui, deparo-me com outra Colcha de Retalhos poeticamente contando est�rias... falando de beleza , de vida, de arte, de sentimentos, sofrimentos tamb�m.. � assim o Blogue da Lela que mais uma vez surpreende e faz um imenso carinho na minha alma ... partilho com voces!

Lela, obrigada e parab�ns pela delicadeza dos teus �retalhos"!

Colcha de Retalhos

Rodin, La danaide

Aqui

Toca-me com teus dedos a minha alma
E com teus olhos minha pele

Sonha-me com tua vida
E respira-me em teus sonhos

Leva-me em pensamentos
E traz-me aqui...

Onde tenho a ti.

lualil

"No primeiro momento, puro deslumbre. Os meus olhos passearam pelo Traduzir-se... completamente embriagados por todas as possibilidades que os links apontavam. Antes mesmo de ler o que Lualil escrevia, entendi que ali havia algu�m que respirava cultura, ARTE, vida em toda a sua plenitude. Foi o suficiente para que eu sentisse vontade de ve-la traduzida. Eu que vinha de uma viagem buscando porto, encontrei repouso e alimento! Lualil se revela em versos, prosas, contos e cronicas. Mostra-se e se posiciona diante das agruras do mundo �real�. Passeio por l� sempre disponibilizando tempo porque nunca sei o que est� sendo servido, mas sei que vou gostar.
J� revelei a voces que a Poesia � o que mais me encanta. Gosto do que dito de uma forma a priori simples traz em si toda a intensidade e complexidade do Ser, da alma. Isto leio em Lualil. E gosto!
Lualil, traduzindo-me aqui, entrego-lhe meu carinho num bju no cora�ao!
A todos voces, amigos, bju, bju, bju no cora�ao!

M�sica: Flor da pele (Zeca Baleiro) Int�rprete: Zeca Baleiro "

postado por lualil às 18:53 lualil@hotmail.com

09 Março 2005

H� sempre algu�m que nos diz: Tem cuidado!
E depois que arrebentemos a cabe�a contra a parede...
Aparece-nos e nos faz rir de verdade.. ou da verdade!
Nem que sejam apenas simples e boas risadas!



Ainda tonta viro-me
� a ti que vejo
Parece que me acompanhas sem que eu te perceba
E quando j� ensaiava uma l�grima
Vens e me entrega o teu sorriso
Faz-me sorrir...
Em gargalhadas e loucuras faladas.

Leva-me outra vez ao nosso passeio
E agora que j� estamos leves outra vez
Voamos sobre o nosso rio
Voamos por entre o sono e o sonho!

postado por lualil às 23:05 lualil@hotmail.com

A Paixao


Levanto a custo os olhos da p�gina;
ardem;
ardem cegos de tanta neve.
Faz d� esta paixao pelo silencio,
pelo sussurro do silencio,
pelo ardor
do silencio que s� os dedos adivinham.
Cegos, tamb�m.

Eugenio de Andrade

postado por lualil às 10:43 lualil@hotmail.com

08 Março 2005

Tradu�oes

Hoje faz tres meses que coloquei aqui o Site Meter...
At� este momento estao computados, 4.039 visitas!
Agrade�o as visitas e as tradu�oes que aqui deixaram...
Esta casa � nossa!
Obrigada!

postado por lualil às 19:32 lualil@hotmail.com

Mulheres
Avan�os e busca por novas conquistas!!

A mulher avan�ou muito, conquistou um espa�o grande no mercado de trabalho nas �ltimas d�cadas. De 1970 para 2000, no Brasil, a mulher passou de 18% para 44% a participa�ao na popula�ao economicamente ativa, ou seja, as pessoas que estao trabalhando ou procurando emprego.

Em 1970, as mulheres ganhavam apenas 40% do que ganhavam os homens nos pa�s. Hoje j� ganham 70%. Este aumento � bom, mas a diferen�a ainda � inaceit�vel - at� porque as mulheres no Brasil, nas �ltimas d�cadas, melhoraram mais fortemente os indicadores educacionais.

A mulher brasileira fica mais tempo na escola, � maioria nas universidades, nos mestrados e nos doutorados. Um dos dados mais estranhos, de um estudo do Ipea, � que o diferencial de sal�rios aumenta quando maior for o n�vel educacional.

No grupo que tem entre zero a tres anos de estudo, a mulher ganha por hora 74% do que ganha o homem. De 15 a 17 anos de estudo, ela ganha apenas 56% do que ele ganha. A explica�ao: as mulheres tem sido barradas na ascensao aos melhores postos de todas as carreiras.

A questao da mulher � complexa, tem v�rias dimensoes e muitas urgencias. Meninas sao vitima de explora�ao sexual; mulheres sao v�tima de violencia dom�stica. No mundo mu�ulmano, sao mortas as vezes por seus pr�prios irmaos e pais quando tentam tomar decisao de forma independente. Na �frica, sao mutiladas.

Ainda h� muito o que lutar no dia 8 de mar�o e em todos os dias do ano para que as mulheres conquistem todos os direitos, principalmente a igualdade.

fonte: Globo

postado por lualil às 11:36 lualil@hotmail.com

07 Março 2005

S.I.L.E.N.C.I.O

Sinto na tua ausencia
Impregnada de ti, chamar-me
Levemente transporto-me e
Entre o som e o silencio
Nas doces lembran�as de n�s dois
Corro ao teu encontro.
Inef�vel sensa�ao esta que...
Outra vez, faz-me sonhar!

lualil

postado por lualil às 22:36 lualil@hotmail.com

06 Março 2005

Um pouco de ti...

