10 julho 2006

O fotógrafo como quem, mais uma vez dentre muitas, advinha a escritora, escreve...




sentir o povo que vive
O fotógrafo e a escritora reencontram-se na calçada que percorrem tranquilamente. Ele escreve sentires com cada clique de sua câmera fotográfica. Ela, cria as mais belas imagens com um singelo movimento dos cílios


Um brilho no olhar

O brilho no olhar do Fotógrafo deixava transparecer um grande contentamento interior que não passou despercebido à Escritora:
_Hoje sinto-o com uma satisfação interior grande, querido Fotógrafo... passa-se algo de agradável?
_ Querida Amiga... algo muito simples...
_As coisas simples são por vezes as mais importantes, não?
_É verdade sim... mas eu conto-lhe...

Na verdade, o Fotógrafo conversara há pouco com um amigo que em Portugal tem uma restaurante de gastronomia mineira que emprega cerca de 70 pessoas às quais esta a proporcionar agora formação profissional. É algo que faz regularmente, estando neste momento em formação um terço dos seus trabalhadores. Os outros o farão em breve.

No mundo actual de tamanho egoísmo e em que tem lugar uma exploração desenfreada de quem trabalha, estas excepções são, na realidade, chamas de uma esperança que nos continuam a animar. Razões de sobra para o Fotógrafo se sentir satisfeito por esta iniciativa de alguém por quem tem muita amizade.

A caminhada calçada acima lá continuou, agora que a Escritora se apercebera dos sentires do Fotógrafo:
_Tens razão no teu contentamento, tu que tantas vezes me fizeste “inveja” quando me contavas as belas comezainas no restaurante desse teu amigo... bom... e das caipirinhas nem se fala.
_Na verdade, além da grande amizade que tenho pelo Joaquim, sempre o elogio pelo cuidado que ele tem em manter a qualidade... e pela forma como cuida dos seus empregados...
_E aqui está um exemplo... boas razões tens para teres esse brilho no olhar...

A Escritora olha o mar que bordeja a costa recifense e olha a linha do horizonte. Sabe que do lado de lá as doiradas areias da Caparica desejam recebê-la com afecto. Conhecer terras do Fotógrafo, mergulhar nos portugueses petiscos de que o Fotógrafo sempre lhe fala...

A nostalgia do tempo que passa tolda-lhe um pouco o semblante, que logo se volta a animar na certeza de que em breve percorrerá terras da portugalidade...

Victor (Oficina das Idéias)

Um comentário:

Anônimo disse...

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