10 junho 2010

Beleza
Ao meu filho Diogo, que muito admiro!

Era uma noite tranquila, nao muito quente em 10 de Junho do ano de 1989. Era por volta das 22h00 quando senti uma dor forte na barriga. Não havia dúvida, havia chegado a hora. Era de fato uma dor forte mas como a minha mãe ja me havia explicado que estas primeiras dores eram as mais fracas então, me preparei para as últimas. Eu tinha que ser forte. Fiz tudo como ela havia me deixado explicado antes de partir. Liguei pro médico, tomei um longo e relaxante banho, ouvi musicas clássicas, as mesmas que ouvi a gravidez inteira e me mantive em pé, caminhando, o máximo de tempo possível, para que ajudasse na descida do bebê com dizia minha mãe. Mas as dores que se seguiram eram intercaladas por um curto espaço de tempo e comecei a achar que alguma coisa não estava dentro do previsto, ou dentro do que eu acreditava que ia acontecer.
Tive que sair correndo pra maternidade pois percebi que o tempo entre a primeira dor e o nascimento do meu primeiro filho ia ser muito mais curto do que imaginava. Não tinha errado. Ao chegar lá tive a bolsa estourada, as contrações aumentadas e o intervalo entre elas diminuído. Era a hora e para que tudo continuasse bem tive que tomar a vez da gestante que ja estava na sala de parto. Ela podia esperar mais que eu, afirmou o médico.
A sala de parto tinha, como todo o hospital, apenas uma semana de inaugurada e os médicos e enfermeiros ainda estava se adaptando aos equipamentos o que nos causou alguns detalhes daqueles que hoje a gente morre de rir ao lembrar como o fato de não conseguirem mexer na maca para a realização de um parto normal. Passados os ajustes, depois de apenas 4 horas de trabalho de parto, desde a primeira dor na barriga, contrariando as 12 horas de costume, ouvi o chorinho de quem esperei ansiosamente. Era Diogo, pequeno, magrinho, enrugadinho, com uma boquinha extremamente vermelha e com cara de quem diz: Cheguei!! Esta, foi a primeira grande emoção da minha vida e certamente jamais vou esquecer sequer um único detalhe.
Hoje, 21 anos depois, aquela boquinha vermelha deu lugar a lábios carnudos e rosados, os olhos acompanhados de óculos, com olhar intelectual, cabelos mais cacheados e um corpo magro, esbelto e bonito, extremamente bonito.
Um homem bonito por dentro e por fora.
Bonito quando defende seu ponto de vista com convicção, embora nem sempre use da delicadeza necessária em uma discussão, mas certamente isso faz parte da formação da sua personalidade.
Bonito quando defende os direitos de pessoas, de ideais, de ambientes. Bonito quando se solidariza com o sofrimento de outros.
Bonito quando sorri com essa cara de menino e pula na cama em busca do meu carinho.
Bonito como eu o vejo sempre, porque foi assim que sempre quis que ele fosse: Bonito. Porque a beleza é completa, ela traz consigo delicadeza, sinceridade, honestidade, firmeza, alegria, uma certa melancolia, poesia, cores, vento, movimento e uma infindade de coisas necessárias à felicidade.
Eu o verei sempre assim: Bonito. Porque tudo isso sonhei um dia poder ensinar a ele. Porque o amor de mãe não tem medida e mesmo com a minha eterna limitação eu acredito na nossa beleza!
Feliz aniversário filho, que continues a tua busca pelas coisas que tu acreditas. Que elas sejam sempre justas, honestas, equilibradas e bonitas!
Quanto a mim, estarei sempre ao teu lado te amando!


Beijos,
Liliana Miranda

10 de junho de 2010

3 comentários:

Salomão disse...

também estarei ao lado de ambos
bijos

Dedinhos Nervosos disse...

Lil! Que texto lindo! Lembro de quando vc falava dele, bem pirralinho. Me senti idosa agora! ahaha

Parabéns pra ele e pra vc, que sempre foi uma mãe fantástica.

Beijos!

lualil disse...

Shlo,
.. Assim seja!!!
beijossss

Annocas,
Menina, o tempo passa né?! Mas a recompensa que temos disso tudo é que nos sentimos melhor a cada dia.
Obrigada pelo carinho.
Noticias do livro? estou aguardando ansiosa por esta leitura viu?!
beijokas