30 novembro 2004

Equil�brio
(paixao e razao)

� 2004 - Lu�s Barros

Na balan�a estao a razao e a paixao
Eles se olham.. descobrem-se
Testam entre eles suas partes iguais.
Descobrindo afinidade a razao pula sobre a paixao e ela afunda..
A razao pesa demais sobre os ombros da paixao.
Desequil�brio, desgaste, desordem, caos...
Reagindo a desordem e ao desequil�brio, a paixao ergue-se,
Tao s�bita e firme que a razao fica ao seu lado, pequena... t�mida
An�lise.

Sentindo-se desorientada, com pensamentos estranhos,
Perturbada,
A razao pensa sem nexo, sem l�gica ..
An�lise.

E se por momentos se sente limitada, sem espa�o, aprisionada,
Tamb�m a paixao se aquieta e se torna formal..
Ao olharem-se outra vez, descobrem-se semelhantes e seduzidos,
Diferentes e seduzidos
Id�ias diferentes, caminhos iguais...
Eles seguem, se olham e...
Seguem.
Buscam o equil�brio.
Descobrem-se e se respeitam
Amam-se e se recriam...
Nascendo nova razao, nova paixao
Juntos, sincronicos
Inspirados um com o outro,
Descobrem-se espelhos
Refletem-se e..
Percebem-se diferentes, iguais, diferentes..
Descobrem a essencia do ser e do parecer..
Do querer e realizar. De ver e tamb�m olhar
Descobrem-se metades que se encontram
E se equilibram.
An�lise?
Conclusao.
lualil
DE PERNAMBUCO PARA O MUNDO!

Vacina consegue conter o HIV


Vacina terapeutica contra Aids, desenvolvida por pesquisadores pernambucanos e franceses, reduz em 80% a carga viral dos portadores do HIV, revela artigo publicado na revista cient�fica Nature Medicine.
Os testes forem feitos com 18 pacientes HIV-positivos, sendo 16 mulheres, entre 18 e 36 anos e dois homens, um de 27 e outro de 41, todos do estado de Pernambuco. �Em oito deles, durante quase dois anos, o v�rus sequer foi detectado�, revela o m�dico Luiz Cl�udio Arraes, da Universidade Federal de Pernambuco(UFPE), coordenador local do projeto de pesquisa.
Os teste come�aram h� tres anos, no Laborat�rio de Imunopatologia KEIZO ASAMI. A vacina utiliza o HIV-1 isolado do pr�prio paciente.
A vacina ajuda o sistema imune a se organizar e dirigir suas baterias contra o v�rus�, explica o imunologista Luiz Arraes, que assume o artigo cient�fico com outros tres pesquisadores.
A vacina terapeutica oferece v�rias vantagens no tratamento da AIDS. Al�m de nao apresentar efeitos colaterais, a vacina dever� ser aplicada aproximadamente apenas uma vez ao ano, diferente do coquetel que apresenta efeitos colaterais e tem administra�oes di�rias.
A vacina se encontra na fase inicial de testes, duas outras etapas estao previstas.
� uma boa not�cia para os milhoes de soropositivos existentes no mundo� festeja Arraes.
Nao se trata de uma vacina preventiva, que evita a contamina�ao pelo HIV, e sim terapeutica, ou seja, destinada ao tratamento dos pacientes soropositivos.

Fonte: Jornal do Commercio
Recife, 30 de novembro de 2004

28 novembro 2004

Sou inverno... tu verao.
Ou... tu inverno, eu verao?
Somos estados, esta�oes.
(...)

lualil 2004

26 novembro 2004

Jogo

Olhar-te sem te poder tocar, d�i em mim...
Tu sabes disso
E mesmo assim me olhas tentador.
Tu, finges tocar minha mao sem querer...
E finges nao me desejar, mesmo eu sabendo que me desejas
Como eu desejo a ti
Olhamo-nos nos olhos, descobrimos nossa alma.
Aceito teu jogo. Quem de n�s perder�?!
Haver� ganhador?!
Arriscas... me fazes arriscar.
Nosso jogo.
lualil 2004

23 novembro 2004

� 2004 - Teresa Fonseca

"O que ser� que me d�
Que me queima por dentro, ser� que me d�
Que me perturba o sono, ser� que me d�
Que todos os tremores me vem agitar
Que todos os ardores me vem ati�ar
Que todos os suores me vem encharcar
Que todos os meus nervos estao a rogar
Que todos os meus �rgaos estao a clamar
E uma afei�ao medonha me faz implorar
O que nao tem vergonha, nem nunca ter�
O que nao tem governo, nem nunca ter�
O que nao tem ju�zo"

O que ser�. A flor da pele
Chico Buarque de Holanda

22 novembro 2004

Estranha-me

Estranha-me a mim pensar
Porque pensando existo e,
Nao sou eu em meu pensamento
Meu desejo � distante de mim
Mas meu desejo sou eu
Sao maos, olhos, boca e
Meu corpo inteiro
E meu corpo nao cabe em mim
Minhas fronteiras sao distantes...

