20 julho 2007

Aos meus amigos...



"Sede assim - qualquer coisa
serena, isenta, fiel.
Flor que se cumpre sem pergunta. "

Cecília Meireles

19 julho 2007

Pra não deixar de ir...


Pacote Completo
19, 20, 21 e 22 de julho
Teatro Café Pequeno
Av. Ataufo de Paiva, 269
Leblon
Rio de Janeiro - RJ

13 julho 2007

“Estou socialmente estragado”





Raimundo Arruda Sobrinho, 68 anos vive há 11 anos no canteiro central da avenida Pedroso de Morais, em Pinheiros. Escreve livros artesanalmente, costurados com fiapos de sacos plásticos. Tosse e cospe. Em São Paulo os termômetros marcam 13º C.
Não gosta do verbo morar e não quer ser chamado “morador de rua” . Troca algumas palavras com o repórter Felipe Gil.

"Eu não sou morador de rua, sou vítima de um crime contra os direitos humanos!", diz, sobre sua condição. Quem cometeu o crime? "Responsabilizo o Estado, não sei quem é". O senhor denunciou? "Toda a máquina do Estado sabe". Quando o crime começou a ser cometido? "Não vou entrar nisso porque não tenho tempo e nem o senhor tem tempo. E nem capacidade".
Era vendedor de livro antes de ser internado em 1976 no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, onde passou dois meses. Ele não gosta de falar do passado costuma repetir “Faz muitos anos” embora tenha citado com carinho a casa onde viveu até abril de 1968. “Lá eu tinha papéis, escrivaninha, colchão de mola, lençóis, cobertor, travesseiro, sanitário".

Diz que os Albergues não têm espaço para guardar seus escritos e pertences, que ele sempre os mantêm escondidos debaixo de lonas. Está vestido com jeans, camisa suja, meias rasgadas nos calcanhares e se cobre com os restos de uma manta infantil. Diz calçar entre 39 e 41 mas não quer sapatos, nem manta nova. "Não posso ter muita coisa, ou eles vêm e rasgam, assaltam", explica. Quem? "Não sei, eu não sei de nada. Sei que aparece rasgado". Mas o senhor não está aqui o tempo todo? "Estou, mas eles hipnotizam!". O senhor já foi agredido? "Muitas vezes, já".

Escreve enquanto há luz natural. Apesar do cuidado com que produz, Arruda despreza os escritos. "Isso é para matar a curiosidade de quem vem aqui, porque não vale nada. Eu sei que não vale nada". Não pensa em publicá-los. "Quando eu procurei ninguém quis. Hoje não quero nem ouvir falar do assunto". Assina como "O Condicionado", um pseudônimo que usa "há muitos anos". Cada exemplar doado é numerado e datado. De 2000 a 2007, marca os anos como 1999+1 a 1999+8. Ele explica: "quando disseram que era o ano 2000, sabia que já tinha passado. Estou sabendo que é tudo falsidade. Quando dizem que é uma coisa, é outra".

O ex-livreiro, escritor e vitima do crime contra os direitos humanos, nasceu em Piacá, no norte de Goiás - hoje Goiatins, cidade de 11 mil habitantes no norte do Tocantins, se vê permanentemente mal-humorado, e sabe que isso afasta as pessoas.
Diz: "Estou socialmente estragado".


Noticia: Terra

11 julho 2007


Destino

Ela acreditava em destino,
Mesmo que às vezes isso parecesse estranho, impossível
Acreditava e por isso costumava andar em busca dele,
E o acomodava por entre seus cabelos dourados,
Suas tranças, sua pele clara
Seus olhos de estrelas e brilho de esperança
Franzia por vezes a testa, resmungava e chorava baixinho
Quando o destino lhe mudava o caminho
Fazendo com que andasse um pouco mais que o programado,
Mas seguia adiante.. sempre seguiu
E assim, adiante sempre encontrou motivos para novos sorrisos

Ela continua a acreditar no destino
E mais uma vez
A ele se entrega

01 julho 2007

A Oficina das idéias me passou a seguinte missão.

Pegar no livro mais próximo (Não precisa de ser o que andam a ler)
Abri-lo na página 161
Procurar a 5ª frase completa
Colocar a frase no vosso blogue ou como comentário no meu
Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
Passar o desafio a cinco pessoas

Livro:
O homem que matou Getulio Vargas de Jô Soares
Editora – Companhia das letras – 1998
Este foi o terceiro livro mais próximo que eu tinha, os outros dois anteriores não tinham 161 páginas.

Frase: _ Sozinho o senhor não vai. Aonde o senhor for, eu vou também.

Comentário: O meu amigo Vicktor passou esta missão a cinco blogs brasileiros porque diz que se vê no Brasil.. Curiosamente a quinta frase da página 161, de um livro de autor brasileiro, que tem como pano de fundo a história do Brasil, fala em companhia..
Eu, te digo portanto meu amigo que aqui no Brasil, nas calçadas do Recife, ou mesmo em qualquer outro lugar, tu não vais sozinho... estarei contigo!

Repasso portanto a missão a outros cinco blogs: