11 julho 2006


Cartas I

Fernando meu amigo,

Hoje, precisava de ti... precisava da tua palavra, precisava da tua companhia, de te ouvir, de te ver. A falta que sinto de ti é tão forte que tenho aqui uma dor que rasga meu peito e deixa atravessada na garganta a minha voz. Andei tentando esquecer nossos momentos, nossas partilhas na louca e inexplicável tentativa de não me deixar doer. Mas eu estou aqui te ouvindo, te sentindo e já não me importa que doa, já não me importa que a tua voz esteja em meus ouvidos, que a tua lembrança esteja em mim porque eu estou vendo outra vez o teu sorriso, estou sentindo outra vez a tua força e a tua delicadeza, tua crença e a tua esperança e mais uma vez tu me preenches contigo. Esta musica que me deixaste, ela me leva até você e eu sinto o teu abraço, aquele que senti tantas vezes. Sinto outra vez agora. Sim, já sei que estás aqui ao meu lado. Não tinhas mesmo ido embora, eu sabia. Não, não tinhas me deixado. Sinto-te. Até posso sorrir, até posso sentir o vento tocar suavemente a minha pele, deslizar na melodia desta canção, pois contigo aqui, sou forte e já não há dor alguma.

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