Olho para ti... meus dedos tocam teus l�bios e neste segundo sao s� os teus l�bios que quero.
Nao me fale palavras. Elas se vao...
Quero teus beijos e quero me deixar perder em ti...
Quero que deixes em mim um pouco de ti.
Quero lembrar do sabor que eles tem e guard�-los sempre numa lembran�a terna e serena.

postado por lualil às 20:20 lualil@hotmail.com

Ainda tenho sono(sonho)

Deitei-me muito tarde, o sono(sonho) nao me vinha e fiquei a ver e a falar com as estrelas no c�u. Esqueci a janela aberta, talvez tenha sa�do para um passeio na madrugada e pela janela aberta o sol entrou mais cedo e tocando minha pele me fez levantar mais cedo mesmo sabendo que fui dormir muito tarde. � domingo, pensei eu. Quero e preciso dormir... mas, ele insistia:
_Vem, vem! Levanta! Vem reparar que de fato o dia nasceu! Ontem nao existe mais! Hoje � um novo dia!
Insisti. _Eu sei.. sei que nasceu o dia mas, eu preciso dormir! Nao adiantou nada meus pedidos. Tive mesmo que levantar e ir sa�d�-lo.
_Bom dia sol! Est�s especialmente brilhante? O que tens?
_Tenho uma missao!
_ Missao?!
Ele continuou:
_ Hoje havia duas possibilidades: Ou eu vinha forte e brilhante ou deixava que a chuva viesse no meu lugar. Hoje a chuva seria l�grima... talvez as tuas, talvez as de outro, ou de muitos! Mas, TU... Tu escolheste o sol!
_ Eu?
_ Nao lembras? Fez uma cara de espanto.
Claro que nao lembrava de nada disso. Humm... acho que j� entendi. Estou sonhando... e na verdade ainda nao acordei! Isso � bom, pois preciso mesmo de descansar, dormir melhor, nao levar essa conversa adiante, afinal os sonhos nao tem seq�encia l�gica, nao tem sequer l�gica mesmo. Virei, continuei andando em dire�ao ao meu quarto. Onde estava a minha cama?! Precisava ach�-la o mais r�pido poss�vel!
_ Vais fugir? Uma voz forte e decidida.
_ Han? Fugir? Quem? Olha, est�s me deixando confusa. Tudo o que preciso � dormir. Apenas dormir!
_Nao. Tudo o que voce precisa � sonhar.. e � por isso que estou aqui!
Percebi que ele estava decidido, nao ia mudar seus planos. Ou... meus?!
Disse-lhe:
_ ... Mas tens que me prometer que s� serao bons sonhos!
Acho que j� agora nos entendemos. Nao volto mais para a cama por enquanto.
Preciso de um caf� bem forte!

lualil
mar�o - 2005

postado por lualil às 08:39 lualil@hotmail.com

05 Março 2005

roubado do poetry Caf�

(Nossas) Maos

Deito-me e sinto a ti
Tua boca na minha boca
Teus beijos em meus olhos
Seios, ventre, pernas...
Posso sentir teu cheiro
Teu desejo � o meu desejo
E minhas maos, agora tuas,
Buscam-te... buscam-me
Desvendam-nos.
Para al�m da nossa alma.

lualil 03/2005

postado por lualil às 10:33 lualil@hotmail.com

02 Março 2005

Gramaticamente

H� no silencio o som das palavras
Todas...
Monoss�labas, poliss�labas
H� no silencio, conjuga�oes.
Pret�rito, futuro
Interjei�oes e exclama�oes
H� no silencio o som das respostas
Simples, compostas
H� no silencio a lucidez
Racionalidade.
Nacionalidade,
H� no silencio a insensatez
Da loucura
Dos sonhos...
H� no silencio algo de mim
Como um eco... tonico
Algo de ti, �tono
H� no silencio, prefixos
sonoros
De n�s.

lualil
mar�o/2005

postado por lualil às 19:37 lualil@hotmail.com

01 Março 2005

Transgenicos e c�lulas-tronco
Nova batalha no Congresso Brasileiro

Um controvertido projeto volta a pauta, hoje, na Camara dos Deputados. Os parlamentares devem votar hoje a nova Lei de Biosseguran�a - que trata da pesquisa com c�lulas-tronco e dos alimentos transgenicos.

Sobre os transgenicos, j� nao h� tanta controv�rsia. O pr�prio governo editou, no fim do ano passado, uma medida provis�ria autorizando o plantio para esta safra.

Mas o uso de c�lulas-tronco desperta muita discussao. De um lado, estao os pacientes que veem uma esperan�a de cura para doen�as graves. De outro, setores e parlamentares ligados a igreja, que nao aceitam esses estudos.

As pesquisas com c�lulas-tronco vao revolucionar a medicina e as t�cnicas de transplante, al�m de salvar vidas.

Al�m de Parkinson e Alzheimer, h� milhares de jovens e crian�as portadoras de in�meras doen�as degenerativas, que podem ter suas vidas salvas com o avan�o dessa tecnologia no futuro assim como jovens e adultos que perderam a capacidade de andar ou de mover todos os membros por acidentes ou por lesoes da medula.

� importante que os deputados entendam a importancia dessas pesquisas para o nosso pa�s e para milhares de pessoas que vao poder se beneficiar dessa tecnologia e aprovem a lei de biosseguran�a.

E quanto mais r�pido isso for aprovado, mais r�pido a gente vai poder aplicar na pr�tica.Temos pressa!

Quanto a Igreja... bem, melhor mesmo ficar em questoes mais urgentes e importantes!

postado por lualil às 13:00 lualil@hotmail.com

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