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31 Janeiro 2005
29 Janeiro 2005
Querida,
beijo-te... muito
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28 Janeiro 2005
O fot�grafo e a escritora percorrem a cal�ada, vivem o Povo. Ele, escreve ideias e sentimentos com cada clique da sua m�quina fotogr�fica. Ela, obt�m as mais belas imagens com um simples pestanejar dos c�lios e a leveza da pena na escrita.

Por est� �poca do ano, tal como acontece em muitas outras cidades brasileiras, come�a a grande transforma�ao. O Povo j� naturalmente alegre e optimista, parece entrar numa transe de boa disposi�ao que contagia os forasteiros que ficam logo com �o samba no p�. Tamb�m o Fot�grafo tem esse sentimento quando cal�ada recifense acima se encontra com a Escritora.
Contudo, o Recife � diferente. A multiculturalidade das suas gentes, o encontro permanente de povos e de ra�as, de saberes e de culturas, d�-lhe um �toque� �nico que se reflecte no �ferver� das gentes. O autentico Frevo que vai invadir a zona antiga da cidade e dela se expandir para as restantes zonas, para o Mundo.
O Fot�grafo, que hoje veste a rigor, qual Pr�ncipe de um reino de sonho, mal entra na cal�ada, depois de um caf�zinho retemperador tomado no boteco da esquina, propoe a Escritora um jogo no m�nimo estranho:
_Querida Amiga, agora que o Carnaval est� a�, vou tirar a minha m�scara de todo o ano. Continua a tua caminhada, que j� nos encontramos.
Dito isto some-se no primeiro cruzamento.
A Escritora continua a sua caminhada, agora s�, mas cheia de curiosidade. Logo na esquina seguinte surge-lhe um jovem, algo ing�nuo, com ar de novato nestas andan�as do Carnaval que se dirige a Escritora apresentando-lhe um papel escrito que ela le:
_ ...me encantei com a docilidade que escreves a cerca de todos os temas, infelizmente nao h� muitos assim, e particularmente pela forma carinhosa que se refere ao Brasil, p�tria minha.
_Quem �s tu?
_Um simples oper�rio, com vontade de sonhar...
Tal como subitamente tinha aparecido assim se esfumou na multidao que j� a essa hora se dirigia aos seus trabalhos.
Pouco depois a Escritora foi abordada por um homem, cabelo farto, mais para o lado do branco, algo desgrenhado. Poeta, artista... que sei eu!
_Sinto que faz parte dos meus sonhos recorrente. Sonho voar, leveza total, na direc�ao das terras do longe. Penso que sempre o seu rosto e sua silhueta me acompanham...
_Nesse estranho enlevo eu me encontro quando escrevo �Entre o Sono e o Sonho�, far�amos uma parceria frutuosa...
Aquele idoso, algo louco, que abordou a Escritora perdeu-se na multidao que j� entoava cantares de Carnaval. A Escritora ficou pensativa. Seriam m�s caras que a abordavam ou gente real? Por onde andaria o Fot�grafo, que hoje mais parecia um Pr�ncipe?
Dos verdejantes canteiros de flores que tao bem ficavam na decora�ao da cal�ada, saltou um sapo que se postou a seus p�s. Estupefacta a Escritora procurou apanh�-lo. Com algum esfor�o conseguiu o seu intento. Como lera nos contos da sua meninice aproximou seus l�bios e beijou-o.
Do Pr�ncipe, melhor do Fot�grafo, nem sinal. O ar ficou perfumado com o odor dos jasmineiros.
Vicktor


Andavam os dois pela Rua do Bom Jesus, repleta de hist�ria da cidade do Recife, o Fot�grafo registrava todos os momentos que apesar de revelar a Escritora um espet�culo conhecido, seus olhos brilhavam como nunca, parecia o cora�ao bater mais forte. Abra�ada ao Fot�grafo. Mostrava-lhe tudo tal crian�a em parque de diversao.