Estranha-me a mim sentir-me
Perceber-me al�m do que sou
Se o que sou espalha-se de mim

Estranha-me a mim
Saber-me acomodada
Al�m de espa�os definidos
No infinito, infinitamente entregue
Derramada em desejos,
Olhares e sonhos
Que nao cabem em mim

lualil 2002

21 novembro 2004

� 2004 - Miguel Almeida

O NOSSO RIO

As suas �guas l�mpidas, luminosas, trazem-me a suavidade da tua voz, o brilho meigo dos teus olhos. Na suave ondula�ao a ternura das tuas maos. Nos contornos sinuosos das suas margens, projecto o teu perfil, ao mesmo tempo delicado e arrebatador.

Mas detenho-me nos insond�veis segredos das suas margens, que tornam o rio prisioneiro dos seus limites, num abra�o intermin�vel, sem que possa saber-se se � o rio que deseja ser abra�ado se as margens que o querem abra�ar. Talvez haja uma vontade c�mplice que os torna prisioneiros um do outro... e assim permanecem numa vol�pia constante entre car�cias e murm�rios, num desejo constante de se tocarem, machucando-se, torturando-se, como as l�nguas se torturam num beijo quase enlouquecido. Amam-se. Intensamente, sem palavras, sem limites, sem que tenham de se atormentar com um beijo de despedida. Ali estarao sempre, sempre, amando-se, naquele abra�o intermin�vel... at� a eternidade!

Como queria ser esse rio! Como se o destino da minha �gua fosse nao ficar em mim! Submeto-me feliz, alegre, como quem se cansa de estar triste. Mas � isso que quero, ser a �gua que te percorre o corpo, que te inunda os sentidos, ser prisioneiro do teu imenso e doce abra�o!

albino santos
(Obrigada Albino por me deixar partilhar este bel�ssimo poema aqui no Traduzir-se... beijos)

17 novembro 2004

Vento, alma , casa, amor, distancia, encanto, magia,
Sorvete, asa, fogueira, vinho, saudade, sonho, luz,
Sentimento, dor, tulipa, engano, verdade, coragem,
Mentira, medo, for�a, f�, mar, estrelas, l�pis, cor,
Sorriso, la�o, abra�o, irmao, cabe�a, cora�ao,
Busca, encontro, frio, lareira, pudim, tapioca, chuva,
Muitas, todas, algumas, palavras, soltas....

lualil 2004

16 novembro 2004

O poder da palavra

Estive pensando
No poder da palavra
As ditas, bem(ditas), mal(ditas)

Na palavra verbo
Seus tempos e modos
Subjuntivo... imperativo
Na palavra substantivo
Comum e pr�prio
Na palavra opiniao
Opina uniao

Acri-doce na boca, palavra.
palavras...

Na palavra que constr�i
Que destr�i
Palavra que afaga,
Lamina proparox�tona que corta
Sinonimos, antonimos.
Anonimos antonios.

Estive pensando nos complementos nominais...

Estive pensando
No poder da palavra
As nao ditas...

lualil 2004

( sinonimos, antonimos e anonimos.. todos, pela limita�ao do blog, roubados o acento circunflexo, al�m de alguns tils.)

