Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte...
será arte? (Ferreira Gullar)

30 Agosto 2005


Solu�os


H� cacos de vidros no chao,
H� na alma arranhoes...
Que a brisa livre do lugar
Sopra como sopro de mae

H� pessoas nas janelas
E de l� vozes de uma gente que foi
L�grimas salgadas de gente que fica
Ao adeus da despedida

H� olhos que olham
A rua, a mesma rua
A pra�a, a mesma pra�a
O mar... sempre o mesmo mar.

E solu�am ao contemplar o horizonte
E solu�am ao fechar a janela e...
Solu�am.

Para ti.. Carlos Mesquita

postado por lualil às 21:13 lualil@hotmail.com

28 Agosto 2005

A espera dos bra�os de...


Clarinha, Ana, Joana, Paula, Fernanda, Clarice, Julia, Carol, Isabel, Tha�s, Dora, Beatriz, Calina, Narinha, B�rbara, ang�lica, shirley, Roberta, Josi, Carmem, Maria, F�tima, Cl�udia, Lili, Andreia, Laurinha, Isabela, D�bora, Eduarda, Sofia...

postado por lualil às 20:21 lualil@hotmail.com

27 Agosto 2005

Palavras dum anjo sem asas


Um dia prometi que meus sonhos nunca seriam apagados...
E nao cumpri a promessa
Perdendo assim, todos os meus sonhos
Entao aprendi que quando um anjo perde seus sonhos
Perde tamb�m suas asas.
E se transforma apenas num homem
Contudo, tamb�m pude aprender que quando um homem come�a a amar
Ele se transforma num anjo sem asas.



* Seth � um anjo rec�m descoberto... sigam e encontrem suas (outras)palavras

postado por lualil às 12:42 lualil@hotmail.com

25 Agosto 2005

Partilha m�gica...

O Victor do Oficina das Id�ias costuma dizer o seguinte: "Nao sou poeta inspirado nem sequer sei construir rimas de maravilhar. Juntando algumas palavras, dando-lhes sentido e afecto procuro nelas o encantamento. Perdoem a ousadia, mas c� vou eu poetar..."

E eu digo: Ousadia?! Que sejas eternamente ousado!
Ele me responde magicamente ao "Nao sou poeta" poetizando assim...

Quem me dera ser poeta
Com as letras construir palavras ao ritmo do fevro ou do forr�
Primeiro dengosamente
Logo depois na agita�ao do viver
Plenamente
De ti recolho a poesia e o sentir
A inspira�ao
O muito querer
O cheirinho dos jasmineiros
O teu doce olhar
Reflectido nos meus olhos de l�grimas e sorrisos

postado por lualil às 12:10 lualil@hotmail.com

24 Agosto 2005

Matar � um tipo de amor cristao?


Nos Estados Unidos, foi grande a rea�ao a mais um cap�tulo das tensas rela�oes com a Venezuela. O pastor evang�lico americano Pat Robertson, que j� foi pr�-candidato a presidencia, defendeu na televisao o assassinato do presidente venezuelano Hugo Ch�vez.
Pat Robertson � fundador do principal canal de televisao evang�lico dos Estados Unidos. Pertence ao partido republicano, o mesmo do presidente George Bush, e � conhecido por dar declara�oes absurdas. Certa vez, disse que os furacoes na Fl�rida sao provocados pela presen�a de homossexuais na Disneylandia.
A mais nova declara�ao do pastor recebeu muitas cr�ticas. Mas a rea�ao de Hugo Ch�vez foi de desprezo. O presidente venezuelano estava em Havana, quando soube das declara�oes do evangelista americano. "Nem sei quem �, nunca me encontrei com esta pessoa", disse.
O amigo Fidel Castro acrescentou: �Acho que somente Deus pode punir uma ofensa dessa magnitude".
Nos Estados Unidos, o que chamou a aten�ao da imprensa e de outros l�deres religiosos foi a contradi�ao entre os mandamentos da Igreja e a defesa de um assassinato. A rede ABC perguntou: mandar matar � um tipo de amor cristao?
Em nota, o canal de televisao que transmite o programa de Pat Robertson pediu desculpas. Disse que � obrigado a apresentar o show para honrar um contrato assinado em 2001. Mas garantiu que nao tem controle sobre o conte�do editorial do programa, que tem, em m�dia, 1 milhao de telespectadores.
O pastor evang�lico disse que est� na hora de derrubar Hugo Ch�vez."Nao precisamos de outra guerra de US$ 200 bilhoes para nos livrarmos de mais um ditador. � bem mais f�cil um agente secreto fazer o servi�o e pronto".
O secret�rio da Defesa, Donald Rumsfeld, disse que Pat Robertson tem direito de dizer o que quiser. Mas disse que o assassinato � contra a lei. "N�s nao fazemos este tipo de coisa", disse Rumsfeld.