Passavam por eles blocos, maracatus evoluindo com seu rei e sua rainha, caboclinhos em passos marcados pelo arco e flecha, as mais variadas fantasias, rostos cobertos por m�scaras e rostos e olhos abertos para todos... Corpos suados e muita m�sica e alegria no ar.
Sentiu vontade de seguir o povo na rua como gostava de fazer e gritou ao Fotografo que fotografasse. No meio da multidao via os olhos dele a acompanharem com seu sorriso. Ele resolveu segui-la e aos poucos se ia aproximando dela. At� gritar-lhe:
_ Olha-me e sorri!!
Ela virou. Olhava em sua dire�ao. Quando o avistou, sentiu uma tontura e ainda com um sorriso no rosto caiu no ch?o. Fez-se no momento um silencio apavorante. O Fot�grafo tomou-lhe nos bra�os e a tirou do meio da multidao...A festa continuou... A m�sica voltou a tocar e o bloco seguiu seu caminho.
Vestida de colombina, dan�ava alegremente. Ao que se lhe aproximou o primeiro Pierr�.
_ J� nao nos conhecemos? Disse ele.
_Foi no carnaval que passou? Riu. Lembrando a m�sica.
_No carnaval passado era apenas eu um simples oper�rio e buscava incansavelmente realizar meus sonhos...
_J� os realizaste entao?
_Alguns deles... Beijou-a no rosto, abra�ou-lhe como se matasse a saudade e sumiu.
Passava j� agora pela rua animada, os caboclos de lan�a. Eles fascinavam os olhos da colombina que se pos a dan�ar com eles. Rodava e rodava at� cair misteriosamente nos bra�os de um segundo Pierr�. Olharam-se como se enfim tivessem se encontrado. Ela nao o conhecia, mas, sentia como se isso nao fosse verdade.
_J� nao nos conhecemos? Disse ela.
_sim... Acompanhas-me h� muito! Est�s em meus sonhos, nos meus voos. Sorriu e a beijou. A Colombina imaginou coisas de amor. E antes que voltasse a suspirar, seu Pierr� j� se tinha ido. Sentiu-se triste e s�.
Seguiu cal�ada acima, sabia que o Fotografo devia est� em algum lugar... Procurou por ele. Sentia sua falta.
Mas, de repente um grupo de ciganas a puxou para sua roda! Elas dan�avam, rodavam e riam gargalhadas fortes, expressivas. A Colombina, que antes parecia assustada, aos poucos, estava a sorrir e dan�ar junto as ciganas na roda. Por tr�s da cigana de len�o vermelho, olhos castanhos claros, viu aparecer um Pierr�. Ele a olhou e foi em sua direao. Ela parou de dan�ar. Estava im�vel. Ele a puxou para fora da roda, para mais distante da agita�ao. Disse-lhe:
_ Entao j� agora estamos juntos outra vez... Temos nos encontrado em v�rios momentos, em v�rios locais e tempos. E tu, �s sempre a mesma em qualquer fantasia que usares, pois teus olhos, estes eu os reconheceria em qualquer parte do mundo.
Ela sentiu uma vontade enorme de abra�ar-lhe. Beijar-lhe o rosto, sentir o seu cheiro. Mas estava tonta... Tonta.
_Querida... Querida! O Fotografo tocava-lhe suavemente o rosto.
A Escritora abriu os olhos e com um sorriso imenso nos olhos. Abra�ou-o fortemente.
lualil

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27 Janeiro 2005



!? LAMENTA�OES?!
Lamentamo-nos?...
Somos palermas? Pretensiosos? Tontos? Rid�culos? Que mais?... Reacion�rios? (aqui tenho que rir...) D�beis-mentais? Bem, estas sao algumas das palavras utilizadas pelo Joao Tunes em seu blog (17 de janeiro) referindo-se a n�s e por conseguinte ao nosso "APELO PARA A HUMANIDADE".