15 novembro 2004

� 2004 - Natacha Fernandes Ferreira

Silencio

Era tarde da noite, podia-se muito bem naquele momento ouvir tudo o que nos diz o silencio. Sentia-me cansada, meu corpo queria repouso mas minha alma parecia disposta a um belo passeio. Ainda me levantei, fui procurar algo para ler, talvez assim me distra�sse e o sono enfim chegasse. Mas havia algo diferente, eu sabia que sim, mesmo que nao me deixasse entregar. Pensei que nao adiantava muito travar uma batalha comigo mesma, resolvi relaxar. Em pouco tempo me sentia completamente descansada, leve. Meu corpo enfim se harmonizava com minha alma e assim pude sair livre em busca de algo que me chamava.
Tudo me parecia calmo, havia muitas �rvores neste lugar, continuei andando, mais adiante vi o que seria talvez uma fazenda. Pude ver casas, pessoas, animais, movimentos. Uma das casas deste lugar era muito bonita, me parecia aconchegante. Fui me aproximando at� chegar bem perto. Uma casa simples, ampla, arejada, muitas plantas e um alpendre convidativo. Nao havia barulho, ouvi uma m�sica ao fundo, vinha de dentro da casa, uma m�sica muito suave, sentia uma certa paz ao ouvi-la. Minha curiosidade me fez chegar ainda mais perto e pude ver uma pessoa, um homem, l� dentro. Estava sentado em uma cadeira bem confort�vel e me parecia sonhar acordado, tinha um brilho impressionante no olhar apesar dos seus, aparente, longos anos de vida. Ele me parecia tao familiar, tinha vontade de entrar e falar com ele, talvez comentasse sobre a m�sica, ou sobre a paisagem, mas nao conseguia me mover. Ele se levantou, pegou um livro e saiu da casa, eu o acompanhava e parecia que ele nao me via, aquilo era estranho. Estava no alpendre, se deitou em uma rede e come�ou a ler o livro. Era um livro de poemas, eu sabia que era porque eu, estranhamente, sabia dos poemas que tinha nele, e sabia o que ele lia, sentia o que sentia, suas rea�oes... fui me assustando com o que se passava e senti vontade de ir embora mas, alguma coisa me prendia aquele lugar. De repente, ouvi uma outra voz vindo de dentro da casa. Uma senhora se aproximou dele, lhe fez um carinho, ele sorriu um sorriso lindo e apaixonado, pegou um copo que ela o entregou e logo em seguida, ela saiu. Fiquei olhando ela voltar para dentro da casa. Voltei os olhos para ele, que agora tinha os olhos fechados e eu... sabia o que ele pensava. Lembrava dele mesmo, de quando era mais jovem, de momentos bons que tinha passado, senti a paz dele. Estava confusa, n?o sabia quem eram aquelas pessoas, mesmo assim sentia o que eles sentiam. Virei e comecei a voltar apressadamente, tinha l�grimas nos olhos. Quando enfim parei, sabia qual o nome do livro que ele lia porque, me dei conta, eu havia escrito aquele livro. Por isso sabia dos poemas. Mas eu nao tinha livro escrito, resolvi voltar at� aquela casa. Quando me aproximei, a rede ainda estava l�, mas n?o havia ningu�m nela, fiquei andando ao redor da casa procurando ver o movimento e n?o via mais ningu�m. Senti-me triste. Eu poderia n?o ter fugido. Mas talvez fosse tarde demais. Fui embora. Quando estava andando, ouvi vozes, olhei pra tr�s e vi um casal jovem. Revi-me no olhar daquela jovem...
Estavam alegres, felizes e sorridentes. Eles tinham uma imensa paz. Nao quis permanecer ali nem ver mais nada, eu sabia que eram felizes, sentia a paz deles... O que mais queria saber? Afastei-me entre assustada e feliz...
Um dia talvez eu os encontre outra vez. Silencio.
lualil 2001

13 novembro 2004


auto retrato

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida est� completa.
Nao sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmao das coisas fugidias,
nao sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permane�o ou se desfa�o,
- Nao sei, nao sei. Nao sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a can�ao � tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Cecilia Meireles

12 novembro 2004

Copyright � 1999 Fernando Vilela


Palavras soltas

Tenho meu cora�ao apertado.
D�i-me ao bater em mim,
O ar parece-me raro
E as palavras que definem o tempo
Se vao ao vento...
Corro em busca delas, soltas
Na tentativa de formar frases,
Obter respostas.

Meu cora�ao est� apertado
Ou meu peito est� pequeno?!
Ainda nao consegui juntar palavras, frases...
Nao tenho respostas.
Mas o vento toca minha pele,
Com ele, algum som conhecido
Alguma resposta se esbo�a...
Tenho que ficar calada, preciso ouvir o som
O som que me fala o silencio.
lualil 2004

09 novembro 2004

Rua da Aurora
Recife

Amo-te recife
Amo-te tanto e sempre
Mesmo antes que meus olhos te pudessem ver,
Antes que meu cora�ao se soubesse bater forte por ti
Mesmo antes que meus olhos vissem a beleza dos teus rios,
O encanto dos tuas pontes
Amo-te antes dos meus ouvidos ouvirem o som do teu mar arrebentando em
Teus arrecifes,
Antes do toque do teu maracatu, do embalo do teu caboclinho
Mesmo antes que minha pele te sentisse,
Em suaves toques da tua brisa quente e �mida
Antes que minhas maos em forma de ora�ao,
Reverenciassem as cores do teu caboclo de lan�a
Mesmo antes que minhas pernas andassem pelas tuas ruas,
Passeassem pelos teus casarios,
Antes mesmo que todo o meu corpo mergulhasse em ti salgado de sal
Amo-te tanto e sempre
Amo-te antes de mim..
Mesmo antes de saber-me amando a ti
Com um amor que nao se principia..
Por n?o ter fim.
lualil 2003