Fonte: O Globo
Reportagem de: Heloisa Villela

postado por lualil às 22:23 lualil@hotmail.com

23 Agosto 2005


As vezes preciso apenas olhar um Van Gogh...
calmamente, silenciosamente.

postado por lualil às 00:02 lualil@hotmail.com

20 Agosto 2005

Nao sou poeta


Nao sou poeta...
Junto letras, palavras, frases num peda�o de papel,
E acho que elas tem vida.
E percebendo seus movimentos, seu existir
Sinto que elas � que a mim dao vida.
J� nao sou eu, nem poeta.
Nem letras, nem frases em um peda�o de papel
Somos um, diante de um tenue limite
E somos sonhos, lamentos
Somos dan�a, correr e andar
L�grimas e sorrisos
Somos reflexo e refletido
Complemento,
Talvez.

postado por lualil às 21:50 lualil@hotmail.com

19 Agosto 2005

Nietzsche e eu...


"Aben�oados os que tem sono, pois nao tardarao em dormir." disse Nietzstche, concordo e acrescento: Aben�oados os que tem sonhos, pois nao tardarao em realiz�-los...

postado por lualil às 13:07 lualil@hotmail.com

18 Agosto 2005

Esta � a tricent�sima tradu�ao...
melhor deixar que o Jorge Luis Borges fale por mim.

"...Senti, como outras vezes a tristeza e a surpresa de compreender que somos apenas um sonho..."
"... Viver� e crescer� comigo como uma m�sica, e estar� comigo at� ao fim."

fundo musical: Into My Arms - Nick Cave
... quer dan�ar RSG ?

postado por lualil às 21:01 lualil@hotmail.com

16 Agosto 2005

Precip�cio


Cheguei perto do precip�cio
E a tua voz dizia: Vem!
Lancei-me
Voei em busca de ti, de mim, de n�s.
Acordei
Tinha no peito um ritmo acelerado e nas maos o cheiro de ti!