Disse, em resposta, o meu amigo Fernando, que trata-se de um �rfao-pol�tico. Concordo. Por�m acrescento a isso uma orfandade que vai para al�m da pol�tica o que para mim significa ir para al�m de tudo.
Lamento sim... Nao pelo fato de nos preocuparmos com as pessoas e com o planeta que vivemos, tao pouco pelo fato deste senhor nao est� em concordancia conosco, lamento sim a maneira odiosa, agressiva, ironica e debochada que demonstrou em seu "lament�vel" post.
Acrescento aqui, que ele nao foi assediado a aderir ao nosso APELO por mim nem pelo Fernando e Albino e certamente por nenhum dos que subscrevem este APELO. Talvez um convite. � mesmo feitio.
Diz ele, em mais um outro post, ironico, que nao se trata de provoca�ao e sim de inveja, por nao se sentir capacitado para tal iniciativa. Bem, creio que aqui, h� um at�pico ataque de clareza e bom senso, antecipando o que poderia vir a ser dito a respeito da sua rea�ao.
Mas, para al�m do �dio que vi, nada mais retive em mim e acredito que nao ir� reter em quem certamente j� teve e ainda tem muito em que acreditar e lutar!
Portanto... Lamentamo-nos?
N�s, nao.
Lutamos!
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25 Janeiro 2005
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24 Janeiro 2005
Publico aqui tamb�m, este balan�o feito de maneira brilhante pelo Fernando do Fraternidade.
Ao fim de uma semana de v�rios Blogues terem publicado quase em simultaneo o Apelo para a Humanidade, considero ser este o momento oportuno de fazer um primeiro balan�o desta iniciativa, resultante de uma conversa entre o autor destas linhas e a Lualil do Traduzir-se, a que se juntou o Albino do Outravoz, para a elabora�ao e difusao daquele texto, para que fosse subscrito pelo maior n�mero de pessoas, independentemente de terem um Blog e que fosse publicado, de preferencia em simultaneo, pelos v�rios Blogues aderentes.
O nosso objectivo foi parcialmente atingido. Lacunas, verificaram-se algumas. O nosso entusiasmo e a nossa ansiedade eram enormes. E como devem calcular a tarefa a que metemos ombros nao foi f�cil. Houve que descobrir dentro da Blogoesfera quem fizesse tradu�oes para quatro dos idiomas que consider�mos dos mais expressivos e importantes, pelo n�mero de pessoas que os falam no seu dia-a-dia. � evidente que no extremo-oriente onde vive grande parte da popula�ao mundial, seria muito complicado por exemplo, encontramos algu�m que nos traduzisse o texto para mandarim, um dos principais idiomas falados na China. Assim, consider�mos que sendo a Blogoesfera uma global sociedade virtual, o nosso Apelo encontraria e encontrar� certamente quem tome a iniciativa de o traduzir para a sua l�ngua nativa.
O Albino, al�m de ter redigido parte substancial do texto foi o tradutor para a l�ngua inglesa. A Micas do A Coisa da Micas, foi a respons�vel pela versao em alemao. A Carmem L�cia Vilanova do Eu sei que vou te amar, do idioma castelhano. Finalmente, a Elvira do Tabacaria, foi a nossa �t�bua de salva�ao� para a transposi�ao para a l�ngua de Moliere.
Uma das lacunas da nossa iniciativa, foi precisamente a da comunica�ao com os diversos Blogues que deram a sua adesao antes da publica�ao do Apelo no passado dia 16. Nao obstante termos enviado e-mails e termos colocado avisos nos nossos Blogues, muitos dos Amigos que aderiram, nao se aperceberam atempadamente da data em que todos �postar�amos� em simultaneo. Mas, apesar de tudo, creio que valeu a pena todo o empenhamento que pusemos nesta tarefa e a Luta nao ficar� por aqui.
Nos Blogues, Fraternidade e Traduzir-se, fizemos posteriormente, um pedido aos Amigos blogueiros para que colocassem de modo vis�vel nos seus Blogues um link para o Apelo para a Humanidade, porque a nossa Luta nao se resumiu a sua primeira publica�ao. Esperamos assim aumentar consideravelmente o n�mero de adesoes e desse modo, tal como uma bola de neve rolando por uma montanha, que o Apelo chegue a todos os continentes e ao maior n�mero poss�vel de cidadaos da Humanidade.
Outra lacuna detectada, foi o facto de nao termos prevista uma maneira pratica das pessoas subscreverem o documento. Sabemos que existe software apropriado para iniciativas deste tipo, o qual, quando uma pessoa subscreve uma peti�ao, automaticamente os seus dados sao adicionados a respectiva Lista. Mas a falta desta ferramenta de trabalho, socorri-me de alguns conhecimentos adquiridos e elaborei um programa de registo de dados e resposta da sua recep�ao, que alojei no meu servidor pessoal. Penso ter obviado parte desta lacuna, embora o registo de novos subscritores nao seja feita de forma autom�tica, mas manualmente. Daqui o meu pedido aos Amigos que estao a ler este texto: Se por acaso conhecem software adequado, como j� referido, por favor, ajudem-nos, dando o vosso contributo para solucionarmos esta questao.
Estamos convictos que nasceu uma corrente din�mica de Esperan�a e Luta por um Futuro mais digno. Desejamos que os seus elos se multipliquem de modo a prepararmos um amanha melhor para as gera�oes vindouras.
Bem Hajam todas as nossas Companheiras e todos os nossos Companheiros de jornada!
Por favor coloquem nos vossos blogues de forma vis�vel e permanente os seguintes links:
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23 Janeiro 2005
Estive pensando...
No poder da palavra
As ditas, bem(ditas), mal(ditas)
Na palavra verbo
Seus tempos e modos
Subjuntivo... imperativo
Na palavra substantivo
Comum e pr�prio
Na palavra opiniao
Opina, uniao
Acri-doce na boca, palavra.
palavras...
Na palavra que constr�i
Que destr�i
Palavra que afaga,
Lamina proparox�tona que corta
Sinonimos, antonimos.
Anonimos antonios.
Estive pensando nos complementos nominais...
Estive pensando
No poder da palavra
As nao ditas...
Silencio.
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20 Janeiro 2005
O fot�grafo e a escritora percorrem a cal�ada, vivem o Povo. Ele, escreve ideias e sentimentos com cada clique da sua m�quina fotogr�fica. Ela, obt�m as mais belas imagens com um simples pestanejar dos c�lios e a leveza da pena na escrita.
Vicktor - Oficina das id�ias

M�goa no semblante
E o cora�ao dela sentiu-se apertado... o que teria contribu�do para aquela m�goa vis�vel em seu rosto?
Mais uma vez olhou ao fotografo, disse:
_ Sinto, as vezes, que quando algo me deixa triste, mesmo que eu esque�a por momentos, meus olhos aos outros brilham menos. E sei que isso � verdade. Assim como sei que nao vale a pena deixar de brilhar nos olhos de outros.
Certa vez tive uma m�goa profunda... e ainda sinto, por vezes, uma certa dor. Sei que nesta altura, nos momentos mais dif�ceis, tentei com dificuldade esconder a dor para que nem eu, nem ningu�m sent�ssemos mais nada e para que meus olhos, inocentes, brilhassem com toda a sua for�a. Muitas vezes nao consegui... e numa dessas vezes, voltei minha aten�ao sobre mim e minha vida. Sobre as dificuldades que atravessava assim como e principalmente pelas alegrias de batalhas ganhas, pelos sorrisos soltos, dados e recebidos, pela beleza que a vida insiste em me mostrar fazendo-me nova a cada instante e... fiz comigo um pacto. Chorar profundamente minhas dores. Para que as minhas l�grimas fossem al�vio na alma e regando-me, fizesse em mim nascer um novo sorriso e uma nova esperan�a.