08 novembro 2004

Tenho este �cantinho� aqui h� pouco tempo, seis meses mais ou menos, mas como venho de um outro blog, o Entre o Sono e o Sonho, que ali�s recomendo vivamente, tenho feito ao longo deste um ano e meio muitos amigos.
O blog nos d� a oportunidade de al�m de falarmos, como diz meu querido amigo ZooMancer, o que nos vai na alma, tamb�m nos faz crescer, trocar id�ias, inspirarmo-nos, al�m dessa fant�stica interatividade. Acho tao importantee rica essa troca que tenho, na medida do poss�vel, respondido a todos os que aqui deixam algumas palavras... muitas vezes, verdadeiros poemas!
Por isso, como uma forma de agradecimento, de reconhecimento... e de justi�a, deixo aqui alguns dos coment�rios que me fizeram.. a todos voces agrade�o as sempre doces palavras...
Voces nao imaginam o quanto elas me fazem refletir.
Beijo carinhosamente a todos voces.


Toque suave na alma... os pensamentos me levam por esta imagem,Lualil.
Mais uma vez disseste amplo em espa�o ex�guo. � muito gostoso retornar por aqui.
Ah, amiga,Voce foi l� no meu cantinho agradecer-me pelas minhas p�lidas palavras a ti e ao que produzes... P�lidas, pois nao encontro realmente as que se encaixem em tua natureza doce e plena. Ora, repito, eu sou quem te � eternamente agradecido por me teres descoberto. J� se l� vao alguns meses.Te garanto que cresci mais como pessoa por saber que algu�m como tu me honra com esta amizade hospitaleira, que nunca tive como virtual, por mais longe que estiv�ssemos, e nao estamos, isto nao s� fisicamente, por�m em comunhao de sentimentos.Tenho a certeza plena que todos que te visitam tem a mesma opiniao...
Abra�o fraterno nesta segunda-feira.
Abra�o nordestino.
Paulinho Patriota (O Zoom Cotidiano)

Levo este momento comigo, em mim, por ti
Beijos
Carlos (Manifesto)

... que melhor cantico de amor para adormecer nesta escura noite de Outono?!...
Fica com um beijo

Albino santos (Voz Activa)

Poesia � Vida!.Depois dos senhores da Netcabo me terem silenciado, aqui estou de volta, para as minhas visitas di�rias e para escrever alguma coisa no Fraternidade.
Beijocas doces para uma P�rola do outro lado do Mar.
Fernando (Fraternidade)

Doce Lualil. Que belo poema! Nao resisti...

Olha-me nos olhos, na alma
Com teus dedos arrepia minha pele
Respira-me cada minuto de vida
Voa comigo meus sonhos
Traz-me em teu pensamento
O muito que de ti quero
No mar eterno, a esperan�a.


Um beijinho.
Vicktor (Oficina das Id�ias)

Respiro a beleza das tuas palavras, Lualil.
Um beijinho
.

Antonio Dias

"Vivi todos os segundos desta noite."
O perfeito in�cio para um terminus tao esperado...
"Outra vez."
E uma vez mais o prazer de te ler.
E que seja uma vez mais, e outra vez mais,
e outra................outra.......... outra.......
Miguel (Vertentes)

Tamb�m gostaria de agradecer a...

Gon�alo, Maria Branco, Wong, Joao da Cal , Mad Store, Soraya Pl�cido,Carla, Contador de Hist�rias, The Old Man , Passenger, Pinita, Joao Tunes, Rosana Delane, TDK, C�sar, J�lio, Filipa Souza, Carri�o, Darkpark , Madalena .

... perdoem-me se acaso esqueci algu�m.

07 novembro 2004

Fernando Vilela - 1999
Aqui

Toca-me com teus dedos a minha alma
E com teus olhos minha pele

Sonha-me com tua vida
E respira-me em teus sonhos

Leva-me em pensamentos
E traz-me aqui...

Onde tenho a ti.
lualil 2004

03 novembro 2004

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Estas bel�ssimas tulipas negras me foram oferecidas pelo meu querido amigo Vicktor...
Elas estao aqui para embelezar o retorno vitorioso deste amigo que � para mim um grande presente!
Obrigada pelas tulipas mais lindas que j� vi e pela tua sincera e doce amizade!
Estou feliz com a tua vit�ria neste momento que mesmo dif�cil, foi sempre cheio de esperan�as.
beijos carinhosos...
FOUR MORE YARS?!...



... GOD SAVES THE WORLD!!

01 novembro 2004

Hoje s� me apetece admirar um belo quadro...

Corridor in the Asylum - Vincente Van Gogh
1889 (61.5 x 47 cm ) The Museum of Modern Art, New York