postado por lualil às 18:30 lualil@hotmail.com

14 Agosto 2005

Miguel Arraes de Alencar

1916 - 2005

"Doutor Miguel Arraes nao vai ser enterrado. Vai ser plantado". Uma frase como essa nao precisa de interpreta�ao. Ela � simples no seu significado. Tao simples como o homem do campo que a pronunciou, quase como uma tentativa de consolo pr�prio, menos pela perda do homem Arraes, e muito mais pelo desaparecimento de um her�i do povo.
Aquele cuja imagem sofreu todo tipo de ataque dos opositores, porque incomodava, mas que, no imagin�rio dos "p�s descal�os", dos "exclu�dos" - como ele chamava - deve continuar intocada.
Miguel Arraes era um homem de bem, na acep�ao da palavra. Polemico. As vezes duro. Quase sempre d�cil. Um negociador h�bil at� com os advers�rios, que s� se recusou a negociar com seus carrascos, em 1964. Para muitos, era um pol�tico dif�cil de ser interpretado, porque nao gostava de falar muito. Mas era por seus gestos e atitudes que se podia entender o que ele queria dizer.
Foi isso que aprendi em quase duas d�cadas de jornalismo, tempo em que mantive muitos contatos com o "velho". Terminei premiado, se posso dizer assim, por ter sido a mim que ele concedeu sua �ltima, e longa, entrevista. Foi para a s�rie sobre os vinte anos da Nova Rep�blica - publicada pelo JC entre janeiro e mar�o de 2005 - e reeditada no caderno especial publicado neste domingo.
O encontro foi partilhado pelo cientista pol�tico e amigo T�lio Velho Barreto e pelo companheiro Paulo S�rgio Scarpa, colunista do JC e um homem apaixonado por Arraes como poucos que conheci. Foram quase tres horas de conversa sobre pol�tica na mais pura essencia. O "doutor" falava com a mesma facilidade sobre conjuntura municipal, sobre o cen�rio nacional e sobre pol�tica internacional, sem perder o bom-humor caracter�stico. Fomos brindados, naquele dia, com v�rias das suas boas gargalhadas.
No s�bado, ao ouvir a frase do matuto sobre o "Pai Arraia", como era chamado nas suas tumultuadas visitas ao Sertao - que lhe valeram o apelido de "acaba-feira" - ca� na real: Arraes morreu! E o duro � saber que isso significa, acima de tudo, o fim de uma gera�ao de pol�ticos com P mai�sculo, que com suas lutas populares marcou a agitada segunda metade do S�culo 20.
Era uma gente que nada tinha a ver com essa "politiquinha" que se faz hoje. Ou "politicagem", se preferir o leitor. Miguel Arraes foi juntar-se a homens como Leonel Brizola, Tancredo Neves, Ulysses Guimaraes, Lu�s Carlos Prestes, Joao Goulart, Juscelino Kubitscheck, e outros tantos. Ideologias - e simpatias - a parte, essa foi uma gera�ao se esfor�ou para deixar aos seus descendentes pol�ticos um exemplo bravo de luta. Uma li�ao que, lamentavelmente, poucos aprenderam.
Arraes nao gostava de ser chamado de mito. Dizia que nao era infal�vel. E nao era. Como pol�tico, havia os que o antipatizavam, criticavam ou condenavam por seus atos. E como homem comum, ele tamb�m tomou decisoes erradas e fez desafetos.
Mas tamb�m enfrentou situa�oes diante das quais muitos homens comuns poderiam ter sucumbido. Imagine entrar na pol�tica pensando em trabalhar pelo bem comum, pelo homem do campo, pelos pobres. De repente, exatamente por causa desse ideal, foi declarado inimigo do Estado, preso, deposto do cargo para o qual foi eleito pelo voto popular livre, e condenado a viver por quase vinte anos no exterior, proibido de retornar ao seu Pa�s.
Assim foi com Miguel Arraes e com v�rios outros. Alguns voltaram, mas desistiram de lutar. Outros amargaram seq�elas permanentes. O ex-governador deposto optou por levantar a cabe�a e buscar, novamente, o campo de batalha.
Nacionalista, por�m aberto as mudan�as no mundo. Duro cr�tico dos oligarcas e dos monop�lios. Defensor ardoroso do homem simples, oprimido. Assim era Miguel Arraes.
Mas Arraes tamb�m era o marido de Madalena, pai de dez filhos, avo, bisavo. Gostava de arte e literatura. Fumava cachimbo e charuto. Apreciava um bom u�sque e a comida regional. Um retrato modesto de um homem de bem, que tirou da vida o que ela pode lhe oferecer, sem reclamar mais. E deixou uma enorme li�ao de humanidade.
S� temos que agradecer.