O tempo corria e ela continuava a falar, sua voz ficava mais baixa e suas palavras mais sentidas, olhava fixamente o mar e o fot�grafo se perdeu no som significativo, no sentido daquelas palavras. Pareceu em alguns momentos uma melodia. Uma melodia de amor a vida.
Parou de repente e sorriu um sorriso desajeitado e sentiu-se envergonhada. Abra�ou com uma ternura imensa seu grande amigo. Ela sabia o quanto de esperan�a sempre viu nos olhos do fot�grafo e sabia que aquelas palavras nao era estranhas para ele. Admirava-o por isso. Viu, orgulhosa, ele vencer momentos dif�ceis. Superar algumas m�goas.
E olhando nos olhos outra vez, disse-lhe:
_ Esta m�goa em teu rosto...
Sentia dificuldade, agora, em lhe falar palavras. Tentou outra vez.
_ Esta m�goa em teu rosto... contribui de alguma maneira para que ela existisse?
Outra vez abra�aram-se. E as palavras pareciam j� nao ter tanta import�ncia naquele momento.
Algumas crian�as que brincavam por perto, reconhecendo os amigos que juntos caminhavam cal�ada acima, correram ao encontro deles.
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19 Janeiro 2005
Ela queria tanto que esse dia chegasse... por�m estava aflita, suas maos tremulas e um frio enorme a lhe percorrer o estomago.
Tantas palavras ditas, id�ias discutidas, sonhos compartilhados, por�m faltava o toque, a pele, o cheiro, o gosto, enfim a consuma�ao da paixao.
De repente... um leve toque em seu ombro... era ele, ela sabia, ao se virar parecia que o mundo girava junto com ela mas, de repente fez-se o maior silencio, uma paz enorme tomava conta de tudo! Quando seus olhos se entreolharam, ali realizaram o verdadeiro encontro. Um abra�o longo e quieto, beijos e afagos, agora as palavras n?o existiam mais, o toque, o olhar eram a linguagem desse momento m�gico e esperado.
Surpreendidos pelo som das pessoas que iam e vinham mecanicamente, puseram-se a rir, felizes de estarem se sentindo bobos, leves, encantados.
J� eram um do outro tal como imaginavam antes... a �gua do mar tocava em seus p�s e eles corriam, voavam, sob o luar, como anjos em belas f�bulas.
Assim parece, passaram juntos momentos que nunca poderao ser esquecidos. Aquecidos por uma lareira, ao sabor de um bom vinho fizeram o que suas mentes e corpos desejavam, e aqui souberam e experimentaram o que se chama plenitude.
Os olhos novamente se entreolharam, o abra�o longo e quieto se repetiu agora mais longo e mais quieto e eles lentamente se afastaram....
... Ela queria tanto que esse momento chegasse.... por�m estava feliz, extremamente feliz.
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16 Janeiro 2005
N�s blogueiros, propomos desde j�, unirmo-nos em um alerta para a humanidade, e implantarmos cada um de n�s, a nosso modo e em nosso ambiente, medidas pr�ticas de mudan�as!
� tempo de se falar abertamente. � tempo de se abordarem as questoes em profundidade e nao de forma restritiva. � tempo enfim, de se falar a s�rio sobre a questao ambiental e ecol�gica. Sobre a humanidade!
E com razao. � que cada vez mais se toma consciencia de que o combate pela preserva�ao, nao tem fronteiras, nao � regionaliz�vel e de que a resposta ou � global ou nao ser� resposta.
As chuvas �cidas, o efeito de estufa, a polui�ao dos rios e dos mares, a destrui�ao das florestas, nao tem azimute nem p�tria, nem regiao. Ou se combatem a n�vel global ou ningu�m se exime dos seus efeitos.
As pessoas ainda respiram. Mas por quanto tempo?
Os desertos ainda deixam que reverdejam alguns espa�os estuantes de vida. Mas vao avan�ando sempre.
Ainda h� manchas florestais nao decepadas nem ardidas. Mas � cada vez mais grave o deficit florestal.
Ainda h� saldos de crude por extrair, de ur�nio e cobre por desenterrar, de carvao e ferro para alimentar as grandes metalurgias do mundo. Mas a custa de sucessivas redu�oes de reservas naturais nao renov�veis.
Na sua singeleza, o caso � este:
At� agora temos assistido a um modelo de desenvolvimento que resolve as suas crises crescendo cada vez mais. S� que quanto mais se consome, mais apelo se faz a delapida�ao de recursos naturais finitos e nao renov�veis, o que vale por dizer que nao � essa uma solu�ao dur�vel, mas ela mesma finita em si e no tempo que dura. Por outras palavras: � ela mesmo uma solu�ao a prazo.
Significa isto que, ou arrepiamos caminho, ou a vida sobre a terra est� condenada a durar apenas o que durar o consumo dos recursos naturais de que depende.
Nao nos iludamos. A ciencia nao cont�m todas as respostas. Antes � portadora das mais dram�ticas apreensoes.
O que h� de novo e preocupante nos dias de hoje, � um modelo de desenvolvimento meramente crescimentista � pior do que isso, cegamente crescimentista � que gasta o capital finito de preciosos recursos naturais nao renov�veis, que de relativamente escassos tendem a se-lo absolutamente. E se podemos continuar a viver sem ur�nio, sem ferro, sem carvao e sem petr�leo, nao subsistiremos sem ar e sem �gua, para nao ir al�m dos exemplos mais frisantes.
Da� a necessidade absoluta de uma resposta global. Tao s� esta necessidade de globaliza�ao das respostas, d�-nos a real dimensao do problema e a medida das dificuldades das solu�oes. Leem-se o Tratado de Roma, O Acto �nico Europeu e mais recentemente as conclusoes da Conferencia de Quioto, do Rio de Janeiro e Joanesburgo, onde ficou bem patente a relut�ncia dos pa�ses mais industrializados, particularmente dos Estados Unidos, em aceitar a redu�ao do n�vel de emissoes. Regista-se a falta de empenhamento ecol�gico e ambiental das comunidades internacionais e dos respectivos governos, que persistem nas teses neoliberais onde uma economia cega desumanizada e sem rosto acabar� por nos conduzir para um beco sem sa�da.
Por outro lado todos temos sido incapazes de uma visao mais ampla e intemporal. Se houver ar puro at� ao fim dos nossos dias, quem vier depois que se cuide!... e continuamos alegremente a esbanjar a �gua do cantil.
Ser� que o empres�rio que projectou a f�brica est� psicol�gica ou culturalmente preparado para aceitar sem sofismas nem reservas as conclusoes de uma avalia�ao s�ria do respectivo impacto ambiental?
Mesmo sem sacrificar os padroes de crescimento perverso a que temos ligados os nossos h�bitos, h� medidas a tomar que nao se tomam, como por exemplo:
Dito de outro modo: a moda pol�tica tende a ser, um constante apelo as terapeuticas de crescimento pelo crescimento. ? tarde demais para desconhecermos que, quando a produ�ao cresce, as reservas naturais diminuem.
H� por�m um fen�meno que nem sempre se associa �s preocupa�oes da humanidade. Referimo-nos a explosao demogr�fica.
Com mais ou menos rigor matem�tico, � sabido que a popula�ao cresce em progressao geom�trica e os alimentos em progressao aritm�tica. Assim, em menos de meio s�culo, a popula�ao do globo cresceu duas vezes e meia !...
Nos �ltimos dez anos, crescemos mil milhoes!... Sem grande esfor�o mental, compreendemos aonde nos levar� esta situa�ao.