S�rgio Montenegro Filho
(rep�rter especial da Editoria de Pol�tica do Jornal do Commercio- Recife)

postado por lualil às 21:03 lualil@hotmail.com

11 Agosto 2005



Ausencia repleta de ti

Como te poderia explicar que a tua ausencia me faz te sentir plenamente?
Como te poderia fazer entender que nao ter o toque das tuas maos, teu h�lito mormo e doce, teus bra�os fortes me envolvendo faz-me sentir segura?
Sei que nao poderias entender.
Entao, subi aquela rua at� ao alto, mais pr�ximo do c�u azul, e entreguei meus sentidos ao vento, ao tempo, ao infinito.
Ouvi vozes, as nossas, que sa�am de cada esquina, de cada casa, de cada pedra do caminho. Senti a pele e a alma aquecida pelo sol do fim da tarde.
Estavas comigo.
E em mim havia um silencio de paz.

*obrigada Nuno pela bel�ssima imagem!

postado por lualil às 21:16 lualil@hotmail.com

10 Agosto 2005

postado por lualil às 13:14 lualil@hotmail.com

09 Agosto 2005

Chup�feros
(gargalhadas renovadas..)

Eles correm de um lado para o outro, brincam, riem, se divertem no mundo encantado deles... e at� neste mundo eles sofrem, se desentendem, choram.. Talvez nao seja tao encantado assim, ou talvez nao entendamos ao certo o que � encantamento...
Nos momentos de maior harmonia nos divertimos muito, hoje ri com coisas que eles me disseram.
_ O que voce aprendeu hoje na escola querida? Alguma coisa nova?
_ Aprendi sobre os animais nocivos, animais mam�feros.
_ N�s somos mam�feros, voce sabe disso? Falei.
_ Claro que sei n� mae, eu mamei nao foi? O morcego tamb�m � mam�fero.
Respondeu-me com uma carinha de quem diz: eu sei disso... � tao �bvio!
(Risos...)
_Sim n�s somos mam�feros...
Do outro lado da mesa, j� com cara de sapeca fala o maiorzinho.
_ H� tamb�m os animais �chup�feros�!!
A� neste momento os risos deram lugar a uma gargalhada enorme e compartilhada, ele estava fazendo gra�a ou talvez estivesse pensando no tal morcego, que afinal � �chup�fero� mesmo.
_Como chup�fero filho? Nem conseguia me conter de tanto rir.
_ Eles chupam u�!!
Pensei.. eles dizem cada coisa, eu deveria escrever sobre isso, entao resolvi p�r no papel coisas interessantes do nosso dia a dia, no futuro ao lermos tudo isso, essas gargalhadas serao renovadas e renovadas serao as nossas vidas.
Chup�feros... (Risos)
Ainda irei voltar a falar desta classifica�ao animal.
2000

postado por lualil às 21:06 lualil@hotmail.com

06 Agosto 2005

1945
Hiroshima: 8:15 a.m. do 6 de agosto
Nagasaki: 11:02 a.m. do 9 de agosto



H� 60 anos EUA perpetrou o maior ato terrorista contra a humanidade

foto: green peace

A visao de mundo, egocentrica, do governo dos EUA atinge extremos, ignorando as Na�oes Unidas e seus fundamentos de legitimidade internacional, afirma o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akida

postado por lualil às 15:42 lualil@hotmail.com

04 Agosto 2005

Embora muitas sejam as folhas, a raiz � s� uma;
Ao longo dos enganadores dias da mocidade,
Oscilaram ao sol minhas folhas, minhas flores;
Agora posso murchar no cora�ao da verdade.

W. B. Yeats

A estranha sensa�ao de teres morrido em mim


Foi quando me dei conta
Do quao pequena era
E nao consegui guardar o tamanho de ti em mim
Saltava do peito, alongava-se em meus bra�os at� as pontas dos dedos
Expandia-se para al�m das minhas pernas, do meu sexo
E tomava o espa�o de todos os meus pensamentos

Inundei-me at� o infinito de mim
E fecundei as terras por sob os meus p�s
Ra�zes enla�avam-se em meus calcanhares
E eu verdejei ao vento morno
Floresci, expandindo-me

Depois do vento forte, o silencio
O gozo, a paz azulada e tenue
O cheiro e o gosto da terra
Marcas tatuadas em minha pele
E uma sensa�ao de leveza
A estranha sensa�ao de teres morrido em mim.

postado por lualil às 13:06 lualil@hotmail.com

02 Agosto 2005

Curiosidades
O que � um ep�nimo?