Se � de um homem mais sensato e respons�vel que se precisa, um homem que olhe amorosamente para este belo planeta que recebeu em excelentes condi�oes de conserva�ao e est� metodicamente destruindo; de um homem que jure a si mesmo em cadeia com os seus semelhantes, fazer o que for preciso para que o ar permane�a respir�vel, que a �gua seja instrumento de vida e dela portadora, e os equil�brios naturais retomem o ciclo da auto sustenta�ao, empenhemo-nos desde j� nessa tarefa, com persistencia e determina�ao.
Se � a continua�ao da vida sobre a terra que est� em causa, e em segunda linha a qualidade de vida, para que perder mais tempo?...
Por isso apelamos a todos quantos se queiram associar a este movimento pela preserva�ao Natureza, pela Paz e pelo desenvolvimento harmonioso da Humanidade, para subscreverem este Apelo.
Ao faze-lo estamos a afirmar a nossa cidadania, enquanto pessoas livres, que olham com preocupa�ao o futuro da Humanidade, o futuro dos nossos filhos!
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13 Janeiro 2005
Nao tenho escrito nestes �ltimos dias, mas tenho dedicado-me a esta nova iniciativa �Apelo para a Humanidade� que nasceu de uma conversa minha com o Fernando. Temos estado entregues a essa iniciativa com um amor muito grande e temos n�s eu, o Fernando e j� agora tamb�m o Albino nos sentindo bastante gratificados com isso.
Hoje, li um texto comemorativo de seis meses no Fraternidade e gostaria de destacar um trecho que achei muito bem dito!
�Nao sabemos as reais propor�oes que a nossa iniciativa vir� a tomar. Alguns, embora de forma simp�tica, classificaram-na de ing�nua. Mas entre a ingenuidade e o ficarmos de bra�os cruzados, preferimos ir a Luta com a nossa ingenuidade, que, quem sabe... poder� ser o come�o para outras caminhadas em conjunto de uma forma mais consistente e organizada� (F. Bizarro)
Quando decidimos iniciar este �Apelo� sab�amos que pod�amos nao chegar a um lugar muito distante... mas decidimos partir mesmo assim, em busca de sonhos, de verdade e de justi�a e nos empolgamos com a nossa caminhada e com os que a n�s se chegaram neste caminho tornando ainda mais gratificante este caminhar!
Iremos entao, todos juntos, colocarmos online em nossos blogs e em simultaneo no dia 16, domingo, o texto final, os links e a lista de subscritores que est� no blog de apoio . Copiem l�!
Agrade�o mais uma vez a todos que fizeram mais forte esse desejo e transformaram sonho em realidade!
At� domingo!!!
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09 Janeiro 2005

O texto(em v�rios idiomas) j� est� elaborado para a aprecia�ao de todos assim como os nomes dos que j� subscrevem este manifesto em links logo abaixo como podem conferir.
Iremos dentro em breve tamb�m avisar o dia exato para que todos n�s publiquemos em nossos blogs o texto, acrescido dos links para os textos noutras l�nguas bem como o nome de cada um dos que subscrevem este manifesto.
Nao poder�amos deixar de lembrar que esse sonho � apenas um sonho e que certamente em breve ser� a nossa realidade, uma realidade constru�da por n�s que acreditamos na capacidade que a uniao tem em fazer as coisas acontecerem. Mudarem para melhor!
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(releitura)
Quero um dia,
Depois de lan�ar-me em ti como grao de poesia,
Deixar-me em ti ficar,
Misturar minha seiva a tua
Meus olhos perdidos nos teus
Entregues ao espet�culo que se cria em n�s...
Germina�ao.
Ousei fazer uma releitura de uma bel�ssima poesia escrita pelo Albino... que hoje compartilho com todos!
obrigada amigo,
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05 Janeiro 2005
As altera�oes da ordem natural do clima, do sol, a camada de ozono, o efeito estufa tem sido grande potencializador de verdadeiras cat�strofes naturais como tivemos a tristeza de ver recentemente na �sia, a grande destrui�ao que causou o Tsunami. Sabemos que fatos como esse vem aumentando a cada dia que passa, nao podemos ficar calados diante disso, a ver apenas os telejornais exibindo horas e horas a fio o sofrimento humano. � preciso mais que isso.
Precisamos alertar a todos para uma mudan�a na nossa maneira de tratar a natureza e de lidar com a vida. Propomos a voces, nossos amigos blogueiros, que temos um canal a nossa disposi�ao, elaborarmos juntos um texto de alerta, na inten�ao de sensibilizarmos a alguns quanto a uma urgente e necess�ria mudan�a na maneira de lidarmos com o meio ambiente, preservando-o, como tamb�m de ajudarmos aos que sobreviveram a esta trag�dia e que se encontram numa situa�ao bastante dif�cil.
Estamos aguardando a resposta de voces. Um de n�s poder� iniciar o texto e andaremos com esse texto a receber contribui�oes para que numa data combinada postemos todos juntos. Brasil e Portugal j� estao unidos nesta inten�ao, queremos juntar mais pa�ses a n�s. Portanto, o convite que fazemos � tamb�m a todos os nossos amigos, nao blogueiros, que estejam junto na mesma sintonia.
Agradecemos a todos,
Lualil - Traduzir-se ... - BRASIL
Fernando B. - Fraternidade - PORTUGAL
Albino Santos - Outra Voz - PORTUGAL
Nota. O texto j� est� a ser elaborado. Quando estiver pronto, ser� enviado para os amigos da nossa Lista de contactos para aprecia�ao.
Aos outros amigos, agradecemos que nos contactem para o envio do referido projeto de texto.
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04 Janeiro 2005
anos e n�meros �mpares
Gosto dos n�meros �mpares, dos anos �mpares... Fatos importantes e felizes aconteceram-me em anos assim. O in�cio de tudo, meu nascimento, se deu em ano, mes e dia �mparares isso j� tem um tempo mas � um detalhe que me soma hoje, tempos depois, uma idade tamb�m �mpar! Tenho sete irmaos e fui a quinta da fam�lia a nascer.
Tive meu primeiro namoradinho em um ano �mpar, lembro de como era bom quando ele me tomava pelas maos e �amos brincar no p�tio da nossa escola e depois fic�vamos os dois embaixo de uma �rvore de flores pequeninas e ele me fazia com elas, colares e coroa e me enfeitava como se eu fosse uma princesa... na verdade eu era!
Em um ano �mpar fiz quinze anos, em um ano �mpar passei no exame para a universidade, devo ter bebido nesta �poca meu primeiro Whisky, que tinha uma garrafa de tres lados. Tamb�m em um ano �mpar tive meu primeiro filho, um menino lindo, tranq�ilo, momento m�gico... em um outro ano �mpar, outro momento m�gico, meu segundo filho, uma menina linda, de carinha linda, rosada e olhos bem vivos.
Sou uma de um trio de grandes amigas...
Em um ano �mpar escrevi minha primeira poesia, em um ano �mpar ganhei pela primeira vez um concurso liter�rio.
Em um ano �mpar conheci algu�m especial e em um ano �mpar vivi um amor fant�stico, que nunca havia vivido antes... e outra vez fui aquela menininha enfeitava de flores e coroa como uma princesa.. talvez na altura tenha sido uma rainha!
Em um outro ano �mpar tive o renascimento da minha filhotinha, depois de alguns momentos bem dif�ceis... Sinto como uma ben�ao os anos �mpares, como renovadores e marcantes.
No �ltimo ano �mpar voltei aos poucos a recuperar o sorriso que o silencio tinha roubado de mim...
No �ltimo ano �mpar mudei de emprego, cresci profissionalmente, criei um projeto de sucesso, cresci como mulher, amadureci, mudei.
Hoje, ano �mpar, nao posso ter outra expectativa senao a de continuar a acreditar que os anos que passam nos fazem melhor e eu em especial sintonizo em datas assim. �mpares!
Meu numero de sorte � o numero 11!
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02 Janeiro 2005
... e arder de paixao!
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