Muitas palavras usadas por n�s no dia-a-dia foram inspiradas em gente de verdade. Elas sao ep�nimas.

BIG BAN � O famoso rel�gio da capital inglesa foi constru�do durante a gestao de sir Benjamim Hall, ministro de Obras P�blicas da Inglaterra, em 1859. Por ser muito alto, Benjamim tinha o apelido de big ben.

BOICOTE � O capitao Charles Cunningham Boycott (1832-97), capataz de ricas propriedades na Irlanda, era muito exigente. Seu trabalho era expulsar os arrendat�rios que nao estivessem em dia com o pagamento dos impostos da terra ocupada. Em repres�lia, os prejudicados induziram seus vizinhos a desobedecer as ordens de Boycott.

CARRASCO � Belchior Nunes Carrasco, que trabalhou em Portugal no s�culo XVII, deu seu nome a profissao dos executores de pena de morte.

COQUETEL MOLOTOV � � uma bomba de fabrica�ao caseira. Trata-se de uma garrafa cheia de combust�vel com um pavio no gargalo. Apesar de a bomba existir h� algum tempo, recebeu esse nome na Segunda Guerra Mundial dos soldados sovi�ticos, que abusaram desses artefatos ao enfrentar o ex�rcito alemao. Foi uma homenagem a seu chanceler, Viatcheslav Mikhailovitch Molotov(1890-1988).

MECENAS � Assim se chama quem patrocina eventos culturais. Era tamb�m o nome de um estadista romano que viveu de 60 a.C. a 8 d.C. Mecenas adorava as artes e sustentava artistas e escritores para que pudessem criar sossegados.

Guia dos Curiosos � Marcelo Duarte

postado por lualil às 22:56 lualil@hotmail.com

01 Agosto 2005

Grandes Poetas da Humanidade
Carlos Pena Filho

Poeta, nasceu no Recife, a 17 de maio de 1929 e aos quatro anos de idade foi morar na casa de familiares em Portugal. Em 1941, retornou ao Recife, onde freq�entou o curso secund�rio (Col�gio N�brega) e em seguida passou a estudar Direito.
Seu primeiro trabalho como poeta, o soneto "Marinha", foi publicado em 1947 pelo Diario de Pernambuco. Em 1952, reuniu poemas e sonetos e publicou o primeiro livro, "Tempo de Busca".
Em 1955, publicou seu segundo livro, "A Vertigem L�cida", premiado pela Secretaria de Educa�ao e Cultura de Pernambuco.
Bacharelou-se em Direito em 1957 e no ano seguinte publicou o seu terceiro livro, "Mem�rias do Boi Serapiao", um poema longo com projeto gr�fico e desenhos de Alo�sio Magalhaes.
Em 1959, lan�o o "Livro Geral", reunindo sua obra po�tica j� editada acrescido de poemas novos, pela Livraria Sao Jos�, Rio de Janeiro, livro com o qual conquistou, naquele mesmo ano, o Premio de Poesia do Instituto Nacional do Livro.
A 26 de junho de 1960, o Jornal do Commercio, do Recife, publicou o seu �ltimo trabalho: a poesia "Soneto Oco". A 27 de junho de 1960, sofreu um grave acidente de autom�vel, no Largo das Cinco Pontas, Recife, ficando tres dias em estado de coma.
Morreu no hospital, a 01 hora da manha de 01 de julho de 1960. No ano seguinte (1961), a Uniao Brasileira de Escritores instituiu o Premio Carlos Pena Filho de Poesias.
Atuou, tamb�m, como compositor em parceria com Capiba, com quem compos as seguintes can�oes: "A Mesma Rosa Amarela", "Claro Amor", "Pobre Can�ao" e "Manha de Tecela", todas gravadas em 1960 (selo Mocambo) sob o t�tulo "Sambas de Capiba".
Depois de sua morte, teve alguns dos seus poemas musicados pelo pr�prio Capiba e por outros compositores. Na imprensa do Recife, atuou como rep�rter pol�tico mas, segundo seus contemporaneos, nao tinha a menor voca�ao para o jornalismo, sua paixao era mesmo a literatura.

Fonte



Desmantelo Azul

Entao pintei de azul os meus sapatos
por nao poder de azul pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas maos e as tuas

Para extinguir de n�s o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, n�s derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas

E afogados em n�s nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espa�o
pudesse haver de azul tamb�m cansa�o

E perdidos no azul nos contemplamos
e vimos que entre nascia um sul
vertiginosamente azul: azul.

postado por lualil às 18:06 lualil@hotmail.com

  • 05/01/2004 - 06/01/2004
  • 06/01/2004 - 07/01/2004
  • 07/01/2004 - 08/01/2004
  • 08/01/2004 - 09/01/2004
  • 09/01/2004 - 10/01/2004
  • 10/01/2004 - 11/01/2004
  • 11/01/2004 - 12/01/2004
  • 12/01/2004 - 01/01/2005
  • 01/01/2005 - 02/01/2005
  • 02/01/2005 - 03/01/2005
  • 03/01/2005 - 04/01/2005
  • 04/01/2005 - 05/01/2005
  • 05/01/2005 - 06/01/2005
  • 06/01/2005 - 07/01/2005
  • 07/01/2005 - 08/01/2005
  • 08/01/2005 - 09/01/2005
  • 09/01/2005 - 10/01/2005
  • 10/01/2005 - 11/01/2005
  • 11/01/2005 - 12/01/2005
  • 12/01/2005 - 01/01/2006
  • 01/01/2006 - 02/01/2006
  • 02/01/2006 - 03/01/2006
  • 03/01/2006 - 04/01/2006
  • 04/01/2006 - 05/01/2006
  • 05/01/2006 - 06/01/2006
  • 06/01/2006 - 07/01/2006
  • 07/01/2006 - 08/01/2006
  • 08/01/2006 - 09/01/2006
  • 09/01/2006 - 10/01/2006
  • 10/01/2006 - 11/01/2006
  • 11/01/2006 - 12/01/2006
  • 12/01/2006 - 01/01/2007
  • 01/01/2007 - 02/01/2007
  • 02/01/2007 - 03/01/2007
  • 03/01/2007 - 04/01/2007
  • 04/01/2007 - 05/01/2007
  • 05/01/2007 - 06/01/2007
  • 06/01/2007 - 07/01/2007
  • 07/01/2007 - 08/01/2007
  • 08/01/2007 - 09/01/2007
  • 09/01/2007 - 10/01/2007
  • 10/01/2007 - 11/01/2007
  • 11/01/2007 - 12/01/2007
  • 12/01/2007 - 01/01/2008
  • 01/01/2008 - 02/01/2008
  • 02/01/2008 - 03/01/2008
  • 03/01/2008 - 04/01/2008
  • 04/01/2008 - 05/01/2008
  • 05/01/2008 - 06/01/2008
  • 06/01/2008 - 07/01/2008
  • 07/01/2008 - 08/01/2008
  • 08/01/2008 - 09/01/2008
  • 09/01/2008 - 10/01/2008
  • 10/01/2008 - 11/01/2008
  • 11/01/2008 - 12/01/2008
  • 12/01/2008 - 01/01/2009
  • 01/01/2009 - 02/01/2009
  • 02/01/2009 - 03/01/2009
  • 03/01/2009 - 04/01/2009
  • 04/01/2009 - 05/01/2009
  • 05/01/2009 - 06/01/2009
  • 06/01/2009 - 07/01/2009
  • 07/01/2009 - 08/01/2009
  • 08/01/2009 - 09/01/2009
  • 09/01/2009 - 10/01/2009
  • 10/01/2009 - 11/01/2009
  • 11/01/2009 - 12/01